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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Resultado de Pesquisa - Só 19% dos brasileiros usam sacolas de pano

Você também é responsável pelo lixo urbano
(Foto: Mika)

Resultado de Pesquisa - Só 19% dos brasileiros usam sacolas de pano

Por Marise Jalowitzki
02.junho.2011
http://t.co/bcHSUHi

Quanta resistência!
Pesquisa mostra o quanto o Brasil resiste em deixar as sacolinhas de plástico. Foram visitadas 200 mil residências de onze países do continente, Brasil ficou quase no fim da fila.


Só 19% dos brasileiros pesquisados aderiram ao uso das sacolas de pano em lugar das descartáveis de plástico para embalar suas compras. Apesar de todas as campanhas.


Na Bolívia, a adesão ao uso das sacolas de pano chega à 77%.


No Brasil, são gastos 150 bilhões de reais, por ano, em sacolas de plástico!!!

Alguns estabelecimentos se orgulham em mostrar a "sacola de plástico reciclada" que, na verdade, são as
chamadas sacolas oxibiodegradáveis, que têm em sua composição aditivos químicos que aceleram a decomposição do material. Pesquisas realizadas recentemente indicam, porém, que os plásticos biodegradáveis podem ser prejudiciais ao meio ambiente. Segundo esses estudos, essas sacolas se despedaçam mais rapidamente, mas os fragmentos resultantes dessa degradação podem durar muito tempo.

“Nossa conclusão é que os plásticos oxidegradáveis não causam nenhum benefício ao meio ambiente”, assegura Noreen Thomas, autora de um dos relatórios. “As opções disponíveis tornam a propriedade ‘degradável’ desses plásticos irrelevante”, conclui o relatório.

“Indicar que uma embalagem é biodegradável quando de fato ela não se degradará em condições naturais pode ser enganoso, além de contribui para a proliferação de lixo."

Desleixo no descarte em Porto Alegre - Empresa coloca o lixo na calçada, bem em cima de bueiros
(Foto: Mika)

“Não há dúvida nenhuma que nós estamos comendo plástico processado por bactérias, processado pelos peixes, processado por animais que estão em contato com o plástico já fragmentado”. A declaração é de Hélio Mattar, especialista do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

Mais em: 

Lixo jogado nas ruas é cena comum no dia a dia


Já comeu seu plástico hoje? "Terra preta" e sacolinhas





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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

segunda-feira, 21 de março de 2011

Para onde vai o lixo que a tsunami trouxe? Japão tragédia


Japão - tsunami  2011 - onda gigante plena de lixo


Para onde vai o lixo  que a tsunami trouxe? Japão tragédia

Por Marise Jalowitzki
21.março.2011
http://t.co/2j4gp9j

Um dos visitantes a esse blog perguntou: Para onde vai todo aquele lixo? - referindo-se à onda gigante, plena de entulho, que inundou a costa japonesa, em uma visão de assombrar. Pelo tamanho, pela devastação que causou, pelo lixo que trazia consigo.

A resposta é terrível.
O lixo ou fica boiando, matando os animais que dele se alimentam (peixes e tartarugas são as maiores vítimas) ou volta ao fundo do mar; ao se depositar, aumenta o nível da agua. Pelos detritos (principalmente o plástico) aquece a água (aumento da temperatura).

Aumentando a temperatura da água, ela se evapora mais rapidamente, formando mais nuvens. Chove mais e em maior quantidade. Gera mais enchentes!

No mundo todo!
Ciclo interminável de desgraças.

No mundo todo!
O "fenômeno" anti-natural é provocado por todos nós, cada palito de picolé deixado na areia da praia, cada saquinho plástico jogado fora, cada garrafa displicentemente atirada em qualquer canto, papel de bala, pacotinho de salgadinhos, até as televisões velhas, os sofás, os colchões, os armários e todas essas coisas vergonhosas que são encontradas nos leitos dos rios, açudes, riachos, córregos e oceanos.

 
No Brasil só 1% do lixo não degradável é reciclado.

 
- O resto acaba contaminando lençóis freáticos, contaminando a água, os alimentos produzidos nos campos, indo para o mar, matando os animais aquáticos. 


Por falta de leis, ou o cumprimento delas, por falta de conscientização e fiscalização, a maioria do lixo acaba sendo descartado nos rios e mares - só 1% é reciclado

É o "nosso" lixo de cada dia que cria toda essa imundície e ajuda a aumentar os níveis no aumento da temperatura hídrica. Isso sem mencionar os desastrosos efeitos das emissões industriais de gases tóxicos (os GEE - gás de efeito estufa).


Qual o futuro nester mar de lixo que construímos todos os dias?


O descaso é geral.
A irresponsabilidade é geral.
A desgraça começa para alguns, acaba atingindo todos.

Diga NÃO às usinas nucleares!!!



Mais em:

Detalhes da tragédia que assolou o Japão



Japão e Chernobyl nível 7!

Link: http://t.co/jbksFiU











Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente





Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil





segunda-feira, 16 de agosto de 2010

SACOLAS E PILHAS: REDUZA O CONSUMO!!!



SACOLAS E PILHAS: REDUZA O CONSUMO!!!
Marise Jalowitzki

Outro dia estava em uma farmácia de manipulação adquirindo alguns produtos quando, na hora de levá-los, a profissional encaminhou-se para embalar em sacolas plásticas. Mais uma vez, eu agradeci e declarei:

- Não precisa a sacolinha!

Ela arrematou:

- Poucas pessoas pensam como a senhora! Fazem questão de levar a sacolinha! Mais de uma, até!

Conversamos. Mostrei as duas sacolas de pano que levo, dobradinhas, sempre, dentro de minha bolsa. As bolsas femininas são grandes, possuem compartimentos. Fica bastante fácil levar as de pano junto. Falei um tanto do que representa o abusivo consumo de sacolas plásticas e do plástico em geral. Ela já sabia dos animais intoxicados, da adulteração do solo, das águas e do entupimento dos bueiros. Mas declarou:

- Não sei como contribuir. As pessoas exigem. Ficam até irritadas quando entrego os produtos apenas com o saquinho de papel.

Como já conhecia o sistema de pontos por compra, comentei do quanto seria oportuno incentivar a aquisição, primeiramente, de uma sacola de pano própria, com a logo da empresa e, a partir daí, juntar pontos ou, para cada vez que um cliente trouxesse sua sacola, promover descontos, assim como a rede Wal-Mart está fazendo. A moça, que é também a farmacêutica responsável, gostou da idéia e assegurou que irá implementar a prática para breve. Iuupi!

Só neste ano de 2010, a farmácia arcou com uma despesa de 2 mil reais na confecção de sacolas plásticas, disse-me. Nem eu tinha idéia de que os valores eram assim altos. 

Fiquei feliz por a idéia ter sido plantada. Vou acompanhar, com satisfação, para saber o dia em que a sacola de pano será apresentada aos clientes.

Esse estabelecimento, a profissional farmacêutica, está fazendo a SUA PARTE! Quem disse que é preciso esperar leis e sanções para fazer a diferença? 

Agora, pense: quantas mudanças aconteceriam se cada cidadão agisse um pouquinho a cada dia em prol da sustentabilidade? Contra o desperdício? A favor da conscientização?

Em contrapartida, em outra ocasião, quando adquiria alguns produtos em uma pequena loja, comentei com a proprietária que estava entrando em vigor a lei que "obrigava" (que triste este termo) aos fabricantes, representantes e vendedores (atacado e varejo) a receber de volta as pilhas velhas, dando encaminhamento apropriado para que não acabassem em lixões comuns. O que a mulher respondeu?

- Que raiva! Tudo com a gente! Pois aqui não vamos mais vender pilhas, então! Também, dá um lucro "desse tamainho"! Eu que não vou me incomodar! Já 'tô cheia de coisa!

Pois é. Esse dar de ombros é constrangedor! Ao invés de sentir-se uma pessoa capaz de mudar opiniões, hábitos e costumes, uma formadora de opiniões, certas pessoas preferem permanecer no estado alienado, não querendo perceber a gravidade do momento porque passamos enquanto planeta.

Com relação às pilhas, sabe-se do terrível poder tóxico que elas contêm.

As crianças estão demonstrando a conscientização que os adultos já deveriam estar praticando; muitas delas são incentivadas em ações promovidas pelos professores, nas instituições de ensino, mas basta sair às ruas para ver uma pilha aqui, outra ali, rolando pelo chão.


Pouco se fala sobre isso, mas o incentivo à aquisição de pilhas recarregáveis deveria ser bem mais intensificado!

Se você ainda não está destacando suas pilhas usadas do lixo comum, comece a guardar agora! Devolva-as onde as adquiriu. E procure, da próxima vez, comprar pilhas recarregáveis. Elas são mais caras que as comuns, mas, a médio prazo, o investimento rende bem mais. Um recarregador (existem de vários tamanhos) tem uma vida útil bastante longa. Basta deixar na tomada, com as pilhas em seus espaços adequados, e pronto! Em pouco tempo elas estão novinhas outra vez.

FAÇA A SUA PARTE! Divulgue esta idéia! E aja! Pense no legado que você está dando para seus filhos!

MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisejalowitzki@gmail.com
Porto Alegre - RS - Brasil

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Link deste post: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/08/sacolas-e-pilhas-reduza-o-consumo.html

Link relacionado:
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/07/sacolinhas-esta-questao-e-nossa.html
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sábado, 24 de julho de 2010

SACOLINHAS: ESTA QUESTÃO É NOSSA!


SACOLINHAS: ESTA QUESTÃO É NOSSA!
Marise Jalowitzki



Qual a diferença entre consumo e desperdício?

A estrutura básica está apta para resolver, com processos de reciclagem, o caos do plástico?
Qual a SUA PARTE?

Muito se fala sobre a questão das sacolinhas plásticas, sobre o consumo abusivo e o desperdício, que são coisas diferentes.

- Consumo abusivo - Pense bem: para cada coisinha que você adquire, recebe (e aceita) uma sacolinha plástica, por vezes revestida de outra. Por exemplo, você compra morangos: a embalagem de isopor (tóxico) sustenta os morangos, que estão revestidos com plástico aderente e etiquetado com o adesivo que traz o valor a ser pago; ao chegar no caixa, esse coloca a embalagem dos morangos em uma sacolinha plástica (!!!) para separar o produto (mais frágil) dos demais e, ao final, depois de empacotar todos os demais produtos - em mais sacolas plásticas, muitas vezes duplas (para sustentar o peso), coloca a sacolinha contendo os morangos bem em cima, para que não amasse. Cansou só de ler, não é mesmo? Contabilize quanto plástico está ali. E estamos falando somente de um produto! Porque acontece assim também com o queijo, com os produtos de limpeza e assim por diante.

- Desperdício é o que vem a seguir: você chega em casa, retira todos os produtos, amassa as embalagens, coloca tudo em um novo saco plástico para destinar ao lixo. Independentemente se acontece a seleção (no caso, plástico, papel, orgânico) ou não, tudo isso é desperdício.

Portanto, CONSUMO em si não é o problema. Cada um pode continuar comprando e usufruindo dos produtos que necessita. O que é preciso é uma conscientização de QUANTO de tudo isso efetivamente precisamos, de COMO esses produtos precisam estar embalados e, principalmente, PARA ONDE vai o que trazemos para casa, escritório, empresa. Qual o destino final. Assim, Desperdício é aquilo que não é aproveitado ou possível de ser reaproveitado. O que vai fora. O que é descartado.

Até onde vai a nossa parte? A nossa participação?


Fatos concretos:

- A indústria da reciclagem não aproveita tudo que recolhe - o interesse de compra e reciclagem ainda está concentrado em apenas alguns produtos e com dimensões mínimas especificadas - Vidros (tem de estar limpos), geralmente potes e garrafas; dificilmente alguém compra cacos de vidro; garrafas pet, preferencialmente as de 02 litros ou mais; latinhas amassadas; plásticos - limpos e dobrados; papelão e papel por quilo, amarrados em maços (quem se importa com as dezenas de pequenas embalagens, hiper coloridas, de balas e chicletes, por exemplo? Sabemos que, quanto mais cores impressas nas embalagens, mais tóxicas).

Em uma simples caixa de bombom, encontramos cada bombom embalado separadamente em duas camadas; todos eles dentro de um saco térmico, dentro de uma caixa, sendo que essa caixa está revestida, geralmente com celofane (tóxico). Chegamos ao caixa, mais uma sacola plástica... Gente, é só contabilizar!

Assim é fácil de entender que a indústria de reciclagem não dá conta de reutilizar tudo que é desperdiçado.

- Há uma gigantesca falta de estrutura para reaproveitar -
Mesmo considerando apenas a realidade das grandes capitais, não há estrutura disponível para encaminhar para reaproveitamento tudo o que é desperdiçado.

- Coleta seletiva ainda é uma meta a ser alcançada -
A maioria das grandes cidades brasileiras conta apenas com coleta seletiva PARCIAL; que dirá cidades pequenas. Os lixões das metrópoles, os lixões de todas as cidades, entulhos e apodrecimentos estão aí, são testemunhas por si só.

- A população ainda é espectadora -
A grande maioria da população ainda não está conscientizada o suficiente, ainda acredita que o problema é "apenas" com os animais, com a natureza, como se isso não lhe dissesse respeito; portanto, NÃO ESTÁ FAZENDO A SUA PARTE!

Iniciativas por parte do comércio varejista em relação à diminuição do consumo e desperdício de sacolas plásticas:

- Algumas grandes redes de supermercado estão oferecendo algum produto como brinde ou alguns centavos para cada cliente que DEVOLVER 50 sacolas plásticas que houver recebido naquela loja - NÃO RESOLVE! Pelo contrário! Incentiva o aumento do uso e solicitação abusiva naqueles clientes que se interessam em adotar a campanha e usufruir dela. Todos sabem do vício cultural do brasileiro de "ganhar um brinde".



- Algumas grandes redes de supermercados oferecem pequenos descontos (centavos) no total das compras para os clientes que dispensarem o uso de sacolas plásticas e trouxerem as suas de pano de casa. É um paleativo! Com um mérito: inicia o processo de conscientização para a diminuição do consumo de sacolas plásticas. Mas, é apenas um paleativo. TAMBÉM NÃO RESOLVE, pois o exemplo precisa ser ampliado ali dentro mesmo, do supermercado: TODOS os produtos são generosa e repetidamente embalados e reembalados, todos com material tóxico.

É muita coisa! É como uma neurose que tomou conta de tudo e todos! Em nome da higiene, chegou-se a um tal nível de "cuidados" que é fácil de se perguntar: a que leva tudo isso? Será que estamos, mesmo, nos preparando para viver dentro de bolhas? Sim, pois se nossas defesas são tão minúsculas, logo, logo não teremos mais lugar no mundo! Ele será das bactérias, vírus, microorganismos!...rs Onde estão os nossos anti corpos para fazer frente a algumas agressões (antes naturais) do meio ambiente?

Essas coisas pouco pensadas é que levam ao descarte e ao abandono.

Lembro de uma palestra que assisti de um norte-americado que veio fazer propaganda de um material para "limpar vegetais" (!!!). Era um produto que se misturava à água e, a seguir, se imergia um brócolis, por exemplo. Após alguns minutos, ficavam boiando dezenas de pequeníssimos bichinhos, que estavam alojados entre as florzinhas do vegetal. Todos sentiram TANTO nojo! Foi um "arghh" generalizado, muitos exclamando que "nunca mais comeriam brócolis"! Foi uma confusão! Estamos em uma era que procura através do microscópio, na vida cotidiana, comum, os "agressores que irão nos destruir", que representam risco. Ao mesmo tempo, descuidamos de algumas premissas:

- Alguém lembra do poder do cozimento? Quando se ferve ou gratina um brócolis, o que acontece com os minúsculos bichinhos? Você sente nojo em pensar que os está comendo? E a carne vermelha? Só porque vem embalada em bandejas e plásticos, deixou de fazer parte de um animal enorme, que tinha sangue, olhos, instinto de sobrevivência e tudo o mais? Quantas milhares de toxinas estão injetadas na carne do animal que pressente a morte instantes antes de ser executado? E tudo é ingerido com prazer! A minhoquinha também, só que é pequinininha!

- Alguém já sentiu, nem que seja da casa de um vizinho, aquele cheiro podre que exala quando o freezer é aberto e a carne passa de uma temperatura a outra? Com certeza devem saber que os consumidores de carne dificilmente põem tudo no lixo. Geralmente, colocam mais pimenta e condimentos, assam e... comem! Quantos [novos] microorganismos nasceram ali?

Voltando às sacolas plásticas.
A mudança maior com relação ao desperdício não acontecerá por parte das redes varejistas, não. A mudança fundamental irá acontecer quando cada um de nós se dispuser a fazer a sua parte.

DICAS:
1) Leve sua sacola de pano SEMPRE DENTRO DA BOLSA, ao fundo da maleta do notebook, no banco de trás do carro, seja onde for. Dispensar a plástica, mesmo quando o empacotador insistir em embalar. Agradeça e recuse. É só isso! Depois de tornado um hábito, fica fácil!

2) Chegando em casa, separe as sacolas limpas daquelas que estão com restinhos. Os sacos plásticos transparentes que embalam alface, por exemplo, podem ser guardados para a feira da semana seguinte e reutilizados várias e várias vezes. Não tem gordura, não tem sujeira; por vezes, um pouco de umidade; é só deixar do lado avesso tomando ar por alguns minutos e guardar em local específico (Os porta-sacos - também chamados de puxa-saco - de pano ou barbante são os melhores, pois ventilam).

3) Quando você vai escolher as batatas, cenouras, beterrabas, bananas, maçãs, mangas, dê um nó tipo "lacinho" no saco, antes de passar pelo caixa (ou no guichê de pesagem). Assim, ao chegar em casa, pode abri-lo sem danificar. E reutilizar mais tarde.

4) Na panificadora (padaria) sugira o retorno aos sacos de papel. Pela ventilação natural do papel, são até melhores, pois o pão quentinho não "murcha". Pela coloração natural do papel (meio marrom) nem necessita de muito preparo (e tinta), deixando o papel mais limpo e puro.

5) Ao efetuar o descarte, dobre, deixe direitinho, pois facilita todo o processo de reaproveitamento; pense no profissional da reciclagem que irá separar e processar. Somos, o tempo todo, clientes e fornecedores desse enorme processo de alimentação e realimentação vital.

São ações diárias que geram resultados. Não irão resolver as catástrofes que já aconteceram, mas, para os animais que continuam conseguindo nascer e sobreviver em meio ao caos que está instaurado, a esses, sim, estaremos fazendo diferença.

E, se você ainda não consegue pensar nos animais que você não consome, pense em você mesmo! Lembre que uma das maiores causas de enchentes urbanas residem no entupimento dos bueiros e é ali (nos bueiros) que vão parar as sacolinhas que todos os dias encontramos em ruas de nossas cidades. Ratificando: sacolas plásticas, em contato com a água e gordura que é ejetada nessa mesma água de esgoto, viram uma massa dura e cristalizada que entope o bueiro, sendo de difícil remoção, mesmo para os profissionais da área.

Vamos fazer o que está a nosso alcance? Diminua o consumo e o desperdício de sacolinhas plásticas. Esta questão é nossa! Está em nossas mãos.

Você está disposto a participar?


Link deste post: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2010/07/sacolinhas-esta-questao-e-nossa.html

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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação
em RH pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
marisejalowitzki@gmail.com
Porto Alegre - RS - Brasil
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

DICAS PARA SALVAR O PLANETA (que somos nós!!!) - 1 - GERENCIANDO AS SACOLINHAS



DICAS PARA "SALVAR" O PLANETA (que somos nós!!!) - 1
GERENCIANDO AS SACOLINHAS
Marise Jalowitzki
Sempre que ouço esta expressão "salvar o planeta" tenho de sorrir. Até mesmo na vivência do caos, o ser humano se arvora a presunção de estar no gerenciamento da situação!!

Que ironia! Estamos administrando a nossa extinção e, ao invés da conscientização do que precisamos fazer para NOS manter enquanto espécie, ainda ficamos com um discurso de compaixão... pelo planeta!
Vamos ajustar a objetiva! Com nossas ações, especialmente após a era industrial, alteramos climas, extinguimos espécies, mudamos hábitos, criamos novos vírus, ficamos mais doentes. Diariamente assistimos às publicações de mais e mais espécies e lugares que estão adoecendo, transmutando, se extinguindo. Será que ainda vamos querer cobrir os olhos e os ouvidos, achando que isso só vai acontecer "na casa do vizinho"?
Chamo a atenção, neste artigo, novamente, para a questão das sacolinhas plásticas, que continuam a entupir bueiros e a aumentar o lixo não degradável.

Alguns varejistas já oferecem sacolas de plástico mais resistente, como uma forma de diminuir o consumo. Ainda assim, parece que a maior parte da população continua alienada do drama que este tema representa. Alguns chegam a levar a sua sacola de pano (ecológica) para as compras e lá, no store ou no supermercado, colocam as sacolas de plástico, com as compras, DENTRO DA SUA SACOLA DE PANO! Risível! Por que fazem isto?

Como uma forma de "mostrar aos demais" que aderiram ao "modismo das sacolinhas"? Gente!
Proponho uma prática:
1 - Conte, AGORA, quantas sacolas plásticas você tem em casa. Anote.
2 - Leve sua sacola de pano NA BOLSA, sempre, mesmo que não esteja planejando fazer nenhuma compra.
3 - Dentro da sacola de pano, deixe umas três sacolinhas de plástico, que você JÁ TEM EM CASA. Tudo dobradinho não ocupa quase nada de espaço.
4 - Ao comprar qualquer coisa, ANTES que o atendente comece a embalar suas compras, declare: "Não precisa sacola, obrigada!" e pegue as suas.
5 - Chegue em casa e guarde novamente as sacolinhas utilizadas (se estiverem limpas, é claro!), dentro da sacola de pano, dentro de sua bolsa.
6 - As sacolinhas que estiverem úmidas (por exemplo, ao comprar um pé de alface), deixe junto à lixeira doméstica, para colocar o lixo orgânico.
7 - Ao final da semana, conte as sacolas que ainda possui em estoque.
8 - Caso tenha conseguido reduzir a UTILIZAÇÃO (não vale simplesmente descartar!), RECEBA OS PARABÉNS DE SUA PRÓPRIA VIDA, que agradece!

E lembre-se: só aceite novas sacolinhas de plástico, quando o estoque delas que você tem casa (e que servem para descartar o lixo doméstico) estiver quase no fim.


Abraços a todos!

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MARISE JALOWITZKI é escritora, consultora organizacional e
palestrante internacional, certificada pela IFTDO-USA, pós-graduação em RH
pela FGV-RJ, autora de vários livros organizacionais.
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Porto Alegre - Rs - Brasil
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