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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Os Donos das Sementes, Transgenia e Robotecnia


Projeto RoboBee - Colapso das Abelhas - Agroecologia e Transgênicos - Os donos das Sementes


Os novos donos das Sementes na Terra - Dez empresas agroquímicas são as donas de quase 80% das sementes de todo o mundo - Projeto RoboBee trabalha em prol da polinização tecnológica


Os Donos das Sementes, Transgenia e Robotecnia 

Sementes: Elemento Sagrado para Produção de Vida são também um Poderoso Instrumento Global de Interesses Econômicos


Por Marise Jalowitzki
29.agosto.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/08/sementes-transgenia-e-robotecnia.html


Autonomia para plantar e colher o que uma nação come. Soberania alimentar. Este tema perpassa décadas sem que a atenção das pessoas (cidadãos e governos) se volte para discutir, abertamente, com profundidade, qual o futuro que se delineia para cada povo ou comunidade. Uma nação não é livre se não tiver a segurança de prover em seu próprio solo a sustentação dos seus.

Muito se em comentado sobre os riscos em alimentar-se de transgênicos, mas, a questão vai além e é bem mais complexa do que apenas ingerir ou não os produtos GM (geneticamente modificados). Nas mãos de quem estão as sementes que precisam agora ser adquiridas pelos agricultores, juntamente com os venenos? Quem são os donos das sementes? Pagar a uma empresa para ter o direito de plantar a própria comida é uma realidade que, passo a passo, já está acontecendo em algumas comunidades. O avanço da monocultura traz mudanças que precisam ser avaliadas urgentemente.

 monocultura (plantar um só tipo de sementes) com sementes GM


Embora poucos percebam ou se interessem, a verdade é que, atualmente, consumimos inúmeros alimentos geneticamente modificados. Isso começou por volta de 1960, quando se iniciou o processo de privatização alimentar, sob a égide de "combater a fome no mundo". De lá para cá, a miséria abarca cada vez um número maior de famintos em todo o planeta, incluindo agricultores. Você já se perguntou quais serão as causas? Sim, aumento de tecnologia e descarte, poluição e o alardeado aquecimento global, aumento da população planetária e o desperdício excessivo de alimentos (quase 40% de tudo que se produz vai fora). E, além de todos esses fatores, também os mecanismos impostos aos agricultores, através da utilização de monoculturas e da crescente mecanização vendida como único e necessário sinônimo de progresso e desenvolvimento.

Trocar um problema por outro
Se antigamente a agricultura significava preparar a terra, semear, cuidar e colher, alimentar-se, vender o excedente e guardar algumas sementes para o próximo plantio, hoje tudo isso mudou. Os agricultores - sempre levando uma vida bastante sacrificada - viram no novo projeto, a monocultura (plantar um só tipo de sementes) com sementes geneticamente modificadas, uma forma de aliviar suas duras tarefas. Mas, apesar de facilitar o manejo e a colheita, muitos logo perceberam o desequilíbrio ambiental gerado. No sistema tradicional, como há vários tipos de plantas próximas, umas 'protegem' as outras de ataques, promovendo um equilíbrio natural. Por exemplo: Uma larva que se alimenta de uma espécie de milho. Se este milho está plantado em meio a outras plantas, isto torna mais provável que pássaros ou outros insetos que vivem ali comam esta larva, controlando a sua proliferação.

"Quem é o agricultor, hoje? Um espalhador de venenos ou
um motorista de trator!" (José Lutzenberg)

Com a utilização de extensas áreas para um só cultivo, aumentou o uso de defensivos agrícolas ou agrotóxicos. Sempre novas pragas, sempre mais veneno, empestando o solo e contaminando as sementes! Até que surgiram as sementes GM (geneticamente modificadas) que são imunes ao veneno! Os agricultores que abandonaram os métodos tradicionais de plantio, adotando os pesticidas e a transgenia como forma de trabalhar menos e ganhar mais dinheiro, vêm-se agora sob um novo cenário: as 'novas sementes' não servem mais para reproduzir! Você não pode armazenar sementes porque elas apodrecem! E, mesmo que elas voltem ao solo, não produzem! Assim, a cada plantio, novas sementes precisam ser adquiridas, tornando o agricultor dependente dos fornecedores-vendedores de sementes.

Sementes com patentes, donos de sementes

Em 1995, a Organização Mundial do Comércio  aprovou uma lei que permite que microorganismos e processos microbiológicos já existentes na natureza sejam patenteados. Com isso, a garantia de propriedade intelectual foi estendida para sementes geneticamente modificadas e tornaram-se propriedade de seus descobridores. Atualmente, dez empresas agroquímicas são as donas de quase 80% das sementes de todo o mundo. Devido à sua difusão em grande escala, em alguns países já desapareceram 93% das variedades tradicionais de várias sementes. Gerou-se um sistema menos resistente, menos sustentável, mais caro e, no final das contas, mais prejudicial para a sobrevivência de todos os envolvidos! É preciso continuar incentivando a Agricultura Familiar diversificada, que alimenta 80% da população mundial - ocupa menos terra, menos água e produz diversidade ambiental.

José Lutzenberg já dizia, na década de 90:
- Quem é o agricultor, hoje? Um espalhador de venenos ou um motorista de trator! Todo o ciclo está rompido e ele não é mais autônomo.

A FAO-ONU afirma que a prática indiscriminada da  monocultura geneticamente modificada está prejudicando a agricultura sustentável, destruindo a diversidade biológica.

Um relatório publicado pela revista National Geographic apresenta as mudanças verificadas entre 1903 e 2012:
- Milho - das 307 variedades endêmicas (que são naturais de um só lugar), restam 12. Hoje há mais de 200 espécies transgênicas de milho
- Tomate - eram 408; restam 79
- Alface - eram 497, restam 36 
- Beterraba - eram 288; restam 17
- Repolho eram 544; restam apenas 28
- Rabanete eram 463; restam apenas 27
- Pepino eram 285; hoje restam apenas 16.


O que os agricultores podem fazer?
Mais do que nunca, é hora de decidir para qual caminho se dirigir!

Sementes crioulas são hoje criadas e armazenadas com extremo carinho pelos agroecologistas. Eles sabem o quão preciosas elas são!
Caminho 1
A ampliação da Agricultura Familiar pautada na metodologia agroecológica, com o uso da diversidade, onde várias culturas se autoprotegem. Fica garantida a obtenção de sementes crioulas. Fica assegurada a soberania das sementes. As populações são capazes de autogerir a sua alimentação.
Um plantador exclusivo de café vai ser sempre dependente de outros fornecedores, pois ele não come café.

Caminho 2
A continuação do uso de sempre novos agrotóxicos e sementes GM(geneticamente modificadas), o que reduz o número de produtos diversificados e acaba com espécies nativas, incluindo os insetos. Nesse cenário, estão os contratos, financiamentos 'casados' com os bancos, que incluem a aquisição dos pesticidas como 'garantia de colheita'. Os resultados desse encadeamento asfixiante são dramáticos. Somente na Índia, são catalogados 15 mil suicídios entre camponeses ao ano, muitos deles pressionados por dívidas impagáveis e por embargos judiciais.


Querendo, leia também:

AGROECOLOGIA (vários títulos), clique nesta Página de Links

Uso de agrotóxicos é a maior causa
de mortes - são 157 mortes registradas
 por ano no Brasil - Imagem Globo Rural


Por Marise Jalowitzki
12.abril.2012







Agrotóxicos - de armas químicas
a defensivos agrícolas



Por Marise Jalowitzki
23.março.2011





SOBRE O COLAPSO DAS ABELHAS clique nesta Página de Links

Abelhas que produzem apenas mel, abelhas que recolhem apenas pólen – IBAMA agora informa que reavaliará 4 agrotóxicos associados a efeitos nocivos aos polinizadores - Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina e Fipronil.  Mas não são só os pesticidas.  O Colapso das Abelhas  - Sumiço e Extinção das Abelhas






http://www.compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/07/a-realidade-atual-das-colmeias-polen.html



PATENTEAR SERES VIVOS NO BRASIL? É O QUE QUEREM AS MULTINACIONAIS FARMACÊUTICAS

Mega corporações querem o patenteamento de substâncias ou materiais extraídos, obtidos ou isolados de seres vivos.Descoberta não é invenção!! Como querer patentear?! Não bastam as sementes, agora querem também os animais?



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 









sábado, 7 de dezembro de 2013

As Vacas Monstruosas Belgian Blue são transgênicas

Todo sêmen é recolhido, somente dos machos anômalos, para nova inseminação artificial específica(estupro), a fim de garantir a preservação da "anomalia aperfeiçoada" e nao só, também o aumento do percentual anômalo é sempre incentivado quimicamente, para que os animais "disponibilizem" sempre maiores quantidades de carne. Isto é "processo natural"? Não, não é.
Vacas de outras raças são inseminadas-estupradas com o gene anômalo. Seja de que espécie for, a quase totalidade são submetidas a contínudas cesáreas, já que o bezerro anômalo é enorme.
Como poderemos denominar as Vacas Monstruosas, geradas através de inseminação artificial, de genes modificados, potencializados na anomalia e conservados in vitro?

Mais que tudo, quero enfatizar um processo cruel e sofrido para as pobres parideiras, forçadas durante toda a sua vida. 






'As raças com maior frequência de hipertrofia muscular são as taurinas continentais como a Belgian Blue (principal raça hipertrófica), Piemontesa, Asturiana de Los Valles, Maine Anjou, Charolesa, Limousin Parthenaise, Rubea Gallega, Marchigiana, Blonde d'Aquitane entre elas. A característica já foi descrita também nas raças britânicas Herford, Angus, Shorthorn e Ayrshire.' EBAH )




Por Marise Jalowitzki
07.dezembro.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/12/as-vacas-monstruosas-belgian-blue-sao.html


Aperfeiçoamento genético, aprimoramento genético, engenharia genética.

Embora se afirme que a mutação genética aconteceu originalmente de forma acidental-natural, lá nos idos do século 19, na Bélgica, sabemos que ela já resultou de um cruzamento, criando a nova raça, chamada Belgian-Blue, em parceria feita com o Reino Unido. Os "aperfeiçoamentos genéticos" que aconteceram depois, especialmente a partir de 1997, são resultado de alterações provocadas pelo ser humano. Antes disso, cruzamentos artificiais também aconteceram, mas foi após isolar a proteína Miostatina e alterar sempre de forma crescente o gene nas novas crias, é que os bichos não só dobraram de tamanho, como chegam, atualmente, a pesar mais de uma tonelada! E há quem ainda defenda que se trata de aperfeiçoamento natural"... Esta "escolha" as deixam como "Vacas Monstruosas", já que se trata de inseminação artificial de uma seleção de espermatozóides com genes defeituosos, cuidadosamente escolhidos, genes doentes usados para "aprimoramento". Isto não é, nem nunca foi, natural.

A miostatina é uma proteína que normalmente inibe o crescimento muscular após um certo ponto do desenvolvimento. A carência desta proteína faz com que a musculatura magra continue se desenvolvendo. O incentivo para continuar crescendo, criar mais carne e leite fez as BBB- Blanc Blue Belgan se tornarem monstruosas.

Vergonha!

Sabe o que mais me deixa triste neste mundo? A tentativa dos especialistas, a quem a grande mídia serve, em fazer toda a aberração parecer natural! Fiquei chateada com muitos órgãos tidos como sérios, e sua tentativa em banalizar a informação, fato, aliás, tão comum em nossos dias. Ao leitor criterioso é exigido, cada vez mais, não ser submisso, nem aceitar tudo que lhe é transmitido. Alguns parecem necessitar de alguém, ou algo, que lhes diga que os humanos não são tão perversos e cruéis como realmente são. Olha uma frase "meiga" veiculada em jornal de destaque: "Na realidade, os criadores apenas isolaram um animal que havia nascido com a deficiência da proteína miostatina e, a partir dele, aperfeiçoaram a espécie por meio de cruzamentos." Simples, não? Alguém diz como está acontecendo este "aperfeiçoamento"? E como é a vida destes animais?

Sim, os Belgium Blue ou Super Cow nasceram de uma mutação genética natural no século 19, na Bélgica, que os deixou com mais carne e mais musculatura magra. Nada da estimulação que vemos hoje.

O que faz um pai amoroso quando uma cria nasce defeituosa? Procura dar o maior conforto àquele filho com problemas, mas nunca incentiva a procriação desta espécie anômala, a não ser que veja benefícios nisso. O benefício deveria ser visto como o primordial conforto e a saúde da espécie. Mas não é o que a maioria dos humanos pensa e faz, pois visam apenas aumentar seus lucros, tratando seres vivos como objetos! O que os pecuaristas fizeram, desde o século 19, foi incentivar a vinda de mais descendentes anômalos, defeituosos, para obter mais carne com menos animais, sem se importar com sua condição de vida! Animais-objeto!

Super Cow, ou Belgian-Blue - O "aperfeiçoamento" acontece através de sempre mais cruzamentos entre a espécie anômala, garantindo mais musculatura magra, mais carne. As "parideiras em tempo integral", estupradas durante toda a sua miserável vida, nem conseguem andar direito, nem ficar interminavelmente em pé, em seu espaço restrito e fóbico. 

Não satisfeitos com isso, chamaram cientistas, especialistas em pecuária, e novos cruzamentos e experimentos foram feitos, a fim de "aperfeiçoar" a espécie, no sentido de aumentar mais e mais a quantidade de carne. Este aumento descomunal foi sendo desenvolvido gradativamente.   

A primeira anomalia não nasceu assim monstruosa, não! Era maior que um bovino comum, mas nunca assim grotesca. O "produto" (um ser vivo) foi e vem sendo “aperfeiçoado” desde a década de 1920. Muitas tentativas de reprodução em laboratório. Muitas equipes de pesquisadores, uma delas a dos cientistas geneticistas Dr. Se-Jin Lee e do Dr. A. Mc Pherron que, em 1997, depois de efetuar uma série de experimentos também em ratos, comprovaram que o Belgian Blue tinha um defeito no gene Miostatina, uma proteína.

Primeiro os testes são feitos em ratos. Depois, migram para outros bichos. No caso da SuperCow, por exemplo, obter o  aumento da  musculatura magra (continuam a crescer) e, consequentemente, mais carne, era o objetivo. Lucrar mais com menos reses. Depois de várias experiências em animais, incluindo ratos, o cientista geneticista Se-Jin Lee descobriu que o que produzia a mudança era o gene da miostatina, uma proteína.
Foto - Medgadget

"Camundongos transgênicos  em que o gene da miostatina foi removido, também apresentaram o mesmo fenótipo  (MCPHERRON  et al., 1997) apresentando um crescimento muscular duas a três vezes maior do que camundongos normais. Este trabalho abre a perspectiva de se obter por transgenia  outros animais com esse fenótipo, que o gene da miostatina apresenta-se conservado entre todos os mamíferos. (pág 12 do pdf da EMBRAPA - Produções de Animais Transgênicos)

O gene da miostatina tem a função de limitar o crescimento muscular, ou seja, ele é responsável por dizer ao corpo quando deve deixar de produzir músculos, acusando o limite saudável (“myostatin”, onde “myo” significa “músculo” e “statin” significa “stop”/”parar”). Os bovinos Belgian Blue possuíam um defeito genético original, agora altamente  induzido, para que a miostatina transforme o corpo em muito mais carne e musculatura magra.
Machos podem chegar a mais de uma tonelada. Animais-objeto, desenvolvidos para aumentar os lucros dos pecuaristas - Belgian Blue ou Super Cow são animais monstruosos. Já foram expostos em várias feiras agropecuárias, também aqui no Sul do Brasil.

Os novos nascimentos de Belgian Blue ou Super Cow acontecem sempre através de inseminação artificial (estupro), a fim de assegurar que o gene defeituoso se transmita. Pelo tamanho descomunal, os bezerros precisam nascer de cesáreas.


Hipertrofia muscular
"A hipertrofia muscular é provocada por um gene parcialmente recessivo, presente no lócus 2, o chamado de GDF-8 (Growth Differentiation Factor 8) ou mh ou simplesmente, miostatina, originário de uma mutação gênica. Este gene inativa a miostatina, que é um inibidor do crescimento muscular, provocando a hipertrofia muscular. Esta característica não está presente em todas as raças, isto é, existem raças com maior frequência deste gene, são as raças continentais como nas raças Belgian Blue, Piemontês, Limousin e outras." ( EBAH )




Acaso já viram os vídeos onde o gigantesco touro é incentivado a subir na vaca para copular? Em todos, todos os casos, os veterinários e cientistas estão lá, ao lado, sob alguns lençóis, segurando um grande tubo que introduzem no pênis do touro para recolher os espermas e iniciar novos ciclos de inseminação artificial. 



Mutação genética 
"Programas de seleção auxiliados por marcadores genéticos permitem a identificação de indivíduos portadores e homozigotos para a mutação. No levantamento realizado por Teixeira e Oliveira (2007) ficou demonstrado que a frequência do genótipo para musculatura dupla da raça Marchigiana no Brasil é de 6,9 %.
A hipertrofia é promovida por um gen autossômico, ou seja, é o gen da miostatina modificado por mutação, que se localiza no cromossomo 2 (BTA 2) chamado locus mh. O gen da miostatina é também denominado Fator de crescimento TGF-β (Transcription Growing Factor Beta) ou Fator de Crescimento Beta Miostatina ou GDF-8 (Growth Differentiation Factor 8). A presença deste gen promove a regulação negativa do crescimento muscular esquelético, isto é, não permite o desenvolvimento muscular continuado. Mas, se este gen estiver alterado ou modificado por mutação, o desenvolvimento muscular exagerado se processa e promove a síndrome da musculatura dupla. O gen é "parcialmente recessivo", pois quando apenas uma cópia do gene está presente há algum efeito na expressão da característica. No entanto, para a expressão completa do fenótipo musculatura dupla, o animal deve ser homozigoto, ou seja, possuir dois genes mh mutantes. As vantagens da hipertrofia só têm sentido na exploração para carne." ( EBAH )
Segundo edição da revista Super Interessante, “Para um boi, a morte pesa 450 kg. Ao atingir esse peso, o animal é enviado ao matadouro” (edição de junho de 2007, “Como um boi vira bife”). "Os pecuaristas estão maravilhados com a realidade do Belgian Blue, pois os espécimes chegam a atingir mais de uma tonelada." Quem vai parar com a ganância sem limites?
91% dos Nascimentos são Cesarianas – Também outras espécies de vacas são utilizadas como máquinas parideiras
Poucos são os artigos que descrevem as dificuldades no nascimento dos filhotes, que precisam nascer por cesariana. Isso porque as vacas-mamães apresentam estreitamento ou redução na região pélvica, e não tem força muscular necessária para segurá-lo, nem possibilita as contrações. Também, os filhotes apresentam peso e dimensões enormes.

"As dificuldades no parto (distocia) também ocorrem e são provocadas pelo estreitamento da abertura pélvica associado ao peso maior do bezerro ao nascer. Com a hipertrofia dos músculos da coxa, aumenta a largura do bezerro, especialmente na região dos trocanters, produzindo muita dificuldade no parto." ( EBAH )
Mamães Belgian Blue ou SuperCow tem muitas dificuldades na gestação, pelas impossibilidade de sustentar o filhote. E as outras raças "utilizadas" como "máquinas de reprodução" também sofrem, devido ao tamanho enorme do feto. 
Outras raças são frequentemente utilizadas para gerar os filhotes. Apesar de todos os programas de bem-estarismo, esta não parece ser uma preocupação dos órgãos responsáveis. Como elas são consideradas “máquinas de reprodução”, estão sempre prenhas. Dá para imaginar quantos cortes em seu corpo, em cesarianas consecutivas ao longo de sua vida, muitas vezes sem tempo para cicatrizar o suficiente. 
Mamães de Belgian Blue - ou Super Cow, são consideradas máquinas de reprodução. Diferentes raças são estupradas por mãos humanas. (Foto Singularity Hub, publicada em ANDA)

Se é sabido que 91% dos nascimentos ocorrem por cesariana, isto é ou não é crueldade impingida ao animal? 


Esta hipertrofia está sendo sempre mais incentivada, face à ideologia do lucro a qualquer preço. Agora que os cientistas descbriram quais os genes defeituosos capazes de aumentar a quantidade de carne, intensificam cada vez mais a aplicação da miostatina, também em outras raças. 

'As raças com maior frequência de hipertrofia muscular são as taurinas continentais como a Belgian Blue (principal raça hipertrófica), Piemontesa, Asturiana de Los Valles, Maine Anjou, Charolesa, Limousin Parthenaise, Rubea Gallega, Marchigiana, Blonde d'Aquitane entre elas. A característica já foi descrita também nas raças britânicas Herford, Angus, Shorthorn e Ayrshire

Nas raças zebuínas não há relatos de hipertrofia muscular em animais puros, mas há grupos de pesquisa com a idéia de introduzir o gene nessas raças. Assim, programas de seleção auxiliados por marcadores genéticos, permite a identificação de indivíduos portadores e homozigotos para a mutação. No levantamento realizado por Teixeira e Oliveira (2007) ficou demonstrado que a frequência do genótipo para musculatura dupla da raça Marchigiana no Brasil é de 6,9 %.' ( EBAH )
Aqui, vemos que o texto de EBAH, citado antes dessa figura, mostra que a alteração nos zebus já aconteceu!!!


E a saúde humana, para os que ingerem tais carnes?

Além dos cruzamentos, os bovinos anômalos recebem rações específicas, antibióticos e esteroides, componentes químicos, para incentivar o aumento da carne! 

A associação de criadores da espécie diz que não foi comprovado que a ingestão da carne desses bovinos provoca qualquer efeito colateral nos consumidores. Também, não mostram nenhum estudo ou pesquisa a respeito. 

Produtores estão apenas preocupados com os seus lucros e tudo o que almejam é expandir seu negócio. Você precisa comer carne? Se a sua resposta ainda é "sim", estabeleça uma meta de redução. Comece usando a estratégia da campanha Segunda Sem Carne. Depois, vá aumentando. Um mundo novo, mais consciente e evoluído, é possível.


VIDEO - Specimen de Fermine – touro arrasta as patas ao caminhar, devido ao excesso de peso e deficiência muscular, especialmente nos tendões - http://www.youtube.com/watch?v=Jhr3UtrDtEY





O que afirmam, enquanto contam seus lucros, é que a carne é mais saborosa e possui níveis de gordura mais saudáveis que outros gados. Então tá.

Leia também, neste blog:

Bovino OGM - Organismo geneticamente
 modificado - Espécie é conhecida como
 SuperCow. Produz mais carne para o
consumo humano. Animal se locomove
 com lentidão.
Vacas 'Transgênicas' Monstruosas - testes Feitos em animais - Biotecnologia, Engenharia Genética, Experimentos Científicos, Indústria Farmacêutica



















Engenharia Genética - Biologia Molecular

Os cruzamentos entre espécies diferentes estão sendo mantidos em relatico sigilo. Não se sabe com quais outras raças ou espécies, embora já se conheçam cães monstruosos, porcos monstruosos, ovelhas monstruosas, gatos monstruosos, porquinhos minúsculos! Bezerro com cara e pelo de urso panda, galinhas com longas penas de seda, cabras que geram leite com teias de aranha, etc.

"A história da manipulação de genes de espécies naturais para o benefício do homem é antiga, iniciando na Pré-História, quando o homem começou a selecionar variedades específicas de cultivos que serviam melhor aos seus interesses, aprendendo a cruzá-las entre si para dar origem a variedades permanentes melhoradas

Da mesma forma, selecionou animais, como felinos selvagens, que por cruzamentos seletivos deram origem ao gato doméstico, por exemplo. Essa técnica era externa à biologia celular e tipicamente os melhoramentos levavam muitas gerações até se estabelecer, mas um salto radical foi proporcionado com o desenvolvimento das técnicas contemporâneas de biologia molecular, que possibilitaram uma interferência direta na própria estrutura interna das células, modificando o seu material genético e produzindo alterações importantes em brevíssimo tempo. Assim nascia a engenharia genética." (wiki)


"A raça de gado Azul belga (BBCB; Bos taurus) é uma raça bovina resultante do cruzamento, no século 19. Foi neste século que os belgas, com seu gado caracteristicamente leiteiro, quis aumentar a produção de carne. Assim, o Reino Unido enviou à Bélgica touros da raça Shorthorn para cruzar com o gado belga. Deste cruzamento surgiram alguns exemplares com mais volume corpóreo que outros, o que despertou o interesse dos estudiosos.Por que uns apresentavam uma aparência hiper-musculada? (hypescience)

- O que é OGM - Organismos Geneticamente Modificados? São processos impingidos aos seres vivos objeto das pesquisas científicas e estão presentes em vários setores de nossa vida, incluindo os reinos vegetal e animal. Nem todo OGM é, portanto, transgênico. Trata-se de uma mutação ocasionada artificialmente nos genes, por exemplo, de um animal. Quando são genes de uma mesma espécie, como no caso a bovina, diz-se que o animal é OGM, mas não transgênico. 

A EMBRAPA usa ambos termos.

Um mamão, por exemplo, que tenha recebido gene de peixe para ficar com a casca mais resistente, é um produto OGM - pois foi geneticamente modificado - e também é transgênico, pois recebeu gene de outra espécie. Um salmão que tenha seja hoje muito maior que seu tamanho original, mas que tenha recebido apenas a miostatina de sua própria espécie, é OGM, mas não transgênico. 

Assim também declaram ser com as monstruosas vacas que, apesar de misturarem raças, permanecem com os estimulados genes bovinos, sem usar outras espécies para o grotesco processo de desenvolvimento. Portanto, as vacas monstruosas são OGM - Organismos Geneticamente Modificados. E são consideradas transgênicas, já que são organismos manipulados (DNA Recombinante), conservados in vitro, em processo contínuo de aprimoramento.

O Ministério do Meio Ambiente destaca: "O uso da expressão biossegurança é decorrente do avanço das biotecnologias a partir de 1970, notadamente, das tecnologias associadas à produção de transgênicos (ou Organismos Geneticamente Modificados - OGMs)  e seus derivados, potencialmente causadores de efeitos adversos à saúde humana ou animal e ao meio ambiente." (MMA - http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biosseguranca/organismos-geneticamente-modificados)
A EMBRAPA, em um pdf intitulado Produção de animais transgênicos - EMBRAPA - apresenta: "Os termos 'Transgênico' ou Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) estão muito em voga nos meios de comunicação nos dias de hoje, e se referem, respectivamente, a organismos que por ação do homem tenham sequencias de DNA de outra espécie inseridas no seu genoma ou que seu patrimonio genético tenha sofrido qualquer alteração engendrada pelo intelecto humano. (pág 6)

"Uma técnica que vem apresentando grandes vantagens sobre as outras é a de transferência nuclear (clonagem) utilizando células geneticamente transformadas como doadoras de núcleo. (Grobet et al., 1997). 

Nesta técnica, os núcleos das células doadoras, como por exemplo fibroblastos, são introduzidos no oócitos que tiveram seu material genético retirado. Os conjuntos oócito-célula são submetidos à fusão elétrica, para que suas membranas celulares se fundam, e assim o material genético da célula será utilizado pelo oócito como se fosse seu. Em seguida, a ativação química é realizada, a partir de quando se dá o início do desenvolvimento a embrião.
Desde o nascimento da ovelha Dolly, a clonagem vem sendo explorada como uma técnica mais eficaz de produção de animais transgênicos. Utilizada como ferramenta da transgenia, a transferência de núcleos mostrou-se muito mais eficiente do que a microinjeção em animais de produção. A grande vantagem da técnica é a possibilidade de manipulação e estudo da célula a ser clonada, antes da produção do animal transgênico. Deste modo, os pesquisadores podem estudar a integração do transgene nas células e escolher somente as células que apresentem a modificação e o genótipo desejado. O objetivo maior é evitar anomalias e problemas gestacionais, aumentando a sobrevivência de embriões, fetos e animais nascidos. Além disso, os animais gerados por clonagem de células modificadas geneticamente serão todos transgênicos, pois portarão em todas as suas células a mesma modificação inicial que estava presente na célula doadora de núcleo; ao contrário de outras técnicas, que podem produzir animais mosaicos, que podem não passar suas novas características para a prole."
A população BBCB compreende cerca de meio milhão de vacas e touros 2500 registrados. O uso extensivo de inseminação artificial (cerca de metade dos nascimentos), associada a intensa seleção para caracteres relacionados à produção de carne, contrata o tamanho efetivo populacional (N e ~ 60), causando explosões frequentes de defeitos recessivos. 

"Com o desenvolvimento da técnica de transferência nuclear a partir de células somáticas de mamíferos (WILMUT et al., 1997), a ovelha Dolly foi gerada abrindo uma nova era de perpectivas em relação às possiblidades de modificação genética em animais de produção com precisão e redução de custos nunca antes alcançada (POLEJAEVA e CAMPBELL, 2000). A partir do nascimento da ovelha Dolly, uma nova onda de interesse em relação à transgenia animal colocou em um plano mais elevado as propostas de modificações genéticas objetivando o aumento quantitativo e qualitativo da produção animal." (pág. 6 do pdf)

"O fato das células doadoras do material genético poderem ser cultivadas in vitro por dezenas de gerações antes de serem fusionadas ao citoplasto sem haver perda na eficiência da produção de embriões clones (KASINATHAN et al., 2001a), torna possível a manipulação genética de tais células in vitro antes da TN - Transferência Nuclear." (pág.8 do pdf)

Na pág 12 do mesmo pdf, encontramos: 
"Camundongos transgênicos  em que o gene da miostatina foi removido, também apresentaram o mesmo fenótipo  (MCPHERRON  et al., 1997) apresentando um crescimento muscular duas a três vezes maior do que camundongos normais. Este trabalho abre a perspectiva de se obter por transgenia  outros animais com esse fenótipo, que o gene da miostatina apresenta-se conservado entre todos os mamíferos. (pág 12 do pdf)

·     O que está acontecendo com estes pobres bovinos é TRANSFERENCIA NUCLEAR (TN) direcionada. CRUZAMENTO DIRECIONADO – modificações genéticas de acordo com o interesse, domesticados por seleção artificial.

Inseminação artificial, associada à transferência de embriões (TE) e a produção in vitro de embriões. Processo contínuo de melhoramento por seleção artificial (CLARK E WHITELAW, 2003; KARATZAS e TURNER, 1997). (pág 16 do pdf). Para a EMBRAPA, isto caracteriza transgenia. Para nós, também.


A Wikipedia destaca:
"OGM é a sigla de Organismos Geneticamente Modificados, organismos manipulados geneticamente, de modo a favorecer características desejadas, como a cor, tamanho etc. Os OGMs possuem alteração em trecho(s) do genoma realizadas através da tecnologia do RNA[1] /DNA recombinante ou engenharia genética.
Na maior parte das vezes, quando se fala em Organismos Geneticamente Modificados, trata-se de organismos transgênicos. Mas OGMs e transgênicos não são sinônimos: todo transgênico é um organismo geneticamente modificado, mas nem todo OGM é um transgênico.
Um transgênico é um organismo que possui uma sequência de DNA (ou parte do DNA) de outro organismo, que pode até ser (?) de uma espécie diferente. 
Um OGM é um organismo que foi modificado geneticamente mas não recebeu nenhuma região de outro organismo. Somente ao inserirmos material genético (DNA/RNA) exógeno em um organismo é que ele passa a ser transgênico." (wiki)
Esta definição é a que consta na wikipedia (links ao final). 

Cão geneticamente modificado ou, como querem alguns: "aprimorados geneticamente" - wendy-the-myostatin-whippet



- O que é transgênico? "Organismos transgênicos são aqueles que receberam materiais genéticos de outros organismos, mediante o emprego de técnicas de engenharia genética" (wikipedia) Transgenia consiste em efetuar o transporte de um gene de uma espécie a outra, produzindo uma terceira espécie. Transmutação de genes. Todo transgênico é OGM - Organismo Geneticamente Modificado.

Urge até mesmo rever este conceito e definição, pois o processo é abrupto, cruel, antiético e antinatural. 
A crueldade impingida aos animais, esta, tem de acabar!

COMO DISSE UM AMIGO: A ciência é a nossa maior campeã e o nosso pior pesadelo!

Fontes:
EMBRAPA - Produção de Animais Transgênicos - http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/recursos/145ID-XwAfoiPOLP.pdf ( Documento 145 – Rodolfo Rumpf e Eduardo O. Melo – EMBRAPA - outubro 2005)
Hypescience - 



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http://olhasoaqui.blogspot.com.br/2013/10/conheca-o-incrivel-caso-de-super-vacas.html

16 de dez de 2013 – Radio Debate - http://www.radiodebate.com.br/2013/12/as-vacas-monstruosas-belgian-blue-sao.html - (transcrição de minha postagem)

outubro 2013 -  http://olhasoaqui.blogspot.com.br/2013/10/conheca-o-incrivel-caso-de-super-vacas.html - CONHEÇA O INCRÍVEL CASO DE SUPER VACAS TRANSGÊNICAS OU "BELGIAN BLUE"

03 de set de 2013 – ANDA - http://www.anda.jor.br/03/09/2013/bovinos-transgenicos-ja-sao-reproduzidos-para-consumo-humano - Bovinos ‘transgênicos’ já são reproduzidos para consumo humano


23.agosto de 2013 – Jornal Pequeno – Ciência e Tecnologia -http://jornalpequeno.com.br/2013/08/23/vacas-transgenicas-monstruosos-sao-realidade/ - Vacas transgênicas monstruosos são agora uma realidade

Maio.2011 - http://hypescience.com/gado-azul-os-halterofilistas-do-mundo-animal/  - ‘Super boi’ é criado na Bélgica


31.maio.2010 – Beef Point - http://www.beefpoint.com.br/radares-tecnicos/reproducao/animais-transgenicos-o-comeco-de-uma-nova-era-63217/  - Animais transgênicos: o começo de uma nova era?



·         Sônia T. Felipe (3 de setembro de 2013, 20:24), disse:

"Sem se alimentarem de carnes ou leites de animais transgênicos, os humanos já têm alterado 10% de seu genoma por interferência dos genes dos tecidos de outros animais ingeridos! Quem afirma? O médico Virgil Hulse, em seu livro, Mad Cows and Milk Gates. Imagino a aberração que atacará os genes dos que agora comem carnes, bebem leites e comem laticínios desse animais transgenicalizados. Vai faltar perdão para os que inventam tanta aberração! (ANDA)


Querendo, leia: https://oglobo.globo.com/sociedade/cientistas-brasileiros-desenvolvem-rebanho-musculoso-com-10-mais-de-carne-21579048 - já há uma mutação em Araçatuba


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Cangurus filhotes - um milhão de mortes
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Manifeste-se! Participe!




Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Ambientalista de coração,
Educadora, Coordenadora em Dinâmica de Grupos,
Pós-Graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
compromissoconsciente@gmail.com.br