Por Marise Jalowitzki
40 milhões de gafanhotos, oriundos do Paraguai, depois Argentina, ameaçam chegar ao Brasil.
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| Foto Senasa |
São gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata.
Costumam ser solitários, mas tornam-se gregários e voam em conjunto quando as temperaturas altas permanecem (o que propicia reprodução e consequente aumento da população) e a fome aperta.
Assim, fatores como alteração climática, temperaturas altas, ventos fortes, falta de chuvas, são fatores influenciadores de formação de nuvens que, como esta, atinge quilômetros.
Aqui no sul estamos no inverno! Cadê o frio? Hoje a temperatura está em 30 graus e este índice tem se mantido nos últimos dias.
Outra razão para a formação de gafanhotos são as monoculturas. Antigamente, o controle ambiental ocorria de maneira natural: misturavam-se diferentes espécies e uma ajudava a afugentar predadores de outras. A mais comum era feijão com mandioca (aipim). Batata doce com morangos, outra. Agora, já de várias décadas, tudo cedeu lugar a monocultura e agrotóxicos, tornando as áreas bem mais favoráveis aos ataques.
Por aqui, ainda agora, infelizmente, a "dica" é espalhar pesticidas durante o período noturno, nas poucas horas em que os gafanhotos param seu vôo voraz, para evitar que se multipliquem e proliferem cada vez mais. Só essa foi a sugestão das autoridades!!
Com uma grande capacidade de vôo, podem se deslocar 150Km por dia.
A nuvem de 40 milhões (ou mais) de gafanhotos, está devastando plantações, especialmente de milho, desde início de maio, no Paraguai. Este avisou a Argentinia, quando os gafanhotos se deslocaram para lá. Algum tempo depois, voltaram ao Paraguai e agora estão novamente na Argentina, deslocando-se para a fronteirs com o RS.
PROBLEMA DE QUEM?
De todos. É preciso, urgentemente, que os diferentes países se unam para combater estes animais que, devido às más práticas humanas, fizeram com que se tornassem uma ameaça real.
A Índia utiliza drones para pulverização aérea com venenos as plantações minadas de insetos. Como bem sabemos, os venenos afetam também o que resta das plantas, também o solo e até mesmo os lençóis freáticos. Geralmente são usados soldados para espalhar veneno no solo, contaminando (e inutilizando) as plantações, empestando ainda mais o solo e envenenando a água dos lençóis freáticos (que abastecem a população).
Em 2017 uma localidade no interior de Minas Gerais (Claro dos Poções) passou por esta angustiante situação.
Em países do continente africano, mais desprovidos, cidadãos fazem barulho, emitem gritos, batem utensílios, gesticulam com panos no intuito de afugentá-los... Uma tristeza!
A China, desde 2000, utiliza patos e frangos para combater os gafanhotos, com grandes resultados. Veja AQUI:
100 MIL PATOS ENFRENTAM 400 BILHÕES DE GAFANHOTOS NA CHINA
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2020/02/400-bilhoes-de-gafanhotos-praga.html
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| Uma nuvem de gafanhotos de 1km quadrado pode consumir em UM DIA a mesma quantidade de alimentos que 35 mil pessoas! (Foto montagem a partir de imagens do site Pexels) |
Como coloco ao final do post :
Vida não pode se resumir em 'combater'.
Tem de prevenir, criar condições saudáveis.
Fazer a sua parte.
Princípio da Precaução.
Link deste post: https://compromissoconsciente.blogspot.com/2020/06/gafanhotos-podem-ser-contidos-por-patos.html
Saiba como treinar:
Gafanhotos - Como treinar patos para conter as nuvens - Gafanhotos e os danos ao ecossistema com a pulverização aérea
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| Gafanhotos contribuem para o equilíbrio ambiental - O problema é este desequilíbrio Foto publicada no Jornal de Brasília - sem menção de créditos |
Querendo, leia também:
PARAGUAI, ARGENTINA, FRONTEIRA DO BRASIL, URUGUAI
Alerta - 40 milhões de gafanhotos podem chegar à fronteira do RS, Brasil, via Cordoba, na Argentina
https://compromissoconsciente.blogspot.com/2020/06/alerta-40-milhoes-de-gafanhotos-podem.html
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| Gafanhotos na Argentina ameaçam fronteira com RS - foto Twitter - @Gobierno de Cordoba São animais vorazes. Comem vegetais. Não transmitem doenças aos humanos. Mas devastam plantações inteiras. |
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Marise Jalowitzki é mãe, avó, sogra, irmã, tia, filha, neta, amiga, cidadã.Também é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas.Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano. Querendo, veja aqui





