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| Déficit de Atenção e Hiperatividade, considerada como doença mental, é agora declarada como doença fictícia pelo próprio descobridor |
TDAH é doença fictícia, declarou o psiquiatra descobridor Leon Eisenberg
Por Marise Jalowitzki
04.junho.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/06/tdah-e-doenca-ficticia-diz-o-psiquiatra.html
A declaração ocorreu 7 meses antes de sua morte e consta do semanário alemão Der Spiegel (O Espelho).
Movida pelo tema e empurrada por várias mães que sofrem com a pressão das escolas, resolvi seguir adiante nesta pesquisa e escrevi um livro cujo título original é: "TDAH Crianças que desafiam".
O Brasil é o segundo maior consumidor do mundo do remédio tarja preta.
De acordo com uma pesquisa realizada em 2011 por USP, Unicamp e Albert Einstein College of Medicine quase 75% dos jovens brasileiros que utilizam Ritalina ou similares não foram diagnosticados corretamente.
Quem será que se importa?
Os pais adeptos-de-medicação-para "resolver" problemas se importam com as consequências?
Os professores irão rever sua forma de querer "resolver" rapidamente a questão da pouca concentração de seus alunos?
Os educadores estão QUERENDO rever a forma como repassam os conteúdos???
Alguém está interessado na cultura inútil que representa BEM mais da metade do que hoje ainda se entulham nos livros "didáticos"??? A HORA DE MUDAR É AGORA!!!
Juro que este tema MEXE POR DEMAIS comigo! Seguidamente conversamos, minha filha e eu, sobre o MAL que os pais fazem quando (ainda que amorosamente e com a melhor das intenções!) tentam "resolver" a falta de concentração nos estudos de seus filhos e, simples assim, administram uma pílula e, pronto! Tudo resolvido!!!
Há tempos sabemos de alguns médicos especialistas na área que contestam, firmemente, o uso das pílulas e mesmo o diagnóstico. Transcrevo dois artigos referentes, ao final desta página, para quem interessar!
"Rir mais! estar mais com o filho! Deixar que seja ele mesmo! MAIS RITA LEE e MENOS Ritalina!" (palavras da pediatra e professora da Unicamp Cida Moyses, significando que CANTAR MAIS e RIR MAIS são 'remédios' saudáveis, auxiliando a levar a vida mais integradora e prazerosamente.
Um dos meninos que conheci (e que era colega de meus netos), apenas algumas "doses" do tratamento, estava lá, a um canto do páteo do colégio, olhar de vidro, sem interagir com mais ninguém.
Outro dia estava no salão de manicure e a profissional estava angustiada porque seu menino estava sem a medicação.
"- Não sei porque fazem isso!" - lamentava-se. - "Já me disseram que, de tempos em tempos eles trocam estes tipos de remédio!"
Do pouco que sei, falei "tudo que sabia" sobre o tema, para ela, tentando abrir algumas janelas em sua mente para libertar seu menino (que está com 12 e toma Ritalina desde os 7!). Já tive oportunidade de conhecer alguns outros pobres queridos, que viraram verdadeiros zumbis e, aí, estava "bom", tanto para os pais, quanto para os professores, pois não precisavam mais se importar com o caso! Tristíssimo!!! No salão, uma colega da moça chegou e comunicou: "Fiquei sabendo que na farmácia em frente ao Conceição eles conseguiram um lote! Vai lá correndo!"
Na semana próxima, quando retornei, ela parecia haver estudado a melhor forma de se contrapor a tudo que eu lhe propusera, endeusando a medicação e do quanto o seu filho "agora estava de novo normal".
"- A professora já não sabia o que fazer com ele. Diz que levantava umas 5 vezes por aula! Agora, não! É incrível! A gente dá o remédio e ele se fecha!" - (fez com as mãos espalmadas como que imitando as viseiras que colocam nos cavalos para só olhar para a frente) - "Ele abaixa a cabeça e "se concentra"! Parece que não tem mais nada no mundo! Ufa! A gente tava precisando desse sossego!!!"
Falta de amor? Não!
Falta de conhecimento e de coragem para se contrapor ao instituído? Com certeza!!
O famoso psiquiatra americano Leon Eisenberg, descobridor do déficit de atenção confessou, 7 meses antes de morrer, que TDAH é uma doença fictícia
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| Leon Eisenberg e os intereses da indústria farmacêutica - harvard.edu |
DESDE QUANDO
A falta de concentração em crianças já teve tentativas de ser considerada um distúrbio lá na década de 30 do século XX, quando os médicos taxaram as crianças com dificuldade de concentração como Síndrome pós encefálica, embora a maioria dessas crianças nunca haviam tido encefalite! Mas foi em 1968 que o líder médico Leon Eisenberg conseguiu incluir a "doença" catalogada como TDAH no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. A explicação? Herança genética, o que fez com que muitos pais se sentissem culpados! Agora, isso desaparece e os pais não precisam mais achar que sua carga genética é a "culpada"!!
Poucos meses antes de morrer, Eisenberg declara que as razões são psicossociais (determinadas pelo meio) e de como pais, professores e pessoas influentes na vida de uma criança, conduzem o cotidiano deste.
"Trabalhar esses comportamentos exige um processo que leva bem mais tempo que receitar uma pílula para o TDAH".
Ele não afirmou que as características não existem, nem menosprezou o sofrimento dos portadores de tais características, já que a pressão e o julgamento, aliados à cobrança constante, fazem com que a situação, muitas vezes, fique praticamente insuportável. O que ele enfatizou foi a necessidade de um maior envolvimento social, de mais responsabilidade por parte dos responsáveis e não, simplesmente, limitar o "tratamento" a receitar psicotrópicos, ainda mais em crianças, como vem acontecendo.
A revista Der Spiegel menciona também um outro estudo, coordenado por Lisa Cosgrove (da área da psicologia), denunciando que dos 170 membros que participaram do grupo de trabalho que elaborou o DSM - "Manual of Mental Disorders", 56% estabeleceram relações financeiras com as empresas farmacêuticas!
Texto en:
http://actualidad.rt.com/ciencias/view/95483-psiquiatra-descubrio-tdah-enfermedad-ficticia
Falta de atenção virou doença. O nome? TDAH. A suposta solução? Um
remédio tarja preta
21.09.2011 | Texto por Millos Kaiser Ilustração Lu Cong
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Falta de atenção e
foco virou doença. O nome? Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade.
A suposta solução? O remédio tarja preta, do qual o Brasil é o segundo maior
consumidor do mundo. Psiquiatras culpam o cérebro; outros, a sociedade. Nosso
repórter ouviu os dois lados e passou uma semana sob o efeito da “droga da
obediência”
LUCONG/ Gallery Henoch, NY
“Bom, é o seguinte: você tem sinais de déficit de atenção e de
ansiedade. Vou te prescrever um medicamento”, sentenciou o psiquiatra. O
gravador escondido no bolso marcava exatos 23 min de consulta – tempo
suficiente para ele me diagnosticar com TDAH (Transtorno de
Déficit de Atenção com Hiperatividade) e escorregar pela mesa uma receita para
três caixas de Ritalina. Não precisei mentir nem exagerar nada. Em resumo,
relatei que vez ou outra tenho dificuldade para me concentrar em coisas que não
me interessam, que prazos podem ser um problema e que faz tempo que não leio um
livro até o fim. O que foi? Se identificou com alguma coisa?
Não se preocupe. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a
Associação Americana de Psiquiatria, cerca de 4% dos adultos e de 5% a 8 %
de crianças e adolescentes de todo o mundo sofrem de TDAH, “uma síndrome
caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade”, antigamente
chamada apenas de DDA (déficit de atenção). Em uma sala de aula com 40
crianças, por exemplo, estima-se que pelo menos dois sejam portadores. E cada
vez mais o destino delas é o mesmo que o meu: o consultório de um psiquiatra.
Grande parte da psiquiatria vê o TDAH como uma doença neurobiológica,
causada por um desequilíbrio químico no cérebro, tal qual a depressão. O
diagnóstico é feito a partir de entrevistas, isto é, não há exames que detectem
a doença. Seus “defensores”, por assim dizer, afirmam existir mais de 10 mil
estudos relatando seus sintomas, os primeiros datando dos anos 1700.
Todavia, isso são hipóteses, teorias. Muitos profissionais,
especialmente de outros ramos da medicina, questionam a causa, o diagnóstico, o
tratamento com remédios e a utilização do transtorno como justificativa para
desempenhos fracos na escola. Alguns, mais radicais, duvidam até da própria
existência do TDAH.
Muitos profissionais questionam a causa, o diagnóstico, o tratamento com
remédios e a utilização do transtorno como justificativa para desempenhos
fracos na escola
Mesmo assim, resolvi seguir as recomendações do meu médico. Durante uma
semana, vivi sob o efeito do remédio tarja preta (leia o diário no fim do
texto), apelidado por seus críticos de “droga da obediência”. Nem a
Novartis, laboratório fabricante, nem a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) revelam os números de vendas. Mas previsões do Instituto
Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos (Idum) dizem que, em tese,
nos últimos 11 anos, elas galoparam cerca de 3.200%. O número coloca o Brasil
como o segundo maior consumidor de Ritalina do mundo, perdendo apenas para os
Estados Unidos.
A pesquisa não contempla o mercado negro, que, ao que parece, é bem
movimentado. Bastou meia hora no Google para encontrar diversos anúncios de
gente oferecendo o remédio “off label” (sem receita). Por telefone, acordei de
encontrar um vendedor em uma estação de metrô na manhã do dia seguinte.
Chegando lá, um motoboy me entregou em mãos um envelope pardo e pediu que eu
conferisse o conteúdo: Ritalina 10 mg, 20 comprimidos, lacrada e dentro da
validade. Valor: R$ 80. Nas farmácias, sai em média por um quarto do preço.
Relativamente barata, fácil de conseguir e teoricamente segura, a “Rita” vem
sendo usada também por estudantes e baladeiros que querem bombar a energia e
espantar o sono. A moda teria surgido em clubs e colleges norte-americanos.
O efeito de cada drágea de cloridrato de metilfenidato, nome verdadeiro
da Ritalina, dura em média quatro horas. Assim como outras “inas” – a cocaína,
a cafeína e as anfetaminas –, ela é considerada um psicoestimulante. Seu
mecanismo de ação ainda não foi completamente elucidado. Mas acredita-se que
ela aumenta a produção e o reaproveitamento da dopamina e da noradrenalina,
neurotransmissores associados às sensações de prazer, excitação e ao estado de
alerta do sistema nervoso. A bula alerta para a dependência física ou psíquica,
além de elencar uma série de reações adversas como nervosismo, dificuldade em
adormecer, diminuição no apetite, dor de cabeça, palpitações, boca seca e
alterações cutâneas.
No FDA, órgão governamental dos Estados Unidos responsável por controlar
alimentos e medicamentos, há 186 registros de óbito citando o uso prolongado do
metilfenidato. Um dos nomes é o do jovem Matthew Smith – falecido aos 14 anos,
metade deles fazendo uso da substância. Seus pais fundaram o Ritalindeath.com com a
missão de “prover informações sobre a verdade oculta do TDAH e das drogas
usadas em seu tratamento”.
LUCONG/ Gallery Henoch, NY
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| TDAH - crianças obedientes, a que custo? |
Laboratórios é que bancam
O site da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) é o primeiro que
aparece quando se faz uma busca virtual sobre TDAH. Nele há o cadastro de
médicos do país todo especialistas no assunto, onde encontrei o contato do
psiquiatra que me atendeu. A associação, fundada pelo doutor Paulo Mattos e um
paciente em 1999, também realiza eventos para divulgar a causa e oferece cursos
de treinamento para professores.
A entidade é patrocinada pelos laboratórios que fabricam, segundo o
site, “os remédios de primeira linha para o tratamento de TDAH”. São eles:
Novartis, produtora da Ritalina e da Ritalina LA (mesma substância, mas com
dosagens mais altas); Janssen Cilag, do sugestivo Concerta; e Shire, do
recém-lançado Vevanse. “Ninguém recebe salário, exceto a secretária. Por isso
precisamos de incentivos privados. Não há conflito de interesse, desde que,
claro, você apresente a situação para as outras pessoas”, explica o doutor
Paulo Mattos.
No ano passado, a Novartis e a ABDA promoveram em parceria o concurso
“Atenção Professor”, com o objetivo de “ajudar os educadores a conhecer e lidar
melhor com o TDAH”. Ganhavam as três escolas que apresentassem as melhores
propostas de inclusão de portadores na sala de aula. Como prêmio, R$ 7 mil em
dinheiro e uma garrafa de champanhe. Recentemente, um projeto de lei
institucionalizando o diagnóstico e o tratamento de TDAH nas escolas foi
aprovado no Senado, restando apenas três comissões para que a aprovação se
repita na câmara dos deputados.
“Nenhum medicamento no mundo daria conta da complexidade que é o
processo de atenção e aprendizado de uma criança”
“Ciência não se discute”
A psicóloga Iane Kestelman, atual presidente da ABDA, descobriu a organização
quando seu filho, “sumariamente reprovado em todas as matérias na escola”, foi
diagnosticado com o transtorno. “Nossa vida mudou, e para melhor. Meu filho
iniciou o tratamento e passou na melhor faculdade de economia do país. Ele toma
remédio há 12 anos e não virou nenhum robô, como dizem por aí”, ela conta, a
voz embargada do outro lado do telefone. Orgulhosa do caso de sucesso na
família, ela relativiza a epidemia do TDAH e o boom nas vendas da Ritalina: “É
um bom sinal. Significa que estamos cumprindo nosso papel, que mais gente está
conhecendo a doença e o tratamento adequado”.
De acordo com uma pesquisa recente realizada por USP, Unicamp e Albert
Einstein College of Medicine quase 75% dos jovens brasileiros que utilizam
Ritalina ou similares não foram diagnosticados corretamente. Iane e doutor
Paulo Mattos, porém, furtam-se a discutir uma possível fragilidade e/ou
subjetividade no diagnóstico da doença. “Achamos isso ofensivo, inclusive.
Ciência não se discute. Ela não está preocupada se você concorda com ela ou
não”, diz a psicóloga. “Isso é um pseudodebate. Quem duvida da existência do
TDAH nunca publicou nenhum artigo sobre o assunto, não tem qualificação. Você
não vai chamar um pajé para discutir com um neurocientista”, engrossa o coro
seu colega.
“TDAH não existe”
Marilene Proença não é um pajé. É psicóloga, integrante do Instituto de
Psicologia da USP, e opõe-se à razão de ser da ABDA. “TDAH não existe. O que
existe são crianças diferentes, com formas de aprender diferentes. Algumas são
mais focadas, outras mais dispersas. Não existe um padrão de aprendizado”, ela
postula. Para Marilene, a solução não cabe em um comprimido branco de pouco
mais de 1 cm de diâmetro: “Nenhum medicamento no mundo daria conta da
complexidade que é o processo de atenção e aprendizado de uma criança. Ele
envolve afetividade, desejo, representações que a criança cria”.
Para os pais aflitos, que não sabem o que fazer com seu filhos
travessos, ela acena um caminho, antes que eles decidam passar a bola para um
psiquiatra: “A primeira coisa é ouvir a sua criança. O que ela tem a dizer
sobre a escola? Os amigos a tratam bem? O professor escuta ela? Mudar para uma
escola que entenda melhor a criança também deve ser levado em consideração”.
O problema não estaria na cabeça das pessoas, mas na sociedade. É o que
acredita Maria Aparecida Moyses, pediatra e professora da Unicamp: “Se tem
tanta gente deprimida ou desatenta, temos que entender que elas estão sendo
produzidas pelo modo que a gente vive. Nunca se tomou tanto remédio e nunca
houve tantas pessoas doentes. Isso não pode estar certo. O que eles fazem é uma
biologia de um corpo morto, de um cérebro sem vida, sem afeto, isolado do meio
em que vive”.
Atendendo em um centro de saúde público em Campinas, ela diz já ter
presenciado casos de jovens viciados no metilfenidato, que clamavam pela sua
dose diária durante as férias, quando normalmente a posologia é suspendida.
Pergunto então se ela daria Ritalina para um filho seu. “Sou contra”, ela
retruca. “Ficar parado é, na verdade, uma reação adversa dos estimulantes.
Focar atenção é sinal de toxicidade, não é efeito terapêutico.” Mas então o que
você daria para ele? “Ritalina nem pensar. Daria... Rita Lee.”
Doente,
eu?
Pela
primeira vez na vida, nosso repórter visitou um psiquiatra. A razão:
averiguar o surto nos diagnósticos de TDAH. Para sua surpresa, deixou o
consultório com uma receita para três caixas de Ritalina 10 mg. Na dúvida,
resolveu acatar o doutor – mesmo que apenas por uma semana.
Quarta-feira
Tomo o primeiro comprimido às 10h30. Meia hora depois, sinto um
anestesiamento sutil, como se uma película me separasse do entorno. Enquanto
preparo a quentinha que levarei para almoçar, meu pai fala sobre uma passeata
pró-Amazônia. Tenho que parar mais de uma vez para entendê-lo, como se não
conseguisse fazer duas coisas ao mesmo tempo. Sinto uma pressão na cabeça.
Assim que ponho os pés na rua, percebo que esqueci a quentinha. A caminhada
do ponto de ônibus até a redação, coisa de 5 min, me dá uma sede surreal.
Ninguém nota nada de diferente em mim.
Quinta-feira
Acordei várias vezes durante a noite, algo incomum para mim. Sonhei que
estava na escola e que entregava uma prova de matemática em branco. Desperto
com uma espinha na testa e uma enxaqueca fortíssima, que dura até a hora em
que tomo o comprimido do dia. Não percebo nenhum upgrade na atenção, mas meus
editores se espantam quando entrego um texto de duas páginas ainda no meio do
dia – nenhum recorde, mas sem dúvida um episódio inédito na minha carreira.
Relendo- o, porém, não gosto tanto do resultado. Não lembro da última vez que
bocejei, mesmo sem tomar um gole de café há dois dias.
Sexta-feira
Hoje o negócio bateu de verdade. Sinto o maxilar travado. Estou ansioso. E a
pressão na cabeça voltou. Tomar banho, esperar o elevador, pegar o ônibus e
demais atos corriqueiros parecem mais enfadonhos que o normal. Estranhamente,
fico doido para chegar à redação e trabalhar. Meu chefe diz que estou com uma
cara estranha. De fato sinto os músculos da face meio paralisados, as
expressões limitadas. Fico abespinhado sempre que algo ou alguém me
interrompe. Sinto-me mais concentrado, mas percebo que só consigo focar uma
coisa por vez.
Sábado
e domingo
Como o doutor disse que o medicamento só deveria ser ingerido quando a
atenção fosse exigida e que ele não combina muito com os prazeres mundanos da
vida, resolvo suspender o uso pelos dois dias.
Segunda-feira
Estou introspectivo. Sinto os mesmos efeitos colaterais de antes – pressão na
cabeça, ansiedade, irritação –, porém mais fortes e acompanhados de uma
sudorese nas mãos. O pensamento embaralhou, passo o dia todo escrevendo e
deletando na mesma proporção. No fim do expediente, um saldo mísero de um
parágrafo. Não sinto fome na hora do almoço – outro episódio inédito. Me
forço a comer uma torta de frango, que deixo pela metade. Fico preocupado.
Terça-feira
Por conta do rendimento pífio de ontem, estou atrasado para escrever esta
matéria. Dado o revertério do dia anterior, decido não arriscar e ficar clean
por hoje. Doeu, mas consegui parir o texto. Concluo que, no meu caso, nada
melhor do que um prazo e um editor à espreita para acertar o foco e fazer o
que deve ser feito.
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| TDAH - Lu Cong retrata seres humanos assépticos, ostentando olhares ao mesmo tempo vidrados e perdidos. |
Efeito zumbi
As imagens que ilustram esta matéria são de autoria de Lu Cong (Cong Hua
Lu), artista nascido em Xangai, na China, em 1978. Formado em biologia e artes
pela Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, ele começou sua carreira como
pintor sem quase nenhum treinamento formal anterior, o que lhe rendeu um estilo
bem particular. Críticos ressaltam seu olhar clínico, capaz de produzir imagens
que oscilam entre a beleza e o terror. Nesta série, em que os limites entre
fotografia e pintura são borrados, Lu Cong retrata seres humanos assépticos,
ostentando olhares ao mesmo tempo vidrados e perdidos.
Conheça também:
TDAH - Remédio pode desenvolver ideia suicida como efeito colateral
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Medicamentos usados para tratar Deficit de Atenção - TDAH - podem acarretar depressão e ideias suicidas
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DIVULGUE! SOMOS TODOS RESPONSÁVEIS POR UM MUNDO MELHOR!!!
Nota em 05.junho.2013
Tenho recebido algumas mensagens meio ácidas, que respeito, embora não concorde. O tema está em questão e isso é maravilhoso.
Por julgar pertinente, incluo:
Déficit de Atenção e Hiperatividade: uma doença fictícia?
http://sociedad.biobiochile.cl/notas/2013/05/25/deficit-atencional-e-hiperactividad-una-enfermedad-ficticia.shtml
Sábado 25 de maio de 2013 | 13:55 · Atualizado: 13:55
Conforme relatado pela
NBC Latino , há um ano, Eisenberg foi citado na última entrevista antes de sua morte, expressando a frase indicada.
Os comentários, que foram publicadas no semanário alemão Der Spiegel em 2012, causou um alvoroço na comunidade médica e os pais em geral, porque hoje muitas crianças são medicadas no tratamento desta doença, em meio à várias críticas ao curto e longo prazo das drogas usadas
O problema reside, principalmente, na medida em que o diagnóstico de TDAH é subjetiva, já que não há uma prova definitiva. Os médicos contam com o testemunho dos pais e professores, verificando se eles atendem certos critérios que podem em alguns casos ser simplesmente o resultado de um desenvolvimento menor do controle dos impulsos, a falta de auto-disciplina, distúrbios do sono, entre outros fatores, diz NBC.
De fato, pesquisadores britânicos da Universidade de Columbia descobriram que as crianças muitas vezes são diagnosticadas com TDAH, quando na verdade a maioria dos comportamentos ativos simplesmente responder a está em um estágio diferente de desenvolvimento que os seus pares um pouco maior. Além disso, os especialistas apontam que cerca de 30% das crianças e 70% das meninas que eram mais jovens da sua classe eram propensos a serem diagnosticados com TDAH.
Além disso, crianças com distúrbios do sono também pode ser diagnosticada e desordem de déficit de atenção e hiperatividade. Kevin Smith, psicóloga pediátrica no Hospital Mercy infantil, publicou um estudo no ano passado que descobriu que as crianças que sofrem de "distúrbios respiratórios do sono, incluindo ronco, respiração bucal e apneia, em que a criança parece parar de respirar durante o alguns segundos de cada vez, tiveram uma maior incidência de problemas emocionais e comportamentais, como hiperatividade, agressividade, depressão e ansiedade. "
Alguns médicos estão preocupados com os diagnósticos errados para TDAH, devido ao impacto futuro de tratamentos para a saúde a longo prazo de crianças, alguns estudos relatam graves consequências - como possível tendência à depressão e ao suicídio, entre outros.
E estes outros:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/05/deficit-de-atencao-nas-criancas-francesas.html -
http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/assunto+de+interesse/noticias/estudo+aponta++tendencia+de+crescimento+no+consumo+de+metilfenidato
por Moritz Nestor
Felizmente, o suíço Otfried Höffe, presidente da Comissão Nacional Consultiva de Ética Biomédica (NEK) comentou criticamente sobre o uso do medicamento ADHD Ritalin no seu parecer de 22 de novembro de 2011 intitulado "Valorização humana, por meio de agentes farmacológicos" 1 : O consumo de agentes farmacológicos alterou o comportamento da criança, sem qualquer contribuição de sua parte.
Que totalizaram interferência na liberdade da criança e direitos pessoais, porque os agentes farmacológicos induziram alterações comportamentais, mas não conseguiu educar a criança sobre como conseguir estas mudanças comportamentais de forma independente. A criança foi assim privada de uma experiência essencial: aprender a agir autonomamente e enfaticamente, o que "reduz consideravelmente a liberdade das crianças e prejudica o seu desenvolvimento da personalidade".
Os críticos alarmados pelo desastre Ritalin agora estão recebendo o apoio de um lado totalmente diferente. O semanário alemão Der Spiegel citou em sua reportagem de capa em 02 de fevereiro de 2012 o psiquiatra americano Leon Eisenberg, nascido em 1922 como filho de imigrantes judeus russos, que era o "pai científico de ADHD", e que, com a idade de 87, sete meses antes de sua morte em sua última entrevista:
"O TDAH é um excelente exemplo de uma doença fictícia" 2
Desde 1968, no entanto, cerca de 40 anos, a "doença" de Leon Eisenberg assombra os manuais de diagnóstico e estatística, primeiro como "reação hipercinética da infância", agora chamado de "ADHD". O uso de medicamentos TDAH na Alemanha aumentou em apenas 18 anos, de 34 kg (em 1993) para um registro de nada menos do que 1760 kg (em 2011) - o que representa um aumento de 51 vezes nas vendas! Nos Estados Unidos um em cada dez meninos entre 10 anos de idade já engole um medicamento ADHD em uma base diária. Com uma tendência crescente. 3
(...) Sua carreira era extremamente íngreme, e sua "doença fictícia" levou a grande aumento de vendas. E depois de tudo, ele atuou no "Comitê para o DSM V e CID XII, American Psychiatric Association" 4 2006-2009. Afinal, Leon Eisenberg recebeu o "Prêmio Ruane da Criança e do Adolescente Psychiatry Research. Ele tem sido um líder em psiquiatria infantil há mais de 40 anos através de seu trabalho em ensaios farmacológicos, pesquisa, ensino, política e social e por suas teorias do autismo e da medicina social ". 5
E depois de tudo, Eisenberg era um membro do "Comitê Organizador da Mulher e da Conferência de Medicina, nas Bahamas, 29 novembro - 3 dezembro de 2006, a Fundação Josiah Macy (2006)". 6 A Fundação Josiah Macy organizou conferências com agentes da inteligência da OSS , mais tarde CIA, como Gregory Bateson e Heinz von Foerster e durante muito tempo após a Segunda Guerra Mundial.
Teriam esses grupos comercializado o diagnóstico de TDAH a serviço do mercado farmacêutico e feito sob medida para ele com um monte de propaganda e relações públicas?
É esta questão que o psicólogo americano Lisa Cosgrove e outros pesquisadores investigam em seus estudos: os laços financeiros entre DSM-IV Membros do Painel e a Indústria Farmacêutica 7 . Eles descobriram que "Dos 170 membros do painel DSM 95 (56%) tiveram uma ou mais associações financeiras com empresas da indústria farmacêutica. Cem por cento dos membros dos painéis sobre "Transtornos do Humor" e "esquizofrenia e outros transtornos psicóticos 'tinha vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. [...] As conexões são especialmente fortes nas áreas de diagnóstico, onde as drogas são a primeira linha de tratamento para transtornos mentais ". 8 Na próxima edição do manual, a situação mantém-se inalterada. "Dos 137 DSM-V membros do painel que postaram declarações de divulgação, 56% relataram laços da indústria - sem melhoria em relação ao percentual dos membros do DSM-IV." 9 "O próprio vocabulário da psiquiatria é agora definido em todos os níveis pela indústria farmacêutica", disse o Dr. Irwin Savodnik, professor clínico assistente de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. 10
Isto é bem pago. Apenas um exemplo: O Diretor-Assistente da Unidade de Psicofarmacologia Pediátrica do Hospital Geral de Massachusetts e professor associado de psiquiatria na Harvard Medical School recebeu "$ 1 milhão em ganhos de empresas farmacêuticas, entre 2000 e 2007." 11
De qualquer maneira, não se pode chegar facilmente ao testemunho do pai de TDAH de que: "O TDAH é um excelente exemplo de uma doença fictícia".
A tarefa de psicólogos, educadores e médicos não é para colocar as crianças no "lead químico", porque toda a sociedade não consegue lidar com os produtos de suas teorias equivocadas do homem e da criação dos filhos, mas também não pode colocar seus filhos nas mãos do livre mercado farmacêutico. Voltemos à questão básica da psicologia pessoal e educação: A criança é a aquisição de responsabilidade pessoal e comportamento enfático sob orientação especializada - e isso leva a família e a escola: Nestes campos, a criança deve ser capaz de conduzir-se fora mentalmente. Este constitui o núcleo da pessoa humana. •
O TEXTO ORIGINAL da NEK CONSTA EM:
Um aprimoramento humano por meio de agentes farmacológicos, Parecer n º 18/2011, Bern outubro de 2011.
FEDERAL OFFICE OF PUBLIC HEALTH
No. 18/2011Human enhancement by means
of pharmacological agents
Last modification: 27.10.2011 | Size: 387 kb | Type: PDF
2 Blech, Jörg : Schwermut ohne Scham. In: Der Spiegel, Nr. 6/6.2.12, p. 122-131, p. 128.
3 Blech, p. 17:59:25) 7 Cosgrove, Lisa et al. Laços financeiros entre DSM-IV membros do painel e da indústria farmacêutica. In: Psychosom Psychother 2006; 75:154-160 (DOI: 10.1159/000091772) 8 Cosgrove, Lisa et al. Pp. 154 9 DSM Membros do Painel Ainda Conseguir fundos Pharma. URL:http://www.cchrint.org/tag/lisa-cosgrove/ (8.2.2012 Cf. http://www.cchrint.org/tag/lisa-cosgrove/
A recomendação 7 (e última) do resultado da Comissão, reza:
"7. A prática atual de prescrição de psicofármacos em
crianças deve ser revista, as causas do maior consumo investigadas, e as
crianças, protegidas contra o uso excessivo." (Cap. 9 - págs 140 a 150 Livro TDAH Crianças que Desafiam)
TDAH e o uso de medicamentos - Aprimoramento, liberdade pessoal, diversidade, riscos para a saúde e desenvolvimento da personalidade - A posição da NEK - Suíça
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| Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e o uso de medicamentos em crianças, adolescentes e adultos |
Excertos de importante texto que serve de subsídios a educadores (professores, pedagogos, etc.) para reuniões, reflexões e debates sobre o tema com seus pares e com os pais dos alunos. Para os pais, interessados na felicidade de seus filhos. Trata também do uso no ambiente de trabalho.
Conheça e adquira o Livro: TDAH Crianças que desafiam
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado do metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta
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Marise Jalowitzki Compromisso Consciente |
Escritora, blogueira e colunista
Coordenadora de Grupos,
Pós-Graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
Ambientalista de coração. Vegana.