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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Adobe - Como fazer Tijolo Ecológico de Barro, Água e Esterco

Tijolos ecológicos
Tijolo sem cimento - Para fabricar os tijolos de adobe você precisará de terra, esterco fresco de vaca ou cavalo, palhada, água e formas  - Passo a Passo para fazer o tijolo ecológico Adobe - Barro -  Por Karen - Técnicas Construtivas


Tijolos Ecológicos
Casa de Adobe em Santa Fé - Tijolos Ecológicos - Foto Wikipedia


Adobe - Como fazer Tijolo Ecológico de Barro, Água e Esterco 

Por Marise Jalowitzki
24.agosto.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/08/adobe-como-fazer-tijolo-ecologico-de.html

Um amigo perguntou se seria possível fazer tijolo ecológico apenas com barro. Pesquisando, encontrei no Wikipedia, o termo Adobe e uma rápida explicação:
" Adobe - essa técnica consiste em moldar o tijolo cru em formas de madeira, onde o bloco de terra é seco ao sol, sem que haja a queima do mesmo. A mistura a ser moldada pode ser feita apenas com água e terra ou com o acréscimo de estabilizante e fibras naturais. Amassando com os pés, forma-se uma mistura plástica. Os tijolos de adobe são usados em paredes, abóbadas, cúpulas, entre outras." (Wiki)

Jorge Mendes enviou o seguinte esclarecimento: "O superadobe foi inventado em 1984 por Nader Khalili do Irã em resposta a um concurso da NASA para edificações na Lua." 

Sim, pode ter sido o "oficialmente reconhecido", mas, sabe-se, há habitações com mais de 300 anos na América Latina e outros lugares, feitas de barro!

Continuei pesquisando e descobri esta joia de artigo, explicando tudo. Vai ele transcrito na íntegra. Desejo exitosas construções!



Fabricando tijolos de adobe

Posted 29 de julho de 2009 by Karen in Técnicas Construtivas

A preparação para o curso de bioconstrução me apresentou o desafio de fabricar tijolos de adobe. 
Muito havia ouvido falar mas nunca tinha estado, conscientemente, perto de um tijolo de adobe e muito menos fazia idéia de como seria fabricá-los.
Bem, tive que me virar e fiz conforme me foram indicando meus amigos Jorge, Tomaz e Cecília. E qual não foi minha surpresa ao ver meus tijolinhos darem certo.
Para fabricar os tijolos de adobe você precisará de terra, esterco fresco de vaca ou cavalo, palhada, água e formas.
MATERIAIS
A composição ideal da terra deve ser 60 a 70% de areia e 30 a 40% de argila.
Para verificar essa característica pegue um frasco de vidro grande e de boca larga. Preencha com a sua terra até 1/3 do volume e depois complete com água até 2/3 do volume.
Para o meu  teste utilizei garrafas pet, mas me pareceu que não aconteceu uma boa separação do material, assim, recomendo que se use potes de vidro mesmo!
Faça uma agitação bem intensa e depois deixe descansar. As partículas irão se separar e a areia irá para o fundo ficando a argila por cima. Por último fica a água que deve estar bem límpida. Medindo a altura da areia e da argila se define a porcentagem de cada uma.
teste terra
A terra que será utilizada deve ser retirada a partir de uns 50cm de profundidade, pois a camada mais superficial costuma ter boa quantidade de matéria orgânica em decomposição (serrapilheira, raízes, restos de animais e plantas,…) e esse material pode influenciar negativamente na qualidade do tijolo.
No meu caso a proporção estava ao contrário, muito mais argila que areia, por isso comprei areia para preparar uma boa mistura de terra. Para a mistura usamos 7 pás de areia para 3 pás de terra.
Como aditivos usa-se o esterco e a palha.
O esterco ajuda na estabilização química do tijolo e a palha na estabilização física.
As formas podem ser feitas de madeira ou metal. Quanto mais lisas forem as paredes internas mais facilmente se solta o tijolo. As dimensões variam de acordo com a necessidade, mas seria bom que o tijolo tivesse o comprimento igual a duas vezes a largura e a altura próximo à medida da largura. É conveniente colocar “abas” para levantar a forma.
Podem ser individuais, duplas ou quádruplas, ter formatos variados, por exemplo, em formato de cunha, com cantos arredondados, meio-tijolo, …
Fizemos formas simples e duplas de madeira. As dimensões são 20cm x 10cm x 10cm.
forma dupla
forma simples
modelos formas
O PREPARO
Para preparar a massa faça uma pequena depressão no solo e cubra com uma lona plástica grande. Coloque os ingredientes e vá pisando para juntar tudo. Acrescente a água, bem devagar. A massa deve ficar bem plástica e moldável. Muita água e perde a forma, muito seca, se esfarela.
A quantidade de água é variável e depende do grau inical de umidade do material utilizado (terra, areia).
O esterco utilizado deve ser fresco, de preferência.
Na minha “fábrica” fizemos algumas experiências.
Para a primeira receita utilizamos uma betoneira, que eu já tinha. Misturamos a terra, a areia, o esterco e a água. À medida que a betoneira ia trabalhando percebemos que a água começou a “sobrar” e a massa ficou mole. Acrescentam0s mais terra, areia e esterco.
betoneira 1
A terra e a areia que utilizamos estavam muito molhadas devido à chuva dos dias anteriores, por isso acredito que acabamos usando pouca água na mistura.
Na receita seguinte colocamos bem pouca água  e a massa ficou com boa consistência.
Para a terceira receita utilizamos a lona plástica e a betoneira. Misturamos a terra com a areia e o esterco na betoneira, despejamos na lona e fomos pisando enquanto acrescentávamos a palha e a água. Quando fizemos essa receita a terra estava mais seca e então usamos mais água.
Ficou muito bom. De início achei que coloquei muita palha, aí acrescentei mais da mistura básica e cheguei a um bom ponto.
Depois de bem amassada comece a fazer os tijolos. Molhe as formas pois assim os tijolos saem com mais facilidade.
Faça bolas com a  massa e jogue dentro da forma preenchendo bem os cantos. Retire o excesso de massa e desenforme o tijolo.
Tijolo e forma
Após retirar o tijolo passe a forma novamente na água e retire qualquer resíduo que tenha ficado grudado.
molhando formas 1
Os tijolos são postos para secar e depois de dois dias devem ser virados.
tijolos secando
Para a secagem completa dos tijolos pode demorar de poucos a vários dias dependendo das condições climáticas e da quantidade de umidade inicial do tijolo.
Em períodos mais úmidos é mais demorado, períodos mais secos e ensolarados seca mais rápido.


Conheça outras opções, neste blog:



Tijolo ecológico já é realidade - Projetos precisam receber subsídios para produção em larga escala. Chega de desmatamento para extrair calcário! (Só faltou o uso do EPI - Equipamento de Proteção Individual - para que o trabalhador fique resguardado de doenças - pele, respiração e visão)


Olhe outra alternativa, sobre construções com superadobe:


Superadobe

Denis Lazarin


Já imaginou poder construir uma casa apenas com terra? Isso mesmo, sem tijolos, concreto, madeiramento, telhados. Feia? Frágil?

O superadobe é uma técnica construtiva sugerida por um israelense na década de 80. Apresentou a NASA como sugestão arquitetônica para construções lunares. O objetivo era minimizar o volume de materiais de construções que precisariam ser levados ao espaço.

As construções em superadobe requerem, basicamente, solo úmido (do próprio local da construção, praticamente qualquer tipo de solo serve), sacos de polipropileno e arame farpado.

O arame farpado é composto basicamente de ferro. O polipropileno é um polímero totalmente reciclável e solo é solo. Materiais totalmente sustentáveis, onde a construção não gera resíduos. Fantástico não?

Mas como eu vou fazer uma casa segura e confiável com terra?

Pensemos numa técnica para se construir barreiras, barragens, paredes etc. em momentos de necessidade e com muita velocidade. Nas guerras são empilhados sacos e mais sacos de terra/areia até a formação de uma parede, uma barreira.

O superadobe utiliza uma técnica bem parecida. As bobinas de polipropileno são nada mais, nada menos, que um saco enorme (comprimento) e 40~50 cm de largura. A técnica é baseada em encher este saco com terra formando uma linguiça. Quando a linguiça atinge o tamanho da parede desejada, ela é interrompida e finalizada. Depois de finalizada ela deve ser socada com um pilão. Com o intuito de compactar o solo que está dentro do saco (ainda úmido).

Depois de socada e a parede estiver com cerca de 40 cm de espessura, passa-se dois fios de arame farpado sobre a linguiça, deixando cerca de 10 cm de distancia entre as laterais e 20 cm entre um fio e outro. Sobre estes arames, colocaremos mais uma linguiça e assim sucessivamente até atingirmos a altura desejada.

As paredes de superadobe são naturalmente estruturais, ou seja, não precisa de alicerce para uma construção em superadobe, não requer vigas, colunas, ferros e concreto. Fica como opção apenas, que a primeira linguiça fique abaixo do nível do solo, a segunda já no nível do solo e assim por diante. Recomenda-se ainda, que as primeiras fiadas (a sob o solo e as 3 ou 4 subsequentes) sejam preenchidas com areia e cimento (9:1) no lugar de solo, apenas com a função de não reter umidade por estar em contato direto com a área aeróbia do solo (primeiros ~50 cm) que poderá comprometer a estrutura caso seja feita de terra também. 

Quando as paredes tiverem o tamanho desejado, a construção poderá ser coberta com telhados convencionais, porém, o superadobe é capaz de ser cobertura também. Ao concluir as paredes, continue com as fiadas de solo afunilando-as deixando entre 5 e 10 cm mais próximas do centro da construção (por linguiça). Claro que também os fios de arame farpado devem ser aproximados um do outro e ambos do centro da construção.

A construção pode ser levada desta maneira até a finalização. Após a conclusão, a obra deve ser revestida interna e externamente com o mesmo solo umedecido misturado a cimento (7:1), simulando um reboco (pode ser amassado com os pés ou com betoneira), de preferencia jogado com força nas fendas onde se unem as linguiças, para que fique totalmente vedado. Após a secagem total, pode ser dado acabamento com tinta cal para evitar que a chuva destrua o acabamento, como fazemos numa residência em alvenaria.

Por que superadobe? 

O superadobe possui características exclusivas. Você não confiaria em morar numa casa de barro? É só um formigueiro gigante? As casas em superadobe têm o formato de cúpula, chamada também de “dome home”. São construções mais resistentes a situações críticas (como terremotos), onde as casas de alvenaria convencional não possuem qualquer chance. Paredes de 40 cm de espessura, fora o revestimento tomam MUITO espaço interno se comparado com a alvenaria, mas 40 cm de terra representam 40 cm de uma camada isolante térmica e acústica, diga-se de passagem, não há melhor isolante térmico que a terra. Isso faz com que sua casa fique fresca no verão e quente no inverno.

O superadobe suporta tubulações hidráulicas e elétricas embutidas e sobrepostas. As tubulações térmicas são mais eficientes, pois perdem menos calor para o ambiente, devido ao isolamento com o meio externo. Suportam todos os formatos de portas e janelas, retos, arcos e ogivas internos e externos.

A única limitação do superadobe “puro” que pude perceber até o momento é que as construções devem ter apenas um pavimento. Você já pode morar numa casa da lua!

Conheça também o video, publicado no youtube, do Ecocentro IPEC - http://www.youtube.com/watch?v=tdCvBwQ-tsQ&feature=player_embedded








P.S.: o saco é de polipropileno, a ráfia é fibra de uma palmeira (creio que Raphia seja o gênero). O polipropileno é um material sintético que imita a fibra de ráfia.




Leia mais: Artistas levam Projeto ao Haiti:
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/01/adobe-superadobe-casas-sustentaveis.html



Adobe - Superadobe - Casas Sustentáveis - Projeto Konbit Shelter 

Grupo de artistas - entre eles arquitetos e engenheiros - se reúnem e constroem casas sustentáveis no Haiti

Conheça também este site: http://www.phiarq.com/PHI_-_Arquitetura_Urbanismo_Ambiente/Saiba/Entradas/2011/5/23_Arquitetura_Ecologica.html


MAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

http://ieham.org/html/docs/Superadobe.pdf
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 
ARQUITETURA E URBANISMO 
MATERIAIS E TÉCNICAS II 
PROFº.: PAULO CESAR 
• SOARES, André. Soluções sustentáveis. IPEC (livro)
• LENGEN, Johan Van. Manual Prático do Arquiteto Descalço. Ed.: UFRGS, 
Porto Alegre 
• RICIARDI, Juliano e DOMINOT, Teresa. Cartilha Permacultura II: 
manual de design ecológico. (cartilha)
• www.ecocentro.org
• www.arq.ufsc.br
• http://viversustentavel.wordpress.com/
• Construções ecológicas, IPEMA (produção literária)


http://www.unigaia-brasil.org/pdfs/superAbode/superadobe.pdf
BOLETIM TÉCNICO Nº 10

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
http://www.mma.gov.br/estruturas/sedr_proecotur/_publicacao/140_publicacao15012009110921.pdf
- Gouvêa, Luiz Alberto: Biocidade: Conceitos e critérios para um desenho 
ambiental urbano, em localidades de clima tropical de planalto. Editora Nobel
- Khalili, Nader: Ceramic Houses and Earth Architecture - How to build your own. 
Editora Cal Earth.
- Lengen, Johan Van: Manual do Arquiteto Descalço. Editora Casa do Sonho
- Ludwing, Art: Create an Oasis with Graywater. Editora Oasis Design
- Minke, Gernot: Manual de Construcción com Tierra - La tierra como material de 
construcción y sus aplicaciones en la arquitectura atual. Editora Nordan 
Comunidad
- Rikki Nitzkin: Un recorrido por casas de balas de paja en la península. Disponível 
no site: http://www.casasdepaja.org/
- Weimer, Günter: Arquitetura Popular Brasileira. Editora Livraria Martins Fontes.


Entre nessa!
Continue nessa!
Divulgue! 


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista de coração, 
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

terça-feira, 3 de julho de 2012

Indústria do Cimento - Tijolos Ecológicos - Várias Opções


Tijolo ecológico já é realidade - Projetos precisam receber subsídios para produção em larga escala. Chega de desmatamento para extrair calcário! (Só faltou o uso do EPI - Equipamento de Proteção Individual - para que o trabalhador fique resguardado de doenças - pele, respiração e visão)



Indústria do Cimento - Tijolos Ecológicos - Várias Opções


 Por Marise Jalowitzki


Porque é chamado de Tijolo Ecológico? Porque é ecologicamente correto?
- Não exige queima em forno. Consequentemente, evita-se o desmatamento e a emissão de gás carbônico e outros gases poluentes (quando em fornos de clinquer)
- Evita desperdício de material típico de uma obra comum (caliça) 
- Minimiza o tempo e custo de mão-de-obra
- Diminui o lixo (descartes diversos)

As casas com tijolos ecológicos são aprovadas pela Caixa Econômica?
"O tijolo ecológico é um material normatizado e que possui certificação pela ABNT (Associação Brasileira de Normas técnicas). Portanto, pode ser aprovado normalmente pela Caixa Econômica. Para facilitar o processo é indicado que se anexe juntamente ao pedido de aprovação a norma técnica do solo cimento (NBR 10836) e um laudo de laboratório do tijolo a ser utilizado para comprovar que este possui a resistência exigida pela norma." 




Quais os tipos de resíduos que se pode utilizar na fabricação dos tijolos ecológicos?

"Existem vários tipos de resíduos que podem ser utilizados para a fabricação de Blocos, Tijolos e Pisos Ecológicos, como: cinza do bagaço de cana de açúcar, cinza da casca de arroz, porcelana, gesso industrializado, fibrocimento, areia de fundição, material de construção civil, até mesmo os de resíduos orgânicos, que são condicionados em matérias-primas purificadas microbiologicamente, e que prensadas são utilizadas perfeitamente na Construção Civil." 




A construção com tijolo ecológico é realmente térmica?

"Os furos dos Tijolos Ecológicos permitem que o ar fique em constante movimento e forme câmaras termo-acústicas, controlando a temperatura no interior da casa. Nos dias quentes, a temperatura do interior da casa é fresca e à noite fica aquecido, diminuindo também a poluição sonora." http://www.ecomaquinas.com.br/duvidas_frequentes.php


Opções apresentadas neste artigo:
1) Gravataí  e Barra do Ribeiro - RS - Tijolos Ecológicos Solo Cimento
2) Santiago - RS (URI) - Tijolos Ecológicos com Garrafas Pet  
3) Araraquara - SP - Tijolos Ecológicos com Lixo Orgânico
4) Brasília (UnB) - Tijolos Ecológicos com Sacos de Cimento
5) Amazônia - Tijolo Ecológico com casca de coco, ouriços da castanha-do-pará e tucumã (INPA)
6) Tijolos revestidos de nanopartículas de Titânio (Alemanha)
7)  Guaíba - RS - Tijolo ecológico também curado com água
8) Argentina - Tijolos de Cinza Vulcânica

1) No RS, em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre

“ESTAMOS PRODUZINDO TIJOLO ECOLOGICO 12,5X25X6,6 EM GRAVATAÍ-RIO GRANDE DO SUL.
TIJOLOS FEITOS POR PRENSA HIDRÁULICA
INTERESSADOS ENTRAR EM CONTATO COM FONE 05134846624 OU 051 9955-9030  8557-2351
TAMBÉM PRESTAMOS SERVIÇOS DE CONSULTORIA EM CONSTRUÇÃO E FABRICAÇÃO COM TIJOLO ECOLOGICO. (SOLOCIMENTO)
REVOLUCIONÁRIO SISTEMA CONSTRUTIVO, PRÁTICO, RÁPIDO, MANTÉM SUA OBRA LIMPA E ORGANIZADA, POSSUI MEDIDAS REGULARES, SEGURANÇA ESTRUTURAL, ESTABILIDADE TÉRMICA E ACÚSTICA, ACABAMENTO Á VISTA, E ECONOMIA DE ATÉ 30% EM SEU PROJETO FINAL.”

Em Barra do Ribeiro: ECOTIJOLOS MAESTRO
http://barradoribeiro.olx.com.br/tijolo-ecologico-no-rio-grande-do-sul-iid-40404973


2) Em Santiago - RS - (URI) Tijolo ecológico com garrafa pet cheia de cascas de arroz  + concreto

Tijolo ecológico com garrafa pet - Pense nisso quando descartar uma garrafa
 
Os preços se equivalem (O custo de produção do tijolo ecológico — R$ 0,63 a unidade — se equivale ao do tijolo tradicional cuja unidade sai em torno de R$ 0,30 e é a metade do tamanho.), mas é uma maneira de aproveitar as garrafas pet, diminuindo o lixo que entope os canos de esgoto e polui as águas.

Os tijolos são produzidos pelos próprios alunos, na universidade. Em um mês, eles fizeram 1,3 mil unidades. O projeto inclui a construção de um depósito com os “tijolos”, para testar isolamentos acústico e térmico para saber se o resultado é melhor do que em paredes com tijolos tradicionais.


3) Araraquara - SP - Tijolos Ecológicos com Lixo Orgânico
Uma técnica desenvolvida em Araraquara (SP) permite que tijolos utilizados na construção civil sejam feitos a partir de lixo orgânico. O composto, desenvolvido por um químico local, pretende baratear a produção dos blocos de alvenaria, a partir da redução do uso de areia e concreto na composição dos tijolos. Além disso, o processo visa oferecer um destino sustentável ao lixo doméstico. O produto, segundo os desenvolvedores, é inodoro e livre de germes.
Segundo o químico que desenvolveu a técnica, Marcelo dos Santos, o custo para a fabricação de cada tijolo com a nova composição pode cair pela metade, já que o produto originado pelo lixo doméstico é autossustentável e pode substituir até 50% da areia e 30% do concreto utilizados na produção convencional.
Tijolo ecológico - A casa vai ficar uma beleza. Faltou EPI para o trabalhador


4) Brasília - Tijolos feitos com os sacos de cimento descartados

Após o uso do cimento em construções, grande parte dos sacos do produto é descartada. Para evitar o desperdício, Márcio Albuquerque Buson, professor da faculdade de arquitetura da Universidade de Brasília (UnB), desenvolveu um tijolo ecológico composto por terra, cimento e o papel utilizado em suas embalagens, o papel kraft. A nova técnica reduz o preço dos tijolos em 40% quando comparado aos convencionais blocos de terra compactados de solo e cimento. O novo tijolo também é mais barato que o de cerâmica, feito à base de argila queimada, mas sem uso de cimento.
Há um tratamento de reciclagem nos sacos de cimento antes de sua utilização nos tijolos. A embalagem vazia é colocada na água para que as fibras do papel se soltem, dando origem a uma “polpa de celulose”. O excesso de umidade é retirado por meio de centrífugas ou torção e, após isso, as fibras soltas são trituradas para que a terra e o cimento sejam adicionados à mistura.
Uma das vantagens do Krafterra, como é denominado o novo tijolo, é que o processo de queima para seu endurecimento, habitual nos de cerâmica, é dispensado. Nas etapas finais de sua fabricação, a mistura é prensada e permanece inerte, protegida do sol e com a umidade controlada, durante aproximadamente duas semanas - é o chamado período de “cura” -, tempo necessário para que o tijolo adquira consistência. “A água não pode sair rapidamente porque é ela que faz o material endurecer sem que ocorra uma retração excessiva”, diz o professor.
Na produção do tijolo ecológico, para cada saco de cimento são utilizados em média oito de terra. Na composição final do tijolo de bloco de terra compactado feito da maneira convencional, 12% são de  cimento. No Krafterra, a fatia composta pelo cimento é de 6%. Assim, os 6% restantes são da fibra do saco de cimento reciclado. "Consegui baixar a proporção pela metade, sem nenhum prejuízo na resistência do produto”, diz Buson.
As fibras do papel são longas e, quando misturadas aos outros materiais, dão boa resistência mecânica e física ao produto. Os testes realizados em laboratório provaram que o Krafterra é resistente ao fogo e tem boa durabilidade.
O produto ainda não é encontrado no mercado, mas o professor é otimista. “Tudo o que fiz foi em laboratório, mas os resultados foram positivos. Preciso agora realizar um protótipo físico, uma construção utilizando a nova técnica”, diz.

Sem gases poluentes
Os tradicionais tijolos de cerâmica enfrentam críticas ambientais porque seu processo de queima emite gases poluentes. Roberto Cláudio Pereira, diretor da empresa Tijol-Eco, explica que o diferencial desses tijolos está na produção e ressalta que o mercado dos produtos sustentáveis irá crescer em grande escala. “Os tijolos ecológicos irão substituir a antiga alvenaria. São vantajosos porque não usam o processo de queima e ficam em torno de 40% a 50% mais baratos do que os tradicionais de cerâmica”, diz.
O tijolo ecológico, que está em fase de testes, ainda não tem potencial para substituir as versões mais tradicionais, mas, com a indústria da construção civil em alta, o mercado é promissor. Segundo a Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer), existem no País 3,6 mil empresas fabricantes de tijolos e blocos. O setor tem faturamento anual de R$ 6 bilhões, de acordo com a entidade.
Versão ecológica de tijolo é 40% mais barata do que as tradicionais de bloco de terra compactado
Fonte: IG



Extração de Calcário para fabricação de Cimento continua devastando florestas, com a anuência 
do governo - Serra da Conceição do Mato Dentro - Ibirité - MG

Calcário - Conceição do Mato dentro - Ibirité, MG - Extração de calcário,
para mais cimento, mais cimento, mais cimento....
empreiteiras insustentáveis, construções insustentáveis,
mundo insustentável com fachada verde de Rio + 20!!!



5) Amazônia - Tijolo ecológico com casca de coco, ouriços de castanha-do-pará e de tucumã 

Materiais que costumam ser descartados no processamento dessas frutas.


"Um novo tijolo inventado pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) não utiliza barro em sua composição. No lugar da argila, são usados restos de casca de coco, de castanha-do-pará e de tucumã, que costumam ser descartados no processamento dessas frutas.

Segundo o pesquisador Jadir Rocha, da área de recursos florestais do Inpa, o novo tijolo é mais resistente que o original, com a vantagem de oferecer mais proteção contra o calor amazônico. “Como as matérias-primas são de vegetais, proporcionam um ambiente muito agradável, faça chuva ou faça sol”, afirma.


Tijolo ecológico na Amazonia - feito de ouriço de castanha do pará

Características do tijolo vegetal

- Matéria prima - Cascas de coco, “ouriços” de castanha-do-pará, caroços de tucumã e resina.
- Durabilidade - É resistente a cupim, a chuva e é mais duro do que o tijolo comum.
- Aplicação - Em edifícios baixos, pois é compacto e tem peso parecido com o tijolo comum.
- Vantagens materiais - Proporciona mais proteção contra o calor amazônico e não utiliza cimento.
- Vantagens ecológicas - Recicla restos de frutas que iriam para o lixo e não precisa ser cozido, 
evitando o consumo de lenha. Além disso, evita a mineração de argila, que é prejudicial ao meio ambiente.
- Desvantagens - Empresas terão que negociar autorização do Inpa para produzir o novo tijolo. 
Também, a resina utilizada para dar liga aos pedaços vegetais é derivada de petróleo.
- Custo - Semelhante ao tijolo de barro.

Para conseguir agrupar as cascas duras das frutas e formar um bloco compacto, os restos são triturados, misturados com uma resina e prensados. Além de reciclar esses materiais, o tijolo vegetal tem a vantagem ecológica de não precisar ser cozido, evitando que árvores sejam cortadas para alimentar fornos."



6) Alemanha - Tijolos revestidos de nanopartículas de Titânio

Veja o video:

Que as concentrações de óxido de nitrogénio tóxicas estão presentes nas cidades europeias, já todos sabemos. Que estas são provocadas pelo forte tráfego e que por vezes excedem os limites permitidos, também. A solução para o problema está literalmente no chão, ou melhor, no pavimento.
Uma empresa alemã desenvolveu um tipo de pavimento inovador que filtra o ar e elimina os agentes poluidores.
Os tijolos estão revestidos de nanopartículas de dióxido de titânio. Quando exposto à luz do sol, o material reage com os óxidos de nitrogénio, transformando-os em nitratos, que são inofensivos para o meio ambiente.
Depois basta uma chuva para que todo o pó inerte seja lavado e a estrada fique limpa outra vez.
Os testes mostram que reduzem cerca de 70 por cento mais rápido o óxido de nitrogénio do que em condições naturais.

7) Guaíba - RS - Ecojol


Ecojol vem com esta proposta diferenciada que é o Tijolo Ecológico Modular que não usa fornos para curar e sim água. Este tijolo é todo de encaixar, o que o torna até lúdico para trabalhar,  pois nos remete aos "Lego e demais jogos de encaixe  infantis"
Ecojol Tijolos Ecológicos Ltda. | Rua Adão Foques, 414, Pavilhão 01 - Alegria - Guaíba/RS | Fones: (51) 3491-3030 - (51) 3491-3033
Vulcão Puyehue - De cinzas a tijolos
 
A idéia de transformar as cinzas em tijolos veio de uma moradora de La Angostura, Maria Irma Mansilla 
 

Por Marise Jalowitzki
24.junho.2011
http://t.co/PHCxUMT







Outro video no youtube, mostrando o tijolo ecológico solo-cimento:
O tijolo ecológico não precisa ser cozido, é auto-encaixável e dispensa qualquer tipo de acabamento. É uma alternativa ao tijolo comum, que polui a atmosfera e aumenta o desmatamento.

Referências:
www.tilego.com.br
Zero Hora (edição 7/06/2008)



atualizado em novembro.2015

9) Tijolos feitos com a lama tóxica da barragem de Mariana, da Samarco-Vale


Transformar a lama tóxica em tijolos, utilizando os rejeitos e iniciando uma nova atividade econômica é possível. Minimizar o impacto de toda esta tragedia é imprescindível.

"Estamos à disposição, de forma gratuita" - salienta o  coordenador do projeto, Professor Ricardo Fiorotti, do Grupo de Pesquisas RECICLOS - CNPq da UFOP. 

Vale, pague tudo que for devido!!



Por Marise Jalowitzki
20.novembro.2015
http://decrescimentofeliz.blogspot.com.br/2015/11/lama-toxica-de-mariana-pode-ser.html




10) Tijolos feitos de plástico reciclado



E se a construção de sua casa fosse tão fácil como brincar?
plastico-tijolo-lego
Ecomat são blocos de construção de porte industrial, 100% reciclados.

Esses tijolos coloridos para encaixar são leves, resistentes e podem ser usados para construir praticamente qualquer estrutura que você pensar.

Não é somente a aparência de Lego, a maneira simples de utilizar o tijolo também lembra muito o jogo de montar infantil.

 Cada tijolo tem 33 centímetros de comprimento por 25 de altura.

Para montar uma casa, basta ir encaixando um no outro.

Como são leves e dispensam materiais como vigas de metal e cimento, os tijolos reciclados exigem menos transporte e processos industriais, o que alivia a emissão de poluentes no ambiente.

Os fabricantes garantem que os tijolos oferecem isolamento térmico, acústico e até proteção contra abalos sísmicos.

Quem não ia querer uma casa feita com esses tijolos reciclados de plástico?
Veja o vídeo no qual Danny Smile Wahab, diretor criativo da Ecomat, é entrevistado pelo Livegreenblog, falando sobre as propriedades desta aplicação inovadora:







Conheça outras alternativas:

Adobe - Como fazer Tijolo Ecológico de Barro, Água e Esterco 

Link: http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/08/adobe-como-fazer-tijolo-ecologico-de.html 

Tijolo sem cimento - Para fabricar os tijolos de adobe você precisará de terra, esterco fresco de vaca ou cavalo, palhada, água e formas  - Passo a Passo para fazer o tijolo ecológico Adobe - Barro -  Por Karen - Técnicas Construtivas






Leia também:
Meio fio ecológico, feito de entulho e garrafa pet - Contate Fone 3369 9897 em Brasília


Meio fio ecológico cobriu 10 quilômetros em um primeiro projeto







Conheça mais sobre o tema Cimento, neste blog:



Cimento e Petróleo - Desmatamento e Suste
ntabilidade - Resíduos Tóxicos e Legislação

Página de links:
http://ning.it/q4ESTJ 
Legislações específicas e Convenções Internacionais - Cimento e Petróleo - Desmatamento e Sustentabilidade - Resíduos Tóxicos e Legislação


E também:
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/07/cimenteira-itaguassu-no-sergipe-recebe.html
Cimenteira Itaguassu, no Sergipe, recebe resíduos perigosos da Petrobras

Como anda a situação de Nossa Senhora do Socorro - Sergipe? Tijolo Ecológico tem de receber incentivos do governo para produção em larga escala!  Chega  de  tantos produtos tóxicos! Indústria do Cimento precisa se adaptar!

,
Ministério da Saúde precisa averiguar - Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL) precisa tomar providências.





O descarte de catalisador das unidades de craqueamento das Refinarias de petróleo é uma preocupação mundial para a saúde ambiental, considerando se tratar de um resíduo perigoso que contém metais pesados e compostos cancerígenos (BAHIA, 1987; Mariano, 2001; Afonso et al, 2003; Baptista, 2005).



Leia também:
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/01/adobe-superadobe-casas-sustentaveis.html

Adobe - Superadobe - Casas Sustentáveis Lindas- Konbit Shelter


Adobe - Superadobe - Casas Sustentáveis - Projeto Konbit Shelter 

Grupo de artistas - entre eles arquitetos e engenheiros - se reúnem e constroem casas sustentáveis no Haiti


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista de coração,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil