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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Política - uma questão de crença

tubarão rebentando a rede de sardinhas - foto Grosby


Política - uma questão de crença

Por Marise Jalowitzki
31.outubro.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/10/politica-uma-questao-de-crenca.html


Meu absoluto pessimismo em relação à política  não é com relação a uma pessoa em si. É com a política como um todo. O interesse, as parcerias, os conchavos, a cumplicidade com os macro projetos, fazem de todos eles pessoas com asas cortadas, como os criadores de aves, nos velhos tempos onde as aves domésticas eram criadas soltas, faziam com galinhas, galos, patos, para que não pudessem voar. 

Cortavam uma, para que o desequilíbrio se instaurasse. Assim e com a política e os políticos. Mesmo quando há um cidadão de boa vontade que quer fazer algo diferente e melhor, tem de vergar-se aos interesses da ideologia e seus dirigentes temporais. Muito complicado. Há alguns anos escrevi: Se partido você bom, não seria "partido", seria "unido". 



http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2010/10/se-partido-fosse-bom-nao-seria-partido.html

Nunca mais esqueci a resposta em meu curto tempo de "sindicalista". Coloco entre aspas pois a empresa de economia mista em que trabalhava à época, não tinha sequer associação e era pelo que lutávamos, além da equiparação salarial com o restante do país. Eram os idos de 1984 e não foi fácil posicionar-se. Cortes do salário, punições e suspensões por quase tudo, até por passos não dados (mas "habilidosamente" criados pelos superiores hierárquicos...). Lá, também em nosso movimento, a infiltração partidária aconteceu de maneira feroz. PT e PCdoB eram os que mais ferrenhamente digladiavam "o poder das bandeiras"... e a disputa entre os dirigentes, alguns deles (como era o meu caso) sem nem possuir um "partido"...

Certa vez, por ter pessoas de minha família ligadas ao PDT (e eu cresci ouvindo Brizola falar e reivindicar educação, alimentação e atendimento médico para os desprovidos), comentei com alguns (depois fiquei sabendo que pertenciam ao PT) que não entendia porque o governo estadual do PT havia fechado todos os CIEPS (escolas com turno integral) no estado, que o governo anterior havia contruído e que estavam em pleno funcionamento. A resposta: "Se não dá pra ser pra todos, não é bom! Tem que fechar! É pra fazer pra todos que estamos aqui!"  Então tá. Simples assim, Quase doze anos no poder, olha como estão as escolas estaduais...





Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 

sábado, 29 de janeiro de 2011

Prefeitos são pessoas aptas para gerir seus municípios?

Prefeitos tem condição de entender o que a população precisa?

Prefeitos são pessoas aptas para gerir seus municípios?


Por Marise Jalowitzki
29.janeiro.2011


Pergunta difícil de responder, não é mesmo? Até porque, não existe uma CARTILHA, nenhum pré-requisito, nenhum teste de conhecimentos para os candidatos que se propõem a vencer uma eleição para prefeito, em qualquer município.


Os eleitos são pessoas que emergem do povo, seja por liderança, seja por conchavos político-partidários.
- Por vezes, é o Rei-Momo que, por vários anos, "comandou a folia" em época de carnaval e se compromete, agora, a dar subsídios para as escolas de samba e bairros da periferia que tenham projetos que insiram crianças na música popular.
- Há vezes em que o candidato é o dono do único time de futebol da cidade e promete angariar fundos para o time e incentivar mais jovens da periferia a sair do mundo das drogas e entrar para o esporte.
- Há também os candidatos que vão "fazer tudo para melhorar a nossa política".
- Os que vão "cuidar da educação, saúde e lazer do nosso povo", sem especificar nada, nem ter um projeto para apresentar.


Poderia citar vários e vários outros exemplos, campanhas bizarras ou vazias. Entretanto, ainda que todas as propostas de todos os candidatos sejam vagas e rasas, um dos candidatos sempre ganha, pois assim prevê a nossa lei eleitoral. Independente de sua capacidade ou da importância do que propõe.


O quadro mais comum que se tem de um prefeito é de alguém "com as mãos atadas" que pouco ou nada pode fazer por seu município ou cidade, pois "depende do governo" seja estadual ou federal. O que mais se tem notícia são das comitivas de prefeitos de uma determinada região, ou unidos por um determinado objetivo, se reunirem e voar para Brasília, a fim de receber subsídios para, só então, fazer alguma coisa.

Caso o ocupante do cargo superior (estado ou nação) não seja alguém que pertença a seu partido, nem vão, por saberem que não terão seus pedidos considerados.


Chapéu-na-mão é característica de prefeitos?


A expressão "prefeito de chapéu na mão" é bem conhecida por aqui, lembrando o pobre mendigo que fica à beira do caminho esperando por uma esmola.

Quantos candidatos a prefeito conhecem a região a qual pretendem representar?
Quantos conhecem os reais problemas porque passam as comunidades menos assistidas?
Quantos prefeitos querem, realmente, resolver tais problemas, mesmo quando sobejamente conhecidos?

O que dizer, então, de sua capacidade em administrar situações de risco, calamidades como as que vem acontecendo em centenas de cidades e municípios de nosso país, sem que providências eficazes sejam tomadas em tempo hábil?


Temos de trabalhar para que parta do governo federal a premissa de EXIGIR gabarito, performance, conhecimento , aptidões e habilidades de um candidato, para que possa ser "sabatinado" em público, não apenas nos debates miúdos, ocos, promovidos esporadicamente por essa ou aquela rede, onde a permissão chega ao cúmulo da ofensa ao público. Respostas vazias, sem NENHUM compromisso, sem nenhuma proposta ou números ou dados pontuais. E mesmo o que é acenado ANTES do pleito, nenhum compromisso ou sanção quando não é cumprido APÓS a eleição.

Ou seja, para chegar a ter
SERIEDADE POLÍTICA,
COMPROMETIMENTO POLÍTICO,
COMPROMISSO CONSCIENTE com a causa que abraça um legislador, terão de ser viabilizadas MUITAS medidas, bem mais eficazes. Sempre que sabemos de projetos que tramitam HÁ DÉCADAS dentro do legislativo, em todas as instâncias, sem que se tenha qualquer resultado, bem se pode aquilatar a ineficácia de todo este sistema podre e falido.

Só egolatria não pode ser condição para se candidatar. Só interesse econômico - sua melhora individual - não pode ser condição para se candidatar. Só fazer o jogo de seu partido, tomando como aval uma pseudo-popularidade em determinado setor, não pode ser condição para se candidatar.

Tudo o que estou propondo como mudança no atual quadro político pode parecer-ser tão utópico, mas é o único jeito de se garantir alguma seriedade em quem detem as leis e as faz cumprir. Quase sempre, infelizmente, ainda, apenas em favor próprio, quando a razão deve ser o bem comum.

Interceda junto a seu candidato. Divulgue suas idéias. Comente com os amigos.


Marise Jalowitzki
Escritora
marisej@terra.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil
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Prefeitos sabem legislar ou acreditam que pedir é mais importante?

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Links relacionados ao tema, neste blog:
Governos, são VOCÊS que precisam pagar pela tragédia no RIO! Sistema meteorológico poderia ter alertado sobre chuvas no Rio! E agora? http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/sistema-meteorologico-que-poderia-ter.html


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O Cristo Redentor parece perguntar: E aí, Governos, vão ou não vão fazer a sua parte? -
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/tragedia-no-rio-o-cristo-redentor-esta.html

Depois do leite derramado... - Projeto dos senadores Lindberg e Crivella -
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/01/depois-do-leite-derramado-lindberg.html