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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Terá a OEA força de decisão no caso Belo Monte? ONGs enviam petição final para OEA contra a usina de Belo Monte

A participação do povo indígena sempre foi maciça para discutir Belo Monte

Terá a OEA força de decisão no caso Belo Monte? ONGs enviam petição final para OEA contra a usina de Belo Monte

Por Marise Jalowitzki
17.junho.2011
http://t.co/QKYEPmB

Terá a OEA poder suficiente para intervir na situação triste que é a contrução de usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Xingu? Tantos movimentos, passeatas, intervenções, gestões, congressos, encontros e discussões aocnteceram durante meses e anos. A devastação e o desmatamento continuaram, os assassinatos, também. As discordâncias, idem.

Sabemos da luta de muitos. Nossa torcida é pelo bem da floresta. Pelo respeito aos povos indígenas. Pela preservação das águas. Não acredito que desviar rios seja uma prática sã. Com o tempo, mudar as artérias por onde corre o sangue da Mãe Terra traz colapso, como em qualquer organismo vivo onde se mexa demasiado.

Exaustiva e coerentemente tenho defendido a exploração de energias limpas, renováveis e sustentáveis, como milhões também o fazem. Há tantas outras saídas para obter energia, sem ter de desalojar centenas de tribos, atacar e exaurir a fauna e a flora, devastar a floresta! Junto, nesse momento, como nos anteriores, minha humilde voz ao anseio de tantos: Pare, Belo Monte!


Se acatadas as denúncias, a CIDH deve pedir ao governo brasileiro que repare os problemas contidos nas denúncias, podendo encaminhar o processo à Corte Interamericana de Direitos Humanos, instância que poderá condenar o País por violações de direitos



ONGs enviam petição final para OEA contra a usina de Belo Monte
16 de junho de 2011 • Do Terra

Organizações Não Governamentais (ONGs) enviaram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta quinta-feira a petição final com as denúncias de violações de direitos humanos por conta da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, em Altamira (PA).

O documento lista as várias supostas ilegalidades do processo de licenciamento da usina, como os problemas de Belo Monte que devem afetar as populações da Bacia do Xingu, com impactos para saúde, meio ambiente, cultura e o possível deslocamento de comunidades indígenas.
Se acatadas as denúncias, a CIDH deve pedir ao governo brasileiro que repare os problemas contidos nas denúncias, podendo encaminhar o processo à Corte Interamericana de Direitos Humanos, instância que poderá condenar o País por violações de direitos.
Segundo a ONG "Xingu Vivo Para Sempre", o documento é uma peça jurídica que se segue ao pedido de medida cautelar, instrumento inicial que visa prevenir violações iminentes de direitos, concedida pela comissão da OEA em abril deste ano.
Ainda de acordo com a ONG "Xingu Vivo Para Sempre", o governo brasileiro poderá ser diretamente responsável por novos crimes ocorridos na região, já que o País ignorou a medida cautelar da CIDH que pediu em abril a paralisação da construção de Belo Monte até que fossem sanadas as irregularidades do processo de licenciamento.


Encontro em Altamira para impedir a liberação de Belo Monte contou com mais de 3mil pessoas
 
Amazonia - É preciso preservar o que ainda resta desta maravilha - Não à Belo Monte - Foto Margie Moss
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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

terça-feira, 14 de junho de 2011

Alemanha usa esgoto para fazer eletricidade - Quer coisa mais econômica?

Que tal parar de devastar a floresta para barragens e utilizar o esgoto para gerar eletricidade - A Alemanha já usa esta tecnologia (Foto: obras de barragem em Rondônia)


Alemanha usa esgoto para fazer eletricidade - Quer coisa mais econômica?

Por Marise Jalowitzki
14.junho.2011
http://t.co/v0tsah6

A notícia é alvissareira. E antiga. MUITOS cidadãos, ao longo do tempo, já provaram que esgoto e estrume são fontes de energia. Aqui mesmo, no Rio Grande do Sul, há inúmeros casos de agricultores que mantinham seus tanques de estrume e, com isso, geravam a energia que consumiam.

Eu me criei ouvindo essas histórias, sempre acompanhadas de risos e deboches, como se loucos fossem.

Quem sabe agora, que vem da Alemanha, um país desenvolvido, vem de forma oficial, mostra resultados em grande escala e possui uma tecnologia viável aos tempos de "progresso" possamos retomar esta fonte natural?

"A população gasta menos, os rios ficam limpos e não há emissão de gases que provocam o efeito estufa. Um projeto em que todo mundo ganha.

Os resíduos líquidos passam por processo de purificação e são devolvidos como água limpa para o rio.

Os sólidos, primeiro liberam gás metano, que é distribuído como gás de cozinha à população. Depois são secados e incinerados. O calor toca uma usina termoelétrica, que produz energia suficiente para toda a rede de coleta e tratamento de água e esgoto de Hamburgo."

Imaginem usar todo o esgoto que é simplesmente jogado nos rios, lagos e mangues e transformar tudo isso em energia elétrica (Foto Vila Gilda - Maior favela-palafita das Américas - São Paulo)
PROJETO SUSTENTÁVEL ONDE TODOS GANHAM!!

Os pecuaristas também podem utilizar o esterco de seus bovinos e gerar energia
.Uma das causas de geração de GEE - gás de efeito estufa - aponta para os "puns" dos bovinos. EUA estão até estudando uma forma de mudar a genética dos animais para diminuir a liberação do gás metano. (Veja em CARNE VERMELHA E EMISSÃO TÓXICA - DIMINUINDO OS "PUNS" - LINK: http://t.co/bdKKDqC )
VAMOS LÁ, BRASIL!
Chega de devastar florestas para hidrelétricas e nucleares!

Do G1
Edição do dia 13/06/2011
13/06/2011 21h26 - Atualizado em 13/06/2011 21h26

Cidades alemãs conseguem transformar esgoto em eletricidade

A população gasta menos, os rios ficam limpos e não há emissão de gases que provocam o efeito estufa. A Alemanha anunciou o fechamento de todas as usinas nucleares do país até 2022.


O ano de 2011 está chegando à metade e já entrou para a história por causa de um desastre. O tsunami que atingiu a usina nuclear japonesa de Fukushima espalhou no planeta a preocupação com a segurança desse tipo de instalação. A ponto de a Alemanha ter anunciado, na semana passada, o fechamento de todas as usinas nucleares do país até o ano de 2022.

A contagem regressiva dos alemães para encontrar alternativas energéticas já começou, mas eles têm algumas experiências bem-sucedidas nesse desafio. Como as que você vê na reportagem de Sônia Bridi e Paulo Zero.

Hamburgo é uma grande cidade e o segundo maior porto da Europa. Perto dos guindastes, uma construção lembra imensos ovos de páscoa. São tanques para tratar o esgoto residencial e industrial de 2 milhões de habitantes.

Os resíduos líquidos passam por processo de purificação e são devolvidos como água limpa para o rio.

Os sólidos, primeiro liberam gás metano, que é distribuído como gás de cozinha à população. Depois são secados e incinerados. O calor toca uma usina termoelétrica, que produz energia suficiente para toda a rede de coleta e tratamento de água e esgoto de Hamburgo.

“O nosso preço é menos da metade da média da Europa por litro de água tratada”, conta o engenheiro responsável pela usina.

A população gasta menos, os rios ficam limpos e não há emissão de gases que provocam o efeito estufa. Um projeto em que todo mundo ganha.

Como na pequena vila de Ivenack, na parte mais pobre da Alemanha. Em Ivenack faltava energia e sobrava esterco de gado, criado confinado em galpões. O prefeito então pensou em resolver os dois problemas de uma vez: com um biodigestor, alimentado com palha de milho e com o esterco, que vem de caminhão das fazendas. Tudo vira gás metano, queimado para esquentar a água que aquece as casas no rigoroso inverno do norte.

O calor sai a 95ºC. A água quente passa por todas as casas para fazer o aquecimento e volta, em um circuito fechado, então chega de volta a 70°C. O que significa que é preciso menos energia para manter nesta temperatura sempre.

Na reforma da sede da fazenda coletiva dos tempos comunistas, o prefeito encheu os telhados de painéis que mesmo por lá, onde o sol é raro, transformam seu calor em energia elétrica.

Toda a energia produzida nesses painéis é jogada na rede de distribuição, que já chega a todas as casas da vila. No fim do mês, o que a prefeitura e a empresa de energia têm que fazer é sentar para fazer o acerto de contas. E a prefeitura só paga a diferença entre o que produziu e o que a vila gastou.

O prefeito se orgulha do que fez: “Esse tipo de energia sustentando uma comunidade pode ser um bom negócio para o Brasil”, diz ele, que convida: “Quem estiver interessado pode vir que mostramos o que fizemos aqui. Estamos de braços abertos!”.

AINDA HÁ TEMPO PARA A MUDANÇA EFETIVA!


Querendo, leia mais sobre alternativas energéticas: http://t.co/jImAZ8H


Alternativas Energéticas - Sustentabilidade - Lixo em Energia - Tecnologias Inovadoras
 


Energias Alternativas - Geração de Energia


15.julho.2011
http://t.co/jImAZ8H

Esta página traz vários links publicados neste blog sobre Fontes Energéticas Alternativas. Projetos, experimentos, implantações. Acompanhe. Página a ser atualizada a cada nova publicação.



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

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Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
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Porto Alegre - RS - Brasil

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Análises sísmicas são fundamentais em barragens, instalações nucleares e de exploração de petróleo, dizem especialistas da UFRJ


Terremoto em Minas Gerais, em 2007


Análises sísmicas são fundamentais em barragens, instalações nucleares e de exploração de petróleo, dizem especialistas da UFRJ

Por Marise Jalowitzki
28.abril.2011
http://t.co/iwzWJBZ

Por diversas vezes tenho enfatizado a necessidade de conhecer os estudos que, porventura, estejam acontecendo no Brasil sobre os impactos ambientais que mega projetos, como hidrelétricas, plataformas para extração de petróleo, estações navais e as terríveis usinas nulceares. Nós, como brasileiros, merecemos ter acesso às conclusões que chegam os especialistas, embora saibamos que, quando os interesses falam mais alto, muitas vezes, passa-se por cima dos efeitos colaterais danosos que tais projetos possam acarretar.

No caso dos deslizamentos advindos de chuvas, escutamos agora o Sistema de Alerta e Prevenção, que consiste em alguns megafones que soltam uma sirene aguda, afim de que a população saia de suas casas e se dirijam para lugares seguros.

Mas, e com relação aos grandes empreendimentos em que os governos tanto investem (e disputam entre si)? O que vem sendo feito? Quando publiquei, há poucos dias, sobre Angra II, que funciona há dez anos sem uma licença permanente de funcionamento, o fato causou estranheza a muitos. Também pudera! Uma energia assim perigosa deveria estar revestida de todos os estudos possíveis, em permanente revisão e atualização.

Com a ocorrência do maremoto/terremoto seguido de tsunami no Japão, em 11.março.2011, cresce o interesse, no Brasil, sobre a ocorrência de terremotos, maremotos e tremores em geral. E o que vem sendo feito pelos órgãos responsáveis para tentar minimizar os danos, na previsibilidade de alguma ocorrência.

Não adianta fechar olhos e ouvidos e tentar não comentar o assunto. Brasil está registrando vários tremores, principalmente no Nordeste. Precisamos conhecer e aprofundar informações.

Edson Farias Mello do Departamento de Geologia do Instituto de Geociências da UFRJ e Maria Cascão Ferreira de Almeida, do Departamento de Mecânica Aplicada e Estruturas da Escola Politécnica, ambos da UFRJ, enfatizam:

"Embora o Brasil se situe em região de baixa sismicidade (no meio da placa tectônica americana) a ocorrência de terremotos não pode ser desprezada nos projetos de engenharia, uma vez que tais eventos podem promover sérios danos estruturais, com conseqüências catastróficas, tanto do ponto de vista sócio-econômico como ambiental."

Por isso, ressaltam:
"Análises sísmicas são fundamentais para grandes projetos de engenharia, tais como barragens, instalações nucleares, centros petroquímicos e sistemas de exploração de petróleo."

Leia mais:
"As pessoas se perguntam se sismos ocorrem no Brasil. Sim, embora estejamos numa região intraplaca tectônica, com sismicidade menor que regiões em bordas de placas, sismos ocorrem no Brasil e em qualquer região do planeta.

Para ser notícia, entretanto, é preciso que causem algum efeito sobre as pessoas. Este foi o caso do sismo de magnitude 4.9 ocorrido em Minas Gerais, em dezembro de 2007, tendo sido o primeiro sismo brasileiro com vítima.

Sismo em Montes Claros - MG causou vítima

Embora existam outras fontes sísmicas, os sismos ocorrem, em geral, pela movimentação da crosta terrestre.
(...)
Existe, atualmente, uma crescente preocupação e uma conscientização internacional em relação à necessidade de se prevenir quanto à ocorrência de sismos em regiões intraplacas. Antigamente, os tremores que ocorriam nessas regiões não causavam muitos problemas pelo fato de as cidades serem menores, com densidades demográficas menores e sem prédios altos. Hoje, com as grandes estruturas, o ideal é a prevenção por meio de projetos de estruturas resistentes aos sismos.
 (...) 
O Brasil conta hoje com uma norma técnica para projeto de estruturas resistentes a sismos e temos desenvolvido, na UFRJ, pesquisas visando o estabelecimento de metodologias capazes de fornecer subsídios para a verificação da segurança de estruturas existentes e para a elaboração de futuros projetos com base em dados sísmicos brasileiros."


Fonte: Terremotos no Brasil? http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=190&codigo=4

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Leia também sobre a relação entre ocorrências de terremotos e extração petrolífera:
É minha convicção de que a ocorrência de sismos tem direta relação com escavações de petróleo (Veja link: http://t.co/998Dw63 ). Espero que, pelo menos, os órgãos competentes (incluindo a Petrobras), crie novas estações de monitoramento nas outras regiões da costa brasileira onde também estão sendo intensificadas as instalações das plataformas para exploração em águas profundas.

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Mais sobre Tremores de Terra no Brasil: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/11/tremores-de-terra-e-outros-eventos.html

Tremores de Terra continuam aumentando no Brasil


Tremores de Terra e outros eventos sísmicos e climáticos no Brasil

Por Marise Jalowitzki
04.novembro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/11/tremores-de-terra-e-outros-eventos.html

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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente




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Porto Alegre - RS - Brasil





sexta-feira, 8 de abril de 2011

Belo Monte sai de qualquer jeito

Governo não abre mão de Belo Monte, diz ministro

Belo Monte sai de qualquer jeito

http://t.co/2GS7Kyj

Governo não abre mão de Belo Monte, diz ministro
07 de abril de 2011 • 18h13 •  atualizado 18h17


O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse nesta quinta-feira que o governo não abre mão da construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Após se encontrar com cerca de 450 mulheres do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), o ministro ponderou que outras reivindicações do grupo poderão ser objeto de diálogo com o governo, mas não Belo Monte. "Belo Monte não vai ter como atender", disse o ministro, após o encontro que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff.





Entre as reivindicações do movimento, entregues á presidenta Dilma Rousseff, está a imediata suspensão da construção da usina. "Em relação à Belo Monte não dá para avançar, nós não vamos deixar de fazer (a usina)", disse o ministro. "Dá para fazer Belo Monte de um jeito ou de outro. O papel deles (dos movimento sociais) é cobrar da gente que seja da forma mais humana, mais respeitadora possível, levando em conta todos os direitos dos atingidos, das culturas tradicionais. Essa é a parte do diálogo que dá para a gente fazer", afirmou.





A construção da Usina Belo Monte é alvo de críticas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA). O organismo multilateral pediu a imediata suspensão do processo de licenciamento da usina.





O governo considerou descabida a posição da OEA, tomada em resposta a denúncias apresentadas por várias comunidades da Bacia do Rio Xingu, onde a hidrelétrica será construída. Em nota, o Itamaraty disse que as solicitações são"precipitadas e injustificáveis".





O ministro disse que o governo pretende estar mais presente nas mesas de negociações entre empresários, trabalhadores e comunidade e adotará uma agenda de reunião de dois em dois meses para cada canteiro de obras. "As negociações com eles não podem ser feitas somente pelas empresas. O governo precisa estar mais presente. Naturalmente, quando se trata de indenizações, quando se trata de realocações, o Estado tem que estar mais presente", disse o ministro.





O ministro também ponderou que as recentes revoltas em canteiros de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como os que ocorreram nas usinas Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, serviram para demonstrar que o governo precisa prestar mais atenção ao que pode se repetir em relação à Belo Monte. "O evento de Jirau e Santo Antônio está nos levando já a antecipar (o que pode ocorrer) em relação à Belo Monte, ter uma presença mais forte do Estado. É preciso antecipar cuidados com a saúde, com a segurança, com saneamento, para que o impacto da obra no local não seja tão pernicioso para as populações".





Belo Monte será a maior hidrelétrica totalmente brasileira, considerando que a Usina de Itaipu é binacional (em sociedade com o Paraguai), e a terceira maior do mundo. A usina terá capacidade instalada de 11,2 mil megawatts de potência e reservatório de 516 km quadrados. Até o momento, o empreendimento tem apenas uma licença parcial do Ibama para instalar o canteiro de obras.

Do Terra

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ambientalistas e ONG's são mais organizados do que pensamos - Belo Monte Não!

Belo Monte, Não!

Ambientalistas e ONG's são mais organizados do que pensamos

Por Marise Jalowitzki
06.abril.2011
http://t.co/YobNsv1

Após receber uma enxovalhada de ofensas aos índios, ambientalistas e ong's e disparates contra a ação da OEA em declarar a suspensão de Belo Monte ao governo brasileiro, um leitor anônimo escreveu:

"Os ambientalistas e as ONG's são mais organizados do que pensamos:
Em 08 de novembro de 2010, foram enviadas dez notificações extrajudiciais por organizações da sociedade civil, cobrando que bancos e fundos de investimento não financiem a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA).
A notificação foi enviada aos bancos Bradesco, Itaú Unibanco, BES Investimento, Santander, CEF, BASA, BNB, HSBC e Banco Votorantim, e aos fundos FNE /FNO.

Em setembro, as ONGs já haviam notificado o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Brasil.

O texto é assinado pela Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, e endossado por Greenpeace, Movimento Xingu Vivo para Sempre, International Rivers, Instituto Socioambiental (ISA), Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé e BankTrack, entre mais de 100 organizações e grupos.

Quem financiar a usina será responsabilizado solidariamente por todos os eventuais danos que a usina causar ao meio ambiente e a comunidade indigena, que eles não podem fazer é alegar num futuro processo judicial que não estavam cientes dos impactos.

Os indígenas, representando as comunidades, percorreram quatro cidades européias (Oslo, Genebra, Paris e Londres) com o objetivo de denunciar impactos econômicos, sociais e ambientais, bem como irregularidades que envolvem a construção de grandes barragens na Amazônia.

A viagem, idealizada pelas organizações International Rivers, Amazon Watch, Rainforest Foundation e Survival International, deu voz às lideranças indígenas Sheyla Juruna, de Altamira (PA) e Almir Suruí, de Rondônia.

Diga NÃO às hidrelétricas! Diga SIM às Energias Eólica e Solar!
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Leia mais sobre Belo Monte e a Causa Verde - Link: http://ning.it/gzWrbi
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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


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Porto Alegre - RS - Brasil





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Ruralistas x Ambientalistas - Novo Código Florestal

Uma das propostas do Novo Código Florestal é a de perdoar todas as multas por desmatamento ilegal até 2008!!

Ruralistas x Ambientalistas - Novo Código Florestal

Por Marise Jalowitzki
06.abril.2011
http://t.co/jRAIOXt

Ruralistas x Ambientalistas - Assim, não chegaremos a lugar nenhum. Temos de chegar a um entendimento, temos de chegar a um termo que possa contemplar ambas as partes, atender aos interesses comuns. Foram essas as conclusões a que chegou a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ao anunciar que é melhor dar mais um tempo e estudar um pouco mais do que aprovar "na marra" as emendas pretendidas por Rebelo e os simpatizantes da proposta para o Novo Código Florestal.

O maior argumento dos que defendem a necessidade de uma atualização do Código Florestal é a de que ele data de 1965, quando a metade da população brasileira habitava o campo, situação dramaticamente diferente nos dias atuais.

Mas, o que está por detrás da pressa desmesurada em aprovar a proposta de Rebello é o perdão das multas por desmatamento irregular para todos aqueles que acabaram com a floresta até 2008  - incluindo 27 legisladores - deputados federais e senadores (Veja link ao final).O "perdão" acaba com dívidas enormes de ruralistas infratores e esses, uma vez de "ficha limpa" podem obter novos empréstimos para aquisição de mais equipamentos para o agronegócio, aumento da pecuária e, consequentemente, ainda maior devastação da floresta.

São três as macro questões que fez milhares de ruralistas "sentar" em frente ao Planalto, vindos em ônibus fretados gratuitamente para a participação no evento. Todos organizados em cadeirinhas brancas, estavam unidos principalmente por:

1) perdão para aqueles que derrubaram ilegalmente até 2008

2) as pequenas propriedades não precisam mais resguardar a já mínima faixa de preservação florestal em suas terras

3) diminuição da faixa mínima de proteção do leito dos rios. Hoje a distância prevê 30 m - o projeto de Rebello prevê 15m. O que, certamente, aumentará incrivelmente a degradação. A erosão será crescente, levando para o fundo dos leitos dos rios a terra das margens, assoreando os leitos, o que diminui o espaço para acomodar a água. Com isso, as águas escorrem, ocupam uma superfície maior, o volume fica mais raso, aumentando a evaporação, causando maiores secas.

Mas o texto, neste item, é ainda mais criminoso. Em artigo sobre o que aconteceu no 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, Alan Dubner, ambientalista e colunista sócio-ambiental, relata que uma das conclusões relevantes do encontro, foi o de esclarecer a todos a importância de se ater ao texto. Diz Dubner:

"O resultado levado à plenária, entre as dezenas de itens resultantes, foi o de não deixar que reduzam a proteção das margens dos rios com uma vírgula, estrategicamente colocada no texto do código florestal. A proteção parece de 15 metros, mas depois da vírgula vem o “pelo leito menor do Rio” e segundo Mantovani, isso quer dizer que não teremos sequer sete metros de proteção nas margens dos rios. Quem não achar isso bem importante precisa se informar urgentemente."


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Aumenta o desafio dos que lutam pelo ecodesenvolvimento
Postado por: Antônio de Pádua Silva, Padinha
Transcrito de: http://www.movmarina.com.br/profiles/blogs/pressao-por-mudancas?xg_source=activity

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional está realizando hoje audiência pública para discutir o projeto do novo Código Florestal (PL 1876/99 e outros).
O presidente da comissão, deputado Gladson Cameli (PP-AC), sugeriu o debate segundo ele para obter esclarecimentos em especial sobre as propostas de anistia de multas e demais sanções pelo desmatamento ilegal realizado por pequenos proprietários rurais: “As normas ambientais do projeto de lei propiciam diversas interpretações, no que tange às penalidades aplicadas por parte dos órgãos competentes”, diz Cameli.

O deputado quer discutir, também, a situação dos proprietários rurais da região amazônica. Entre os convidados para o debate está o relator do projeto, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), claro.  

Os produtores rurais defendem a aprovação do substitutivo, entre outros motivos, para evitar a aplicação de multas previstas no Decreto 7.029/09, que dá prazo até 11 de junho para a regularização das reservas legais. A audiência está sendo realizada desde às 14 horas, no plenário 14.

Também foram convidados o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), a única esperança dos que estão ao lado do Desenvolvimento Sustentável no meio rural. Convidaram também o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de toda “tropa de choque” dos ruralistas, como Curt Trennepohl; a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO); o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre, Assuero Doca Veronez; o deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), que foi ministro da Agricultura no governo passado; e a presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Acre, Maria Sebastiana Oliveira de Miranda.
A agricultura ecológica e orgânica nem é discutida...
...Marina teria que ter sido convidada  para defender o ecodesennvolvimento também no meio rural
Que audiência é esta que exclui a Ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira?...

Criado para analisar o substitutivo de Aldo Rebelo também se reúne hoje um grupo de trabalho do setor. A pauta, discutir sugestões enviadas por entidades interessadas no tema. O coordenador do grupo é o deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO) e, como o PSDB fechou questão a favor das mudanças ruralistas no Código Florestal, resta neste caso também poucas expectativas positivas para técnicos ambientalistas e ecologistas que lutam para que não se enfraqueçam nem se neutralizem nas fazendas as leis de proteção de nossa última natureza.

Já a Frente Parlamentar da Agropecuária e a CNA promoveram uma manifestação tipo “chapa branca” em frente ao Congresso para pedir a aprovação do novo Código Florestal.

Cerca de 500 ônibus trouxeram “gratuitamente” milhares de produtores rurais a Brasília para a manifestação.

A PM fala em 10 mil manifestantes, os ruralistas em 20 mil, os que lutam pelo ecodesenvolvimento no meio rural se assustam diante do “rolo compressor” dos que planejam o sucesso dos negócios rurais, fomentado com muito agrotóxico e à custa das últimas reservas e dos recursos naturais do Brasil.

Só uma nova estrutura agrária, também do ponto-de-vista social, trabalhista,  nova cultura do uso da terra e das águas, o que também inclui a sustentabilidade no campo, uma nova gestão pública da produção agropecuária, com espaço maior para os produtos orgânicos, enfim, somente com um ecoplanejamento que possa garantir saúde para a população e vida para o futuro de nossa natureza, o  desenvolvimento de verdade chegará ao meio rural do país. O desafio é muito grande diante dos grandes interesses “desevolvimentistas” que se levantam nestes dias, um desenvolvimento a custo das maiores riquezas da Nação.

Melhor seria usar em vez de desenvolvimento a palavra "progresso" (entre aspas mesmo) que expressa mais esta velha realidade que se autodenomina "novo Código Florestal". E esta é a dimensão da nossa luta agora, vamos ter que crescer para superar este grande desafio. (Padinha)

Fontes:
www.camara.gov.br
       http://folhaverdenews.blogspot.com/

folha verde news disse...
O desafio diante de tantos interesses, coordenados pelos ruralistas no Congresso, o desafio é tão grande que o movimento ecológico, científico, de cidadania e o próprio PV cresceremos para poder enfrentar esta situação-limite entre os ecodesenvolvimento e o desenvolvimentismo rural a qualquer custo.
Querendo, leia: 
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/12/capim-e-floresta.html
http://ning.it/s8YaoN



CAPIM É FLORESTA?


Comércio de Carbono - Capim Miscanthus Gigante, desenvolvido em Illinois, é oferecido como solução de reflorestamento para obter créditos de carbono


E também:


http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/02/alem-da-sustentabilidade-uma-abordagem.html    


Além da sustentabilidade - uma abordagem mais radical

  

Sustentabilidade vai além do modelo atual de progresso e desenvolvimento, onde grupos competem entre si para continuar no topo das vendas e dos lucros 





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Leia mais sobre Belo Monte e a Causa Verde - Link: http://ning.it/gzWrbi
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Marise Jalowitzki
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Leia também:

- Porque um Grupo de Políticos quer Mudar o Código Florestal - Chega de impunidade!!!  - LINK: http://t.co/6fFGrIf

- Ambientalistas e ONG's são mais organizados do que pensamos - LINK: http://t.co/YobNsv1

-

Desmatamento é chaga difícil de aceitar!
 
O que é REDD, REDD+ e REDD++  Reduções de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal



Mais sobre Código Florestal, Desmatamento, Degradação, Preservação: LINK: http://ning.it/gzWrbi


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