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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Enxofre na Atmosfera - Bill Gates financia projeto para lançar o veneno como tentativa de diminuir o alardeado aquecimento global

Geoengenharia pretende jogar enxofre na atmosfera para diminuir aquecimento global - Bill Gates é um dos maiores financiadores - O maior risco é a morte marinha

O Ficer - sigla inglesa de Fundo para Pesquisa Inovadora em Clima e Energia - já recebeu de Gates quase US$ 5 milhões de dólares de Gates . Quase a metade desse dinheiro já foi usado para o projeto que prevê o uso do enxofre!

Solução ou catástrofe?
Bill Gates, defensor da Geoengenharia



Enxofre na Atmosfera - Bill Gates financia projeto para lançar o veneno como tentativa de diminuir o alardeado aquecimento global


Por Marise Jalowitzki
30.agosto.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/08/enxofre-na-atmosfera-bill-gates.html

Quem me acompanha neste blog tem conhecimento de QUANTAS postagens já coloquei sobre emissões tóxicas, sobre empestamento do ar e, mais especificamente, TAMBÉM sobre o ar tóxico que acomete a região onde vivo, em três a quatro madrugadas por semana! Quase sempre na 6ª feira, depois da uma da madrugada, ou mais, estendo-se, por vezes, até de manhã. Ano passado pensei ter encontrado a justificativa no vulcão Puyehue que andava meses em erupção, ou as queimadas. Em 2012, foi a suspeita de Candiota, ou o carvão de São Jerônimo. ou as queimadas, tanto do sul, sudeste ou centro oeste . Sempre o cheiro de enxofre, aeroportos fechados, nuvens encobrindo o sol pela manhã, ar seco, garganta arranhada, dor no peito, lábios e olhos inchados, cheiro horrível.

Agora, este cheiro horrível está nos planos da geoengenharia, para ser jogado em larga escala na estratosfera. Os cientistas planejam borrifar a atmosfera com milhões de toneladas de partículas de dióxido de enxofre, capazes de barrar parte da luz do Sol e resfriar o planeta. Um plano perigoso! De alto risco. E que vai ser posto em prática, primeiramente, em locais menos providos.


Bill Gates e a Geoengenharia - enxofre na atmosfera - Microsoft-Corp.-chairman - Foto Jornal inglês Guardian


Além de Bill Gates, da Microsoft, integram o grupo que defende [e financia] a geoengenharia, bilionários como o inglês Richard Branson (da Virgin Group, incluindo telefonia móvel), Murray Edwards (proprietário da Canadian Natural Resources - o homem mais rico do Canadá - areias betuminosas que poderão transformar-se em petróleo) e Niklas Zennström (sueco, proprietário do Atomic Group, co-fundador da Skype).


"Há muita coisa em jogo, e os cientistas que defendem a geoengenharia não são as melhores pessoas para lidar com as questões sociais, éticas ou políticas que a geoengenharia levanta", diz Doug Parr, cientista-chefe do Greenpeace. "A idéia de que um grupo auto-selecionado possa ter tanta influência é bizarro." (Guardian - UK - http://www.guardian.co.uk/environment/2012/feb/06/bill-gates-climate-scientists-geoengineering )


Que 'coisas' seriam essas? Alguém já se deu conta de que estamos falando em ENXOFRE, um veneno para as vias respiratórias? Intoxicação, chuva ácida, acidificação dos oceanos, pondo em risco muito da fauna e flora marinha, especialmente os corais. E, com as nuvens cobrindo o Sol, deixaríamos de receber a vitamina D que emana dos raios solares e que são uma fonte natural e necessária de manutenção da saúde. A chuva ácida também aumenta os níveis de alumínio na água e estaria diretamente ligada à incidência de problemas neurológicos, também o mal de Alzheimer.


ENXOFRE, DIÓXIDO DE ENXOFRE, ÁCIDO SULFÚRICO

Enxofre (SO2) é, originalmente, essencial para a vida, faz parte da melécula de proteína. Cerca de 140g de enxofre estão presentes no ser humano. Ele é encontrado em rochas sedimentares, nas rochas vulcânicas, no carvão, no gás natural.

Entretanto, ao alterar essa presença natural, através das emanações oriundas da queima de combustíveis fósseis para acionar usinas, veículos e fábricas, o enxofre deixa de ser um componente da vida para ser lançado [excessivamente] no ar. Esse enxofre sobe para a atmosfera na forma de gás chamado “dióxido de enxofre”, um grande poluente do ar. Quando o dióxido de enxofre se junta à umidade da atmosfera, forma o ácido sulfúrico (H2SO4), um dos principais componentes das chuvas ácidas.

"Atualmente existem enormes quantidades de fontes poluidoras, tornando as chuvas mais carregadas de ácido, dificultando ao meio ambiente anular seus efeitos. A chuva causa danos às folhas de espécies vegetais comprometendo a produção agrícola. Torna-se mais grave próxima às grandes concentrações industriais, atinge as florestas, os peixes e corroe edificações de pedra e concreto, inclusive metais expostos ao tempo que enferrujam mais rápido, como as pontes e edificações de aço." (PSFrancisco)



O que dizem autoridades, órgãos e entidades

A EPA - sigla em inglês para Agência de Proteção Ambiental também considera o enxofre um material particulado tóxico para a saúde humana e das demais espécies, especialmente a marinha.

"Impactos incluem um potencial dano à camada de ozônio, principalmente em regiões tropicais e subtropicais, ameaçando gravemente o abastecimento de alimentos de bilhões de pessoas", disse Pat Mooney, diretor executivo do Grupo canadense de proteção ambiental ETC.


Em 2010, a Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica declarou uma moratória sobre as experiências no mar e no espaço. A COP-10 A décima reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), aprovou decisão que inclui uma seção sobre o clima relacionado à geoengenharia e seus impactos. (http://www.cbd.int/climate/geoengineering/ )


A discussão é longa e as opiniões divergentes

Técnicas de geoengenharia solares são altamente controversas: enquanto alguns cientistas acreditam que podem ser uma maneira rápida e relativamente barata para diminuir o aquecimento global, outros temem que, quando conduzidas na atmosfera superior, poderiam alterar os padrões de chuva de forma irrevogável e interferir com o clima da Terra.

"Há claros conflitos de interesse entre muitas das pessoas envolvidas no debate", disse Diana Bronson, pesquisadora  do ETC com sede em Montreal.

"O que é realmente preocupante é que o mesmo grupo da geoengenharia que está trabalhando em tecnologias de alto risco no planeta, também está tentando projetar a discussão em torno de regras e regulamentos internacionais. Nós não podemos colocar a raposa para tomar conta do galinheiro".
Ken Caldeira, de Stanford, um dos responsáveis pelo projeto é acusado de ter muita influência, inclusive com os políticos. "Eu tenho muita influência? Eu sinto que tenho muito pouco. Eu tenho chamado a atenção para criar leis tornando as emissões de CO2 ilegais há muitos anos, mas ninguém está me ouvindo. Pessoas que discordam de mim podem dizer que eu tenho muita influência. A melhor maneira de reduzir a minha influência é destinar mais fundos públicos de investigação disponíveis. Se o governo federal fizesse o que deveria ser feito nesta área, não haveria necessidade de dinheiro de Gates." ( http://www.guardian.co.uk/environment/2012/feb/06/bill-gates-climate-scientists-geoengineering )
As previsões planejam um primeiro experimento em 2013 e o local escolhido seria Fort Sumner, no Novo México. O grupo da geoengenharia pretende lançar o sulfato de um balão a 80.000 pés.


 "Aviões envenenadores" já estão riscando o s céus há um bom tempo e não são as marcas usuais de aviões identificados, que se dissipam rapidamente


Espaço aéreo já está invadido por rastros químicos


Resta saber se mais esta agressão será legalmente permitida.
Na web SÃO MUITAS as referências aos chemtrails (trilhas químicas). Os órgãos oficiais 'negam' a existência de chemtrails, reconhecendo apenas os contrails (trilhas de condensação - nuvens muito finas que se formam por trás dos aviões em vôo) e os distrails (acumulações após um avião passar em meio a uma nuvem. Também, não consideram as pulverizações agrícolas, os assim chamados "aviões envenenadores". Independente do nome, o que não dá é fazer de conta que não se vê. QUEM NÃO PERCEBE, diariamente, AQUELES RISCOS NO CÉU QUE DEMORAM PARA SE DISSIPAR? Da janela de minha casa posso perceber rotineiramente e há milhares de pessoas que também já perceberam e comentam. Oficialmente, nenhuma autoridade vem confirmar ou desmentir.


Escolhi uma referência, só à guisa de transcrever o que você já sabe:

"O que são Chemtrails?

Chemtrails são rastros deixados por aviões sem identificação, e estes rastros quimicos vão se expandido e formando nuvens. 

Chemtrails também são grandes nuvens químicas dispersadas em grande altitude antes de anoitecer para que durante a noite cumpram com a finalidade de preencher as bolhas ionosféricas e assim evitar a perda de sinal das comunicações, a perda de centenas de milhares de dolares em satélites que colidem no espaço ou por outros defeitos que acabam por inutilizar equipamentos. 
(Lagoaviva)

Os chamados Chemtrails estão por toda a parte. Aqui, a foto enviada por um amigo virtual de Tupaciretã, no RS, mostrando a formação de nuvens após sucessivos voos



Eis o texto que a Folha (Jornal Folha de São Paulo) publicou:

27/02/2012 - 03h23

Bilionários investem em tecnologia para manipular clima da Terra

JOHN VIDAL
DO "GUARDIAN"

Um pequeno grupo de climatologistas, com o apoio financeiro de bilionários como Bill Gates, está fazendo lobby para que governos e órgãos internacionais apoiem experimentos para manipular o clima da Terra.

Os pesquisadores defendem métodos de geoengenharia (literalmente, "engenharia da Terra"), como borrifar a atmosfera com milhões de toneladas de partículas de dióxido de enxofre, capazes de barrar parte da luz do Sol e resfriar o planeta.

O argumento deles é que, com os riscos do aquecimento global e a dificuldade de reduzir a queima de combustíveis fósseis que o causa, é preciso um plano B se o mundo quiser evitar a mudança climática catastrófica.

É uma abordagem controversa. Outros cientistas e ambientalistas temem que, em vez de resolver o problema, a técnica acabe alterando padrões de chuva e causando mudanças climáticas ainda mais desagradáveis.

"Há muita coisa em jogo, e os cientistas que defendem a geoengenharia não são as melhores pessoas para lidar com as questões sociais e éticas que ela pode trazer à baila", diz Doug Parr, cientista-chefe do Greenpeace.

Editoria de arte/folhapress


SKYPE

Além de Bill Gates, outros milionários e bilionários, como o britânico Sir Richard Branson, da Virgin, e Niklas Zennström, cofundador do sistema de telefonia online Skype, ajudaram a financiar relatórios que avaliam o potencial de uso das tecnologias de geoengenharia.

David Keith, da Universidade Harvard, e Ken Caldeira, da Universidade Stanford, são os dois principais defensores do incremento das pesquisas sobre geoengenharia.

Por enquanto, receberam quase US$ 5 milhões de dólares de Gates para gerir o Ficer (sigla inglesa de Fundo para Pesquisa Inovadora em Clima e Energia).

Quase metade do dinheiro do Ficer, que vem dos fundos pessoais de Gates, foi usado para financiar as pesquisas de Keih e Caldeira. O resto está sendo distribuído para outros cientistas defensores de intervenções de larga escala no clima da Terra.
(...)

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1053697-bilionarios-investem-em-tecnologia-para-manipular-clima-da-terra.shtml
http://www.guardian.co.uk/environment/2012/feb/06/bill-gates-climate-scientists-geoengineering
http://www.water-pollution.org.uk / health.html
http://www.cbd.int/climate/geoengineering/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_do_enxofre
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-ciclos-biogeoquimicos/ciclo-do-enxofre.php
www.ucs.br
http://www.lagoaviva.org/index.php?pagina=25



Modificações no Clima - Temporal em
Porto Alegre em 23.outubro.2013 -
Foto Cristina Sturm da MetSul -

Distrails, Chemtrails, Contrails e Escurecimento Global
Por Marise Jalowitzki


Usina de Carvão Candiota III se propunha
a ser menos poluente. Ninguém acreditava!
 Com razão!

QUEM VAI PARAR AS USINAS DE CARVÃO DE CANDIOTA? SOCORRO!
Parte 1

Por Marise Jalowitzki
21.julho.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/07/quem-vai-parar-as-usinas-de-carvao-de.html



Porto Alegre anoiteceu assim aqui na
Zona Norte - Cinzas do Puyehue,
vulcão chileno, estão novamente
impondo presença


Vulcão Puyehue - Céu "Amarelo" em Porto Alegre

Por Marise Jalowitzki
25.novembro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/11/vulcao-puyehue-ceu-amarelo.html







Querendo, leia também:

Porto Alegre - Zona Norte - mais uma
madrugada tóxica



Porto Alegre tóxica

Por Marise Jalowitzki
27.junho.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/porto-alegre-toxica.html  










Estudo sueco comprova a relação dos
contaminantes no sangue e a
propensão ao entupimento de artérias

 
A Poluição como causa de ataques cardíacos

Por Marise Jalowitzki
19.outubro.2011
Link: http://ning.it/pkkTOZ







Vulcão Chaitén, no Chile - Fuligem e
Cheiro da Fumaça no RS 

Cheiro horrível - Queimadas ou Vulcão Chaitén? Chile - Fuligem pode chegar ao RS

Por Marise Jalowitzki
06.junho.2011

domingo, 22 de julho de 2012

CANDIOTA 3, A MAIS MODERNA USINA DE CARVÃO DO BRASIL, CONTINUA POLUINDO!!! Parte 2


Lago Ácido, tendo Aparados da Serra ao fundo - Poluição devido à exploração do Carvão mineral tem até mercúrio metálico!
Foto Tadeu S. Kane
“É um combustível do século XIV, para não falar até de antes. Você tem liberação de poluentes nocivos ao extremo: óxido de nitrogênio, enxofre, mercúrio metálico”, afirma o químico da UFRGS, Flávio Lewgoy.


Lembramos que a atividade carbonífera já levou o Uruguai a litigar com o Brasil, justamente em razão da poluição atmosférica provocada pela Usina de Candiota no país vizinho, entre elas a chamada chuva ácida.


CANDIOTA 3, a mais moderna usina de carvão do Brasil, CONTINUA POLUINDO!!!
Parte 2

Por Marise Jalowitzki
22.julho.2012
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/07/candiota-3-mais-moderna-usina-de-carvao.html

O Rio Grande do Sul concentra quase 80% do carvão mineral brasileiro e Candiota é a maior usina do Brasil..

Em 18 de julho a seguinte matéria foi veiculada no Jornal Local e, depois, transmitido no Jornal do Almoço da RBS (sucursal da rede Globo). Mostram e comentam somente sobre as cinzas, intensas e frequentes (não iria parar?), sem se ater a todos os efeitos danosos à saúde.

Cinza empesta Candiota
Divulgação em 19.julho.2012

Assista à reportagem:

http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/jornal-do-almoco/videos/t/edicoes/v/cinzas-da-usina-termeletrica-preocupa-moradores-de-candiota/2048420/




Também em 05.junho.2012 Candiota foi notícia -  http://g1.globo.com/jornal-nacional/videos/t/edicoes/v/usinas-termoeletricas-sao-um-dos-maiores-poluidores-do-planeta/1979629/

O que consta no video:


O Jornal Nacional exibiu, nesta semana, uma série de reportagens sobre a produção de energia elétrica e o tema desta terça-feira (5) é o carvão mineral.

Problema de metrópole nos carros, nos quintais. E a poluição já foi bem pior, dizem.

“A gente comeu cinza. Lavava com a mangueira para tirar toda a cinza. Mas agora não, graças a Deus está melhor. Mas vem cinza, ainda vem cinza”, conta a aposentada Eva Silveira.

A usina termelétrica movida a carvão mineral não está no local por acaso. O Rio Grande do Sul concentra quase 80% do carvão mineral brasileiro. Na maior mina do país, no município de Candiota, onde o minério é encontrado a dezenas de metros abaixo do nível do solo, ele está em uma camada de 2,5 metros a 3 metros de espessura.

O carvão produz cerca de 1,5% da energia elétrica do Brasil. Na China, são quase 80%. Esse combustível é a principal fonte de poluição nos Estados Unidos, onde gera 45% da energia.

“Neste momento, não há razão para utilizar o carvão, que ele é caro, poluente, causa o efeito estufa e, além disso, o carvão brasileiro é de baixa qualidade”, define o diretor do Instituto de Energia da USP, Ildo Sauer.

“É um combustível do século XIV, para não falar até de antes. Você tem liberação de poluentes nocivos ao extremo: óxido de nitrogênio, enxofre, mercúrio metálico”, afirma o químico da UFRS, Flávio Lewgoy.

Segundo as usinas, o impacto tem sido reduzido com investimentos em tecnologia. Chinesa, por exemplo, como a usada na terceira fase de Candiota.

“As novas usinas são muito mais eficientes. Consomem menos carvão para gerar a mesma energia. Temos condições de remover as cinzas geradas na combustão, temos condições de remover o dióxido de enxofre formado na combustão”, diz o gestor ambiental da Usina de Candiota, Francisco Makmillan Porto.

Mas para funcionar, a unidade nova depende das antigas, projetadas nos anos 60, e a reforma delas só estará pronta em 2014. Mesmo com todos os riscos ambientais, Candiota defende o carvão com unhas e dentes.

“É o nosso ganha pão aqui”, afirma uma moradora.

“O carvão não é mais aquela poluição de dez, 15, 20 anos atrás. A tecnologia já vem melhorando, a parte de mineração já tem uma regeneração que consegue recuperar os solos”, explica o presidente do Sindicato dos Mineradores, Vágner Lopes.

Segundo a empresa mineradora, não é exatamente isso.

“Não dá para dizer que vá se recuperar completamente, como antes. Tanto que nós chamamos de recuperação, não regeneração. Recuperar condições de novamente revegetar”, diz o empresário riograndense de mineração Edson Beltrame.

As áreas mineradas são recobertas com camadas de argila e de solo vegetal.

“Para ele ficar bom vai levar muito tempo. A gente não tem ideia desse tempo, certamente a vida de uma pessoa não é suficiente para dizer que o solo está bom”, pensa o professor da Universidade Federal de Pelotas, Eloy Antonio Pauletto.

E o custo disso...

“É muito caro, hoje a recuperação de algumas áreas já nos custam algo ao redor de três a quatro vezes o valor da terra”, contabiliza Beltrame.

Em áreas de exploração mais antiga, o estrago ambiental é ainda maior.

Na periferia de Criciúma, em Santa Catarina, uma vila com mais de 100 casas foi construída em cima de rejeitos de carvão. Para algumas famílias, sujeira no rosto não é o pior.

“Não, não, o calor é terrível. Nossa, no verão não dá para parar porque é tudo pirita. Sobe um vapor que derrete”, diz um morador.

Pirita é uma das substâncias tóxicas liberadas da terra, junto com o carvão. Há ainda metais pesados que contaminam cursos d´água. A estimativa é de cinco mil hectares de áreas degradadas na região.

“O nosso trabalho tem sido muito isso, de fiscalizar, para que uma atividade que já é potencialmente poluidora seja o menos possível, que ande dentro da lei e que faça o resgate desse passivo ambiental de mais de um século”, diz o procurador da República, Darlan Dias.

O futuro do carvão no Brasil passa por acordos internacionais, como os assinados na Cúpula do Clima de 2009, na Dinamarca.

“Compromissos que o Brasil colocou em lei, com relação à emissão de gases de efeito estufa, em Copenhague. Os compromissos que ele assumiu lá, ele vai manter. E dentro disso, você tendo alternativa renovável e limpa, você vai priorizando essas fontes”, afirma o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann


Para Candiota 3, os chineses entraram com o equipamento e o financiamento. O banco CDB (China Development Bank), o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) deles, entrou com o financiamento. E o Citic, que é uma espécie de Eletrobras chinesa, foi responsável pelos equipamentos e pela mão de obra que eles contrataram aqui.
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=45668

Candiota III, com capacidade de 350 MW, é a maior obra do PAC na região Sul. Apesar de toda a divulgação de que Candiota III 'iria mudar a imagem das usinas de carvão no Brasil", a usina continua empestando o ar do Rio Grande do Sul. Não é só dos arredores de Candiota, não! Vim morar neste bairro (Passo D'Areia, em Porto Alegre) em meados de 2009 e não tinha este cheiro horrível, não!!! Foi pouco mais de um ano após, coincidentemente com a inauguração de Candiota III que o inferno começou! Minhas queridas plantinhas no terraço estão quase sempre pretas, queimadas por ar e chuva ácidas, a maioria morre, somente as arvoretas mais fortes resistem. A saúde humana? Esta está alarmantemente avariada! Os sintomas, escrevi-os mais uma vez em um artigo anterior, que trata também de Candiota (Parte 1).

A Usina Termelétrica (UTE) Candiota III, dizem, tem um sistema de tratamento das cinzas e do enxofre liberados na queima do carvão que torna o processo menos poluente. Como assim? No início de 2011, quando a UTE entrou em funcionamento, Hermes Ceratti Marques, engenheiro e coordenador do projeto, afirmou que a poluição seria 'a menor' de todas as outras usinas existentes no Brasil. Não é o que acontece. Esta semana, quando seu nome foi veiculado novamente na mídia local, falou em 'transtornos' como se a coisa não fosse corriqueira.


"... a usina tem um sistema de tratamento das cinzas e do enxofre liberados na queima do carvão que dá mais eficiência na geração e torna o processo menos poluente e é a mais moderna usina brasileira movida a carvão. A planta foi equipada com dessulfurizadores, câmaras que, a partir de um reagente, retém o enxofre liberado na queima do carvão. Um sistema de filtros de alta performance captura as cinzas produzidas", afirma o engenheiro e coordenador do projeto de Candiota 3, Hermes Ceratti Marques.

Segundo Marques,os modelos anteriores eram capazes de reter até 99,4%. Em Candiota 3, é possível reter até 99,9% das cinzas.

Com a tecnologia aplicada na usina, as emissões de poluentes caem drasticamente. A quantidade de enxofre liberado é quase 80% menor que a das demais usinas brasileiras a carvão. A emissão de grandes quantidades de enxofre na atmosfera causa o efeito conhecido como chuva ácida, altamente prejudicial à agricultura e à saúde das pessoas e dos animais.

A UTE gaúcha aperfeiçoou também o processo de queima do carvão e, por causa disso, é mais eficiente. Para a produção de 1 megawatt por hora (MWh) são queimados cerca de 900 quilos (kg) de carvão. As duas plantas mais antigas instaladas em Candiota (município a 350 quilômetros de Porto Alegre), que queimam o mesmo tipo de carvão que a unidade 3, precisam de cerca de 1,15 mil kg para gerar a mesma energia. Segundo Ceratti, esse “custo menor na produção da energia se traduz em uma tarifa mais barata [para o consumidor]”. A usina tem ainda um processo de tratamento e reutilização da água usada no processo industrial, que também reduz o impacto no ambiente.

Candiota 3 foi construída pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), com 75% do investimento financiado pelo banco chinês de fomento China Development Bank (CDB). A obra está avaliada em R$ 1,3 bilhão. A CGTEE fez um contrato comercial com empresa chinesa Citic Group para o fornecimento da usina e, também, para a transferência de tecnologia e assistência técnica, que é originalmente ocidental, mas que a China já domina há duas décadas. Todos os equipamentos usados na usina também são chineses.

A previsão de pagamento do investimento é de 10 anos, praticamente o mesmo tempo das demais usinas termelétricas a carvão do país. 

Edição: Vinicius Doria

Para conhecer a história das usinas em Candiota:



Parte 1 
Usina de Carvão Candiota III se propunha a ser menos poluente. Ninguém acreditava! Com razão!


QUEM VAI PARAR AS USINAS DE CARVÃO DE CANDIOTA? SOCORRO!
Parte 1
21.julho.2012





Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nuvem - Partículas Vulcânicas - Perigos, Riscos e Efeitos dos gases sobre a população

Nuvem de cinza vulcânica se estende até a África

Nuvem - Partículas Vulcânicas - Perigos, Riscos e Efeitos dos gases sobre a população

10.junho.2011


"Muitas erupções vulcânicas são acompanhadas pela liberação de gases.

Por exemplo, o gás dióxido de enxofre (SO2) na atmosfera onde ele forma um aerossol vulcânico que pode ter consequências globais ou pode combinar com o vapor de água em baixas altitudes e formar aerossóis que podem provocar chuva ácida.

A erupção do vulcão Pinatubo (Filipinas) em 1991 liberou para a atmosfera 15 milhões de toneladas de SO2, que provocou o rebaixamento da temperatura global em 0,1 °C.

Os gases vulcânicos podem ter variados efeitos sobre a população, mas talvez o maior efeito é quando estes gases caem como aerossóis ácidos sobre plantações, vegetações e comunidades que se situam na direção dos ventos.

Liberação persistente de gases pode provocar asfixia por inalação local e asma mais regionalmente.

Chuva ácida também pode produzir doenças de pele. Todos esses fenômenos são devastadores para a vida selvagem e agro-pastoril durante o espaço de tempo da erupção e algumas vezes mais longos."

Para ler o artigo na íntegra:



Vulcão chileno continua ativo há 6 dias -
Partículas vulcânicas se espalham com o vento




Dióxido de Enxofre

"O dióxido de enxofre é um gás tóxico e corrosivo na presença de umidade, agindo principalmente no sistema respiratório, exercendo uma ação corrosiva e causando grande irritação. Sua inalação causa irritação da garganta, tosse, dificuldades respiratórias, constrição da caixa torácica, inflamação aguda do sistema respiratório e edema pulmonar. Sua presença no ar causa irritação nos olhos imediatamente."

Para ler na íntegra:
http://www.higieneocupacional.com.br/download/dioxido-gama.pdf

Inalação de Enxofre:

A inalação de enxofre pode provocar irritação das membranas das vias aéreas, com inflamação e secreção catarral da mucosa nasal, traqueo-bronquite, tosse com expectoração e dificuldade para respirar.

Em caso de irritação nos olhos, lavar com água (não quente), sem sabão.

Procurar o médico.

Para ler na íntegra:
http://www.oswaldocruz.br/download/fichas/Enxofre2003.pdf


Leia mais em:

Vulcão chileno -
Nuvem se aproxima de Porto Alegre -
visão de satélite


Vulcão chileno - Nuvem vulcânica chegando - Sensações físicas no Rio Grande do Sul

LINK: http://t.co/yDepD35



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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente



compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil