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quarta-feira, 3 de abril de 2013

HÚMUS LÍQUIDO - COMO TRANSFORMAR O CHORUME EM ADUBO


Aprenda a fazer o biofertilizante líquido

HÚMUS LÍQUIDO - COMO TRANSFORMAR O CHORUME EM ADUBO

Por Marise Jalowitzki
03.abril.2013
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2013/04/humus-liquido-como-transformar-o.html

Nos artigos mencionados ao final consta como realizar a compostagem orgânica, o que é muito legal, pois promove uma semeadura e colheita de alimentos sem agrotóxicos, o que é tudo de bom.

No biodecompositor feito de pneus usados, existe uma torneira na parte inferior (último pneu) que possibilita  deixar escoar o chorume (o líquido viscoso, percolado, de cor marrom escura, que se forma durante o processo de decomposição dos alimentos).Em biodecompositores ‘caseiros’, para utilização em apartamentos, podem ser usadas garrafas pet dispostas de ‘cabeça p’ra baixo’, permitindo que o chorume escorra pelo próprio bico original da garrafa. Pega-se a pet, corta-se a parte inferior, enche-se de cascas, cobre-se com um pano poroso para permitir a ventilação e impedir o acesso de insetos (como moscas) e deixa-se descansar por uns 3 meses. O chorume deve ser retirado quinzenalmente. O chorume precisa ser escoado a fim de permitir a formação do húmus seco, o adubo orgânico seco que é misturado, posteriormente, à terra, para energizar terrenos e plantas em vasos.

Aproveitando o chorume como adubo

O chorume orgânico também é adubo, só que em estado líquido. Para produzir este biofertilizante líquido é preciso
- recolher o chorume semanal ou quinzenalmente.
- misturar o chorume na proporção de 1 (uma) parte de biofertilizante para 5 (cinco) a 10 (dez) partes de água.
- agitar vigorosamente a mistura.
- deixar descansar durante dois ou três dias, agitando novamente a cada 24 horas, para que os nutrientes possam ser liberados para a água.
- coar com coador, tela ou tecidos de seda que retenha as partículas em suspensão. As eventuais partículas sólidas costumam ficar retidas no fundo do recipiente.
- para grandes áreas, que utilizam os gotejadores nas hortas, é aconselhável efetuar uma filtragem mais específica, para retirar as partículas mais finas, pois estas podem entupir os gotejadores. Para isso, poderão ser utilizados filtros de areia ou filtros de discos.

Segundo o pesquisador Gustavo Schiedeck, da Embrapa, o húmus líquido pode ser aplicado em grandes produções de hortaliças, via sistema de irrigação, através do Tuboventure, equipamento que mistura o fertilizante à água que será destinada à irrigação das plantas. Durante este processo, a entrada de água nos canos de irrigação é desviada até o Tuboventure, onde o húmus líquido será automaticamente misturado à água para posteriormente ser aplicado nas hortas através dos gotejadores.
http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI167850-18077,00-HUMUS+LIQUIDO+E+ALTERNATIVA+MAIS+ECOLOGICA+PARA+AGRICULTORES.html

Agora é só regar! Saúde e viço nos orgânicos.

E lembre-se: para produzir seu adubo, apenas alimentos orgânicos crus (cascas, folhas e restos de frutas e verduras in natura) devem ser armazenados para compostagem. Restos de cítricos (laranja, limão, abacaxi, bergamota (mixirica), somente em pequena quantidade, pois fermentam muito e liberam ácido em excesso.


hortinha regada com chorume misturado á água - húmus líquido


Para os demais modelos de composteiras, geralmente caixas retangulares, seguem as dicas do artigo publicado no site Morada da Floresta. Eles também possuem uma loja virtual e você pode adquirir a sua  composteiras com eles, que dão o passo a passo para obter também o húmus da minhoca. Entre em contato com eles: http://www.moradadafloresta.org.br/produtos-principal/composteiras-domesticas/432-manual-da-composteira-domestica

Aconselho ler o artigo na íntegra, pois há muitos macetes importantes.

MANUAL DA COMPOSTEIRA DOMÉSTICA

Com a Composteira Doméstica*, o que antes era chamado de ´´lixo orgânico`` transforma-se em matéria prima para a produção de adubo e fertilizante natural.
(...)

COMPOSTEIRA DOMÉSTICA

Morada da Floresta

MANUAL DE INSTRUÇÕES


Identificando sua Composteira Doméstica

A Composteira Doméstica da Morada da Floresta é composta por:

Duas caixas digestoras:
As caixas digestoras ficam posicionadas na parte superior do sistema.
Elas são furadas no fundo. posicionadas na parte superior do sistema.
Elas são furadas no fundo. Os furos possuem o tamanho suficiente para possibilitar a travessia das minhocas e o escoamento do excesso de líquido (chorume orgânico) para a caixa coletora.
As caixas digestoras são as moradas das minhocas.
São nelas onde serão colocados os resíduos orgânicos da sua cozinha a partir de agora.

Uma caixa coletora:

A caixa coletora fica na parte inferior do sistema. Ela não é furada no fundo e possui uma torneira afixada na extremidade inferior de uma das paredes da caixa. Sua função é coletar e armazenar o chorume orgânico (líquido que escorre dos resíduos orgânicos). O chorume orgânico é um biofertilizante líquido, ele deve ser diluído em água para ser utilizado como adubo na rega das plantas.

Torneira:

A torneira deve ser aberta semanalmente ou quinzenalmente para a retirada do biofertilizante líquido.

Tampa:

A tampa do kit possui pequenos furos que possibilita a entrada de ar na caixa superior e impede a entrada de insetos voadores. A tampa também regula a umidade do sistema, minimizando a manutenção referente à rega e controle da umidade.

Minhocas vermelhas californianas (Eisenia andrei):
As minhocas Eisenia andrei, popularmente conhecidas por vermelhas ou californianas são excelentes agentes decompositores. Elas são menores e aparentemente mais oleosas que as nossas minhocas nativas, comum em nossos jardins. Diferentemente das minhocas de jardim, as minhocas vermelhas possuem a capacidade de se alimentar dos resíduos orgânicos frescos. As minhocas que acompanham o Minhocário Doméstico da Morada da Floresta estão concentradas na caixa de cima.

Cama das minhocas:

Chamamos de cama das minhocas a mistura de terra preta, composto, húmus e serragem que forra o fundo das caixas digestoras. Nessa camada de substrato, as minhocas podem ser refugiar em casos de variações de temperatura devido à fermentação dos resíduos e caso haja algum desequilíbrio no ambiente interno da caixa.

8 informações importantes para o uso da Composteira Doméstica


1- Sua Composteira Doméstica deve ficar em um local arejado e sombreado. Por estarem fechadas, as caixas esquentam com facilidade quando expostas ao sol. O calor em excesso compromete o bem estar e a vida das minhocas. 

2- Inicialmente, coloque os resíduos orgânicos em cima do local onde as minhocas se encontram.
Para aproveitar melhor o espaço e otimizar as matérias secas, acomode os resíduos orgânicos sem espalhar pela caixa. SEMPRE CUBRA OS RESÍDUOS ORGÂNICOS COMPLETAMENTE com matérias secas (folhas, palhas, serragem, papel, papelão picado ou jornal como última opção). Esse procedimento evitará a insidência de larvas de mosca.
O melhor tipo de serragem para este fim são as serragens grossas, provenientes das plainadeiras e desempenadeiras. Atenção para não pegar serragem de madeiras tratadas (verniz, tinta, etc), nem de compensados, aglomerados e fórmicas, devido às colas e químicos presentes nesse tipo de material.

3- Os resíduos orgânicos devem ser colocados na caixa digestora que está em cima (caixa onde se encontram as minhocas). Recomendamos que cada caixa seja enchida em um tempo mínimo de 1 mês (para propiciar o tempo necessário para a compostagem acontecer). Quando a primeira caixa encher, coloque-a no meio do sistema, e suba a caixa que estava no meio para receber os próximos resíduos orgânicos. Esta caixa também deve ser preenchida em pelo menos 1 mês. Visto que a quantidade de minhocas neste momento ainda é reduzida, elas levarão mais tempo que o normal para digerir totalmente os resíduos orgânicos das primeiras caixas. Por esse motivo, é possível que nas primeiras colheitas de húmus, os resíduos não estejam totalmente transformados em húmus, porém, já passaram pelo período de fermentação e podem ser usado normalmente como adubo. Em poucos meses as minhocas se multiplicarão, povoarão as duas caixas digestoras e compostarão seus resíduos orgânicos normalmente.

4- A Composteira Doméstica da Morada da Floresta é dimensionada para compostar uma caixa de resíduos orgânicos por mês. Desta forma, evite encher a caixa em menos de um mês. Se você demorar mais de 1 mês para encher uma caixa digestora, melhor, mais tempo as minhocas terão para transformar seus resíduos em húmus.

5- Para as minhocas digerirem os resíduos orgânicos em menos tempo, pique-os ou triture-os antes de colocá-los nas caixas. Havendo alimentos nas caixas, as minhocas conseguem sobreviver até 3 meses sem a inserção de novos alimentos. Havendo necessidade de viajar por um período de até 3 meses, complete a caixas com alimentos frescos e viaje tranqüilo. Não se esqueça de deixar a composteira na sombra!

6- Para possibilitar a retirada do biofertilizante líquido (chorume orgânico) pela torneira, a composteira deve estar apoiada em algum suporte que eleve a altura da caixa inferior. Podem ser tijolos, madeira, algum degrau, 4 pedaços de cano PVC (75mm) em pé, etc. Para facilitar a retirada do líquido, sugerimos você colocar um pequeno calço no lado oposto da torneira (para isso a colocamos no canto da caixa). Recolha o biofertilizante líquido semanalmente ou quinzenalmente, dilua-o em água, na proporção de 1 parte de biofertilizante para 5 a 10 de água e regue suas plantas. Elas agradecerão!

7- Ás vezes acontece de algumas minhocas caírem na caixa do chorume e morrerem afogadas por não conseguirem voltar para a caixa do meio. Para evitar isso, é aconselhável coletar o biofertilizante líquido (chorume orgânico) semanalmente ou colocar um tijolo dentro da caixa do chorume encostado em uma das paredes. O tijolo oferecerá a aderência necessária para as minhocas conseguirem sair do líquido e subir para a caixa do meio.

8- Para a coleta do húmus após a troca das caixas: puxe o composto para um dos lados da caixa e coloque os próximos resíduos no lado vazio. Após alguns dias, as minhocas migrarão para o alimento fresco (ou para a caixa do meio), facilitando assim a retirada do húmus. Outra estratégia é colocar a caixa com o húmus aberta no sol e raspar o adubo aos poucos. Por causa intensidade da luz, as minhocas mergulharão no húmus facilitando a colheira do adubo que está na parte superior da caixa. Repita esse procedimento até a camada de abodo ficar com aproximadamente 7cm (ou com uma grande concentração de minhocas). Possívelmente o húmus estará um pouco úmido por estar recebendo o líquido da caixa de cima. Para que ele fique mais agradável ao tato para o plantio, deixe-o secar por alguns dias antes de usá-lo no plantio. Nas primeiras retiradas de húmus, sugerimos devolver as minhocas para a composteira para aumentar a população de minhocas.


O que PODE ser colocado na Composteira Doméstica

- frutas, legumes, verduras, grãos e sementes;
- saquinhos de chá, erva de chimarrão, borra de café e de cevada (com filtro);
- sobras de alimentos cozidos ou estragados (sem exageros) e cascas de ovos;
- palhas, folhas secas, serragem, gravetos, palitos de fósforo e dentais, podas de jardim;
- papel toalha, guardanapos de papel, papel de pão, papelão, embalagem de pizza e papel jornal.

O que NÃO PODE ser colocado na Composteira Doméstica
- carnes de qualquer espécie;
- casca de limão;
- laticínios, óleos, gorduras;
- papel higiênico usado;
- fezes de animais domésticos;
- frutas cítricas em grande quantidade (laranja, mexerica, abacaxi, etc);
- alimentos cozidos (em mais quantidade que os alimentos crus);
- temperos em grande quantidade.

Além das Composteiras Domésticas a Morada da Floresta desenvolve sistemas de compostagem para empresas, restaurantes, refeitórios, escolas, clubes, condomínios e hotéis.

OUTRA FÓRMULA PARA FAZER ADUBO LÍQUIDO, USANDO TAMBÉM FEZES DE ANIMAIS 

Aprenda a fazer adubo orgânico líquido

Você já ouviu falar em adubo orgânico líquido? Este adubo é comum em plantações, hortas e pomares. É algo totalmente sustentável, não degrada a natureza e ainda colabora para o fortalecimento e o cultivo de plantas e hortaliças. Ele pode ser preparado dentro de casa ou contratado por uma empresa especializada em cuidar de grandes terrenos com espaço próprio para cultivo.
Aprenda a produzir adubo orgânico líquido, que você poderá usar nas suas plantas acrescentando à água da rega. Para produzir o adubo você precisará de:
1- Esterco, palha ou folharada;
2- Um garrafão plástico de 20 litros;
3- Restos de verduras e cascas de frutas;
4- Papel toalha;
5- Restos de comidas, vísceras de frango ou peixe;
6- Água;
7- Prego ou faca;
8- Tampa de garrafa plástica;
9- Plástico grosso e flexível 20 x 20cm;
10- Mangueira para soro;
11- Garrafa plástica descartável com tampa.
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Agora o passo a passo:

1

Coloque uma camada de 15 cm de esterco, palha ou folharada no garrafão.

2

Acrescente uma camada similar de restos de verduras e cascas de frutas.

3

Complete a metade do volume total do garrafão com papel toalha, restos de comida, vísceras de frango ou peixe, etc.

4

Complete a outra metade do garrafão com água, de preferência da chuva. Deixe os últimos 2 ou 3 cm e o gargalo do garrafão vazios.

5

Esquente a ponta de uma faca ou de um prego e perfure a base do gargalo do garrafão. O orifício deve ter diâmetro suficiente para passar a mangueira de soro.

6

Faça outro orifício similar na tampa de uma garrafa plástica descartável (de refrigerante, água mineral, suco).

7

Coloque um pedaço de plástico flexível, mas resistente, sobre a boca do garrafão e prenda com a tampa. A fermentação da matéria orgânica produzirá gás metano e é importante que a tampa suporte a pressão.

8

Coloque uma das pontas da mangueira no orifício do garrafão e a outra no da garrafa pequena (sem tampa) que funcionará como escape do gás metano que será produzido.

9

Coloque o garrafão em algum lugar do jardim e, uma vez por semana, agite-o um pouco para ajudar a reação.

10

Depois de dois ou três meses (dependendo do clima), a matéria orgânica terá se transformado em um líquido escuro e sem cheiro.

11

Dilua 1 litro desse líquido em 10 litros de água e aplique-o nas plantas. Funcionará como um excelente adubo orgânico.
Importante: Se você tiver coelhos, hamsters ou galinhas em casa, acrescente as fezes e a urina deles à mistura!


Importante

  • Se você tiver coelhos, hamsters ou galinhas em casa, acrescente as fezes e a urina deles à mistura.
Fontes: Bemsimples e Mundo Verde
http://ambientalistasemrede.org/aprenda-a-fazer-o-adubo-organico-liquido/
Obs: Devido à fermentação, todas estas fórmulas liberam gás metano durante a decomposição dos ingredientes

Uma fórmula que elimina o cheiro ruim foi enviada por um leitor anônimo. Vale a pena conferir:
Uma outra forma de fazer é de forma aeróbica, utilizo os mesmos ingredientes, a base de húmus, torta de mamona ou algodão, farinha de osso, e restos orgânicos (cascas ovos, frutas e etc). Misturo tudo isso e faço um sachê dentro de uma fronha, amarro e coloco dentro de um balde com agua descansada sem cloro, com açúcar mascavado (pode-se utilizar melaço) e um borbulhador de aquário para oxigenar e fermentar a mistura. Dependendo da quantidade e temperatura pode variar o tempo de preparo, mas logo perde o cheiro ruim e fica um cheiro de terra úmida.

SAIBA COMO FAZER ADUBO EM PÓ, SEM EXALAR GÁS METANO, NEM CAUSAR DESCONFORTO COM VIZINHOS
"Devemos ser a mudança que desejamos ver no mundo."
Mahatma Gandhi

E MAIS:
Aprenda a fazer seu biodecompositor (inclusive o de pneus usados), utilize o "galinheiro móvel" como fonte alternativa na produção de adubo, conheça os perigos dos agrotóxicos nos alimentos e muito mais, na página de links sobre agroecologia.
Link: http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/03/sem-agrotoxicos-alimentacao.html 

Sem Agrotóxicos! Diga Sim à Vida!


SEM AGROTÓXICOS - ALIMENTAÇÃO - AGROECOLOGIA - Página de Links

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Nosso Galinheiro Móvel - adubo orgânico e saudades

Galinhas são levadas ao próprio local onde se quer colocar o adubo orgânico


"Nosso" Galinheiro Móvel - adubo orgânico e saudades

Por Marise Jalowitzki
31.agosto.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/08/nosso-galinheiro-movel-adubo-organico-e.html 

Dos meus 5 aos 11 anos moramos em uma casa  de madeira enorme, linda, com muitos canteiros de flores, uma horta lindíssima, que a mãe cuidava com primazia e um esforço que não sei de onde tirava. O resultado era maravilhoso e tenho gratas recordações de todas as árvores (ameixeiras, macieiras, pessegueiros, bergamotas - mexiricas, amoreira e tantas outras); lembro das plantas, legumes e verduras (batata doce, mandioca-aipim, couve, repolho roxo, cenouras, salsinhas, cebolinhas - com flores brancas maravilhosas) muita, muita coisa que enche o álbum das lembranças de cores e sabores. Delícia! 

Aí, deparei-me outro dia com uma imagem, aqui mesmo no face. Era um galinheiro-móvel igual ao que, em determinada ocasião, ajudamos a mãe a construir. Foi uma festa! Ripas de madeira, serrote, martelo, pregos, facão. Em um momento em que a mãe estava levando o material já pronto, deu um acidente terrível: nossa irmã menor (à época com 3 anos) pegou o facão e nós, em meio à euforia, não notamos! Ela também foi tentar aplainar uma das estacas e...tóim! cortou o dedo indicador da mão esquerda!!! Sangue pra todo lado, gritaria, o choro desesperado dela, a mãe vindo correndo ao encontro, nós sem saber o que fazer A metade da falangeta, junto com metade da unha, pendurada para baixo, pronta para cair! A mãe, incontinenti, pegou o pedaço do dedinho e voltou a grudar. Apertando, jogou água (naquela época pura, do poço) e logo amarrou com força. Todos os dias ela mudava o curativo. A parte afetada voltou a grudar e o dedo, mais de 4 décadas depois, está aí, perfeitinho, sem problemas de articulação, mas, é claro, o sinal da cicatriz aparece; a unha, parece duas, mesmo tamanho, mas em duas partes! 

Lembrei de tudo isso quando vi esta imagem que copiei e coloquei no alto deste artigo: era o "nosso" galinheiro móvel, onde levávamos algumas galinhas 'a passear' durante o dia e, puxando, ao final da tarde, tipo carrinho, as trazíamos de volta para dormir no galinheiro. Só que o nosso galinheiro móvel (nem o fixo) não tinha chão de madeira, para que as galinhas ciscassem à vontade, comendo os bichinhos e, ao mesmo tempo, misturassem seu cocô com a terra, adubando-a. Durante uma semana ou duas, sempre no mesmo lugar, até a mãe determinar um novo espaço, já que aquele estava devidamente adubado, remexido e os bichinhos já haviam servido de alimento às galinhas. Simples, efetivo e totalmente ecológico, como era há algumas décadas. Para nós, um divertimento puxar o carrinho!

Algumas pessoas conscientes estão retornando às origens, retomando velhos e eficazes hábitos, depois de toda essa louca e inconsequente correria pela tecnologia de ponta. Aqui mesmo, em tempos de Expointer, o governo anuncia a abertura de novas linhas de financiamentos para os agricultores comprar mais e mais maquinários.

Prefiro compartilhar esta imagem. Como dizia Raul Seixas: "Vi o fim chamando o princípio, pra poderem se encontrar!"

Feliz tarde de sol! Aqui está lindo!!!

Imagem Fonte: O Estado de São Paulo

Em 03.09.2012 - Com alegria, recebi a mensagem da Tânia Rabello, a jornalista responsável pela postagem no Estadão. Transcrevo nosso diálogo:


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Tânia Rabello Marise, sou jornalista do Estadão. Por uma feliz coincidência da vida fui eu quem resgatou esta ideia e publicou no infelizmente extinto Suplemento Agrícola do Estadão, do qual eu fui editora. Resgatamos a ideia, passamos para o pessoal da arte e está aí, a arte pronta e até hoje sendo compartilhada e útil! Boa lembrança você trouxe para mim também! Obrigada!
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Compromisso Consciente Querida Tânia Rabello! Que legal! Vou incluir teu comentário no artigo, lá no blog!!! ADOREI ver a matéria! PARABÉNS pelo resgate!!!



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Querendo, [re]ouça esta música-hino (video): EARTH SONG - autoria e interpretação de Michael Jackson:  http://www.youtube.com/watch?v=KuH8Z6uyfXs&feature=player_embedded

Leia mais sobre Agroecologia, neste blog:


SEM AGROTÓXICOS - ALIMENTAÇÃO - AGROECOLOGIA - Página de Links

http://compromissoconsciente.blogspot.com/2012/03/sem-agrotoxicos-alimentacao.html 


Sem Agrotóxicos! Diga Sim à Vida!





Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, Educadora, Ambientalista de coração
Coordenadora de Dinâmica de Grupos,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV-RJ,
International Speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil