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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

A última noite de um amigo

Lidando com a impotência (Foto: Marise Jalowitzki - Arquivo Pessoal)




Marise Jalowitzki

Mundo hipócrita que não quer falar dos fatos do jeito que são, sendo que cada cidadão enche sua cabeça com o que quiser, com este monte de filmes horríveis que estão sempre disponibilizados em qualquer canal. E geralmente tudo tão assustador e exacerbado - "Ah! Mas daí é ficção!". 

Hipocrisia! Como se não soubessem o quanto os filmes, as séries, as reportagens, as novelas influenciam as massas e são responsáveis por tantos fatos de igual teor que acontecem sempre, em todas as áreas. Pro Bem, como pro sofrimento. 

Mas, falar de fatos reais, de situações que realmente envolvem o sentimento e a problemática das relações humanas, o não saber fazer, e... Sabe-se lá o que é o certo, né? - isto considero libertador, esclarecedor, e, de quebra, pode ajudar a muitos.

Então, quero abordar isso hoje, nesta época sazonal de final do primeiro mês do ano.




Lembranças que chegam sem aviso

Quero dizer que, em pleno movimento de me aprontar para sair, agora de tarde, me vieram lembranças que a gente não sabe porque chegam assim sem aviso. Eu tenho anos de psicodrama, então, podem, sim, ser coisas do processamento cerebral, da gente mesmo; pode ser também ondas advindas da pessoa que já se foi, a energia prânica, dela, que veio se manifestar... sei lá, acho que nunca, nós, que estamos aqui, saberemos direito, nem poderemos afirmar cem por cem, o que é que acontece."

Mas, agora de tarde, nesta sexta-feira bem quente, recebi esta...esta solução, digamos assim: “Não, não tava na tua mão nada que pudesse frear o que estava por vir, tu foi sim, pró-ativa, tu te disponibilizou... e tu não conseguiu! Ponto. Como ele também não conseguiu".
Então, quero só dizer que... que é isso...! Né? Cada um faz aquilo que pode.
Este não é uma ponderação sobre ações e, sim, uma reflexão de aceitação.


Uma época de sombras

Estávamos nos meses finais do pós ditadura, o país se preparando para as Diretas, Já! - todos embalados por um sentimento de libertação, os brados ardorosos do Ulisses Guimarães. 

Eu chefiava uma seção de informação para faturamento, em uma empresa de economia mixta onde trabalhava. Havia muitos erros no preenchimento dos formulários, o que demandava mais tempo para processar (manualmente, com o auxílio de uma máquina contabilizadora). Também sabia que o clima organizacional daqueles trabalhadores era bem ruim, com punições e suspensões seguidas. Com humilhações públicas que eu mesma presenciara, sem que ninguém tomasse uma providência junto à gerência que, mais tarde, tive a certeza que era conivente com os maus tratos.

Resolvi que, pelo bem de meus funcinários e também por aqueles que trabalhavam na operacional, algo tinha de ser feito. Peguei a pasta com os documentos de normatização e instruções de preenchimento, levei o assunto para meu gestor direto e pedi autorização para, após o meu expediente, comparecer na área deles, no horário de intervalo deles, e lermos juntos os documentos básicos, tirando todas as dúvidas possíveis. Ele concordou e eu fui.

Foi assim que começou a minha trajetória, digamos, 'popular' entre a área operacional daquele grande centro de coleta e distribuição. Claro que a notícia logo se espalhou. E quando irrompeu um movimento nos centros de distribuição do centro e nos setores de telecomunicações (também no centro da capital), logo me instigaram a participar do movimento, representando-os. Primeiramente não quis ir, mas, depois, senti que este momento tinha de ser enfrentado e vivido.

Em outro post talvez me decida a abrir um tanto deste episódio tão significativo em minha vida, onde entrei 'meio no susto' e que foi uma experiência muito forte. 

Bem, só posso dizer que vivemos momentos muito densos, muito tensos naqueles meses. Todo o ambiente estava coagido, mil olhos, muita censura, muitas ameaças e insinuações. De todos os tipos.

Naquela noite, sem nenhum aviso, eu sozinha em casa (por sorte havia levado minha filha para dormir na casa da avó), apertou o interfone um amigo nem tão próximo, que eu conhecera só pelas reuniões e encontros. Vou chamá-lo aqui de Vinicius. Queria falar comigo. Disse que era importante.

Eu me preocupei um tanto em deixá-lo entrar. Uma, por eu estar sozinha, ser noite. Outra, pelo que os vizinhos iriam dizer... Sim, eu recebi umas duas vezes um grupo de colegas do movimento paredista para estudarmos ações, mas era um grupo. Todos entraram e saíram ao mesmo tempo.


As pressões no trabalho


Decidi que o deixaria entrar. Vinícius estava calmo, uma 'calmeza' quase apática, pensei que estivesse meio drogado. Sentou no sofá, eu em frente a ele, começou a falar das pressões que estava recebendo de seu chefe imediato, que todos sabíamos ser um ditador, um humilhador, um arrogante feroz (que vontade de escrever seu nome completo aqui!).

Eu escutava e intervinha, também, pedindo, o tempo todo, que ele mantivesse a calma e persistisse. Apontou para a sandália que estava usando, mostrando as várias e grandes bolhas que tinha nos pés. E que queria ter ido ao médico e o chefe não deixou, obrigando-o a usar o vulcabrás pesado que fazia parte do uniforme. Ele não conseguia andar tão rápido, pela dor das bolhas que estouravam e esfregavam, aumentando ainda mais as feridas. Havia recebido ameaça de demissão caso não conseguisse "deixar o serviço em dia". 

Pedi novamente que tivesse calma. Que, quando a turbulência era por demais, talvez fosse um sinal para ele sair deste emprego, ele, que era um rapaz muito bonito, boa compleição física, sorriso aberto, bom, poderia candidatar-se a modelo. Tantas outras coisas.


A traição da noiva


Ele ouvia, sorriso meio bobo, desesperançado. Quando resolveu falar de novo, apareceu a dor mais atroz: sua noiva havia desfeito o noivado, assim, sem mais nem menos, dizendo-se apaixonada por um conhecido de ambos, morador da janela em frente, no prédio vizinho ao que ele morava. E, pior: na noite anterior, ao chegar em casa, a janela do vizinho-ex-amigo estava escancarada e ele (vizinho) e a ex-noiva estavam fazendo sexo "às ganha!" (expressão nossa, da época, e que significa "furiosamente"). Ele disse que não queria mais voltar pra casa. Que não sabia o que estava sentindo ao certo. Que não tinha mais rumo.

Falei tanto, aconselhei o melhor que pude, oferece chazinho, coloquei minha mão em seu ombro. Tentei reforçar sua auto estima, comentei de meus momentos cruciais já vividos e do quanto, depois de um tempo, aquilo tudo se dissolve, ou, pelo menos, diminui de intensidade. Sugeri que não fosse ao trabalho no outro dia, que fosse ao médico, que avaliasse a possibilidade de sair do emprego. Dar um tempo. Talvez ir morar com a mãe por uns meses, ou na casa de alguém conhecido. Até melhorar.

Foi quando me disse que havia uma arma em sua mochila.
Eu tentei dissimular o mais que pude, pois aquilo mostrava o descontrole emocional em que ele estava. Temi por ele, temi por mim, pensei em minha filha, no quanto estava exposta. Sozinha. Em segundos chamei meu Anjo-da-Guarda (ou o nome que se quiser dar quando se invoca uma Força Extra) e procurei manter a calma.

Comentei o quanto ele deveria repensar sobre isto. Que agora ele estava sofrendo muito, e com toda a razão, pois o mundo estava ruindo e ele dentro, mas que era nestes momentos que a gente tem de manter a cabeça fria. Que ela não merecia, pelo que fez a ele, que agora ele tentasse revidar com violência pois, sim, poderia dar cabo da moça e do novo companheiro, mas - ponderei - "e a tua vida? Também vai estar destroçada, pois, ao invés de um futuro promissor, cadeia!" 


A última noite de um amigo


"Um novo amor sempre se encontra", ponderei. Um novo emprego, nas tuas condições, também! É uma idade de muitas possibilidades, usa a cabeça, meu amigo!" 

Ele estava titubeante. Continuava desorientado. Já estava ficando tarde. Pensei em convidá-lo para dormir em minha casa. Receei que ele tentasse sexo comigo, ou me apontasse a arma no meio da madrugada (que já estava adiantada). 

Não convidei para ficar. 

Ficamos em silêncio por um tempo.

Ele se levantou, devagarinho, silencioso. Pegou sua mochila, colocou em um dos ombros e foi se dirigindo à porta. Tenho de confessar que, internamente, eu estava meio aliviada. Pensei que havia conseguido dissuadi-lo a não matar a ex, nem o novo companheiro dela. 

Ele foi indo pelo longo corredor, devagar. Apertei sua mão, dei uma abraço. Pedi que mantivesse a calma. Que iria vê-lo no seu local de trabalho no outro dia pela manhã, apesar da proibição que eu havia recebido de 'não pisar mais lá'. Que ele era meu amigo. E que era importante tê-lo como amigo. 

Ele foi descendo as escadas, eu fiquei em cima, olhando. Ele parou, me olhou longamente, eu disse ainda: "Por mais que um amor, hoje, seja importante, há um outro esperando pra te conhecer. Por amor não se morre."

Desejei Felicidades e disse: "Até amanhã!" Ele só continuou com aquele sorrisinho bobo, desolado, triste. Entrei em minha casa. Agradeci à Força Divina por eu estar a salvo, por minha filha continuar a ter mãe, rezei muito, muito, por ele, para que tivesse Luz, para que sossegasse seu coração tão ferido.

No outro dia, mal cheguei à minha sala, veio um colega dele e avisou: "O Vinicius se matou! Um tiro na orelha!"

Chorei muito.

Sensação de impotência geral.


Seguindo em frente


Ainda hoje me machuca bastante todo este episódio. E tantos outros, vividos nesta minha longa vida. Queria que as coisas fossem diferentes. Mais amenas. Mais saudáveis. Mais alegres.

Este querido amigo não conseguiu ultrapassar os momentos difíceis daqueles tempos. Sim, poderia haver outros mais lá na frente (pois assim é a vida!), mas haveria tantos momentos felizes, também!!

Se estivesse ainda aqui, seria um homem já maduro (ele tinha creio que uns 5 anos a menos que eu, era seu primeiro emprego). 

E talvez, se ainda mantivéssemos contato, poderíamos sorrir, lembrando, e erguer um brinde à persistência dele, à resiliência, tão necessária, para enfrentar desafios e lutas, mesmo quando parece tudo terminar na próxima esquina. 

Não termina. E pode mudar pra melhor.

Fica a lembrança doída, pois sempre tem alguém que se importa.

Fica a tentativa de que mais pessoas façam o seu possível para ajudar o outro. Ainda que não consigam. Algumas vezes dá certo. E é assim, de tentativa em tentativa, que se vai conseguindo.

Fica a certeza de que viver vale a pena, que não se deve desistir, que o peso de hoje fica mais leve amanhã, que a auto estima p-r-e-c-i-s-a  ser aumentada e validada todos os dias.

Fica a certeza que sempre há quem nos ama! Sempre!








 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano.






sábado, 14 de setembro de 2019

Prevenção ao suicídio - Você acredita que o tratamento para depressão pode ser bem sucedido?

Carinho Salva, Atenção Alimenta, União Fortalece!

(Tela do artista indiano San Dhir)

Há duas premissas importantes a serem levadas em conta: "primeiro, sempre há uma saída e, segundo, tudo passa."

Marise Jalowitzki

A OMS (Organização Mundial de Saúde) divulga que pelo menos 30% da população mundial vai passar por algum momento de depressão ao longo da vida. Pessoalmente, creio que, pelo menos no Brasil, onde vivemos uma epidemia de ansiedade, este número seja bem maior!

Segundo levantamento do Ibope, 29% dos jovens entre 18 e 24 anos não acreditam no tratamento bem-sucedido da depressão. Entretanto, quando vários fatores são utilizados em conjunto, há grandes chances de cura, ou, pelo menos, uma significativa melhora, sim.

A maior busca é na qualidade de vida, que se resume no fato de estar em companhias que puxam pra cima, que valorizam, que aceitam uns aos outros, em clima de respeito e harmonia. Bem sabemos o quanto isso, por vezes, é difícil de obter. Requer vontade de todos os envolvidos.

Relacionamentos tóxicos, que sugam a energia emocional, tem a capacidade de dificultar sobremaneira o caminho de qualquer um, e minam as energias.

Como nem sempre é possível sair deste convívio agressivo é preciso encontrar jeitos de se energizar, de ficar mais forte para seguir adiante sem se machucar.

 Como se fortalecer?

Conjugar tratamento terapêutico, medicação adequada [o menos invasiva possíve], alimentação correta, sono de qualidade, tomar sol (ou o suplemento de Vit D) e praticar exercícios físicos, vai melhorar significativamente a vida de quem está passando por depressão. E, claro, procurar estar em convívio com pessoas que externam apreço e aceitação o mais possível.








Prevenir é sempre o ideal - e o necessário

Para Celso Lopes de Souza, psiquiatra, educador e fundador do Programa Semente, é possível prevenir os distúrbios psiquiátricos por meio da aprendizagem socioemocional, onde crianças e adolescentes aprendem na escola sobre empatia, resiliência, autoconhecimento e autocontrole, entre outros aspectos do relacionamento e convívio humano. 

“Há farta evidência científica de que a aprendizagem socioemocional é um fator de proteção para o surgimento de transtornos psiquiátricos", diz o psiquiatra. 

"No Programa Semente, nós oferecemos uma formação socioemocional do Ensino Infantil ao Ensino Médio, e quanto mais isso for exercitado, maiores as chances da diminuição de doenças como ansiedade e depressão.”

"Campanhas são muito importantes porque mostram que o suicídio e o pensamento suicida é algo humano. E nelas deve haver as mensagens de que, primeiro, sempre há uma saída e, segundo, tudo passa.” conclui.

Sono - A qualidade das informações diárias determina
a qualidade dos sonhos



Videos esclarecedores:

Falta de Serotonina e a Depressão - Dr. Cícero Coimba - (minuto 9): Vit D, Folatos e Magnésio - SAME   https://www.youtube.com/watch?v=gwlInVno9nc - entrevista com Dra. Gisela Savioli

Magnésio também no min 21 - https://www.youtube.com/watch?v=gwlInVno9nc



Prevenção ao suicídio - Intenções de quem se automutila, de quem fere a si mesmo, de quem se tira a vida










Marise Jalowitzki


Sempre que alguém volta-se a si mesmo, com o intuito de se machucar, de se ferir, está a evidenciar sua incapacidade de lidar com o meio, de enfrentar as situações conflitantes, de se sentir impotente para reagir. O sofrimento da impotência precisa se expandir e ele opta por se machucar como forma de obter alívio para aquilo que profundamente o desgosta.

Na primeira infância, crianças costumam gritar, ou chorar [ou ambos] quando se sentem impotentes, impedidas de fazer algo. Na querida pessoinha que se sente aprisionada, mas, desde cedo, mostra que não temo ímpeto de se rebelar contra quem a está submetendo, ela se volta contra si mesma, se automachuca, se automutila, seja batendo a cabeça contra a parede, se mordendo, batendo em si mesma, enquanto chora. Mais tarde o processo pode agravar-se e enveredar para cortes, que vão desde "riscos" até cortes profundos e de consequências bem graves, até o suicídio. 

Usualmente, a pessoa que se automutila não está querendo terminar sua própria vida; ela usa esse comportamento como uma maneira de aliviar a dor emocional, o desconforto de uma situação aflitiva (crises, brigas, incompatibilidades, acusações, negligências, exclusões, abusos). Aí, para aguentar o sofrimento, tipo uma válvula de escape, começa a se cortar nos braços, pernas, abdômen, coxas, etc. - por iniciativa própria ou até mesmo aconselhada por algum amigo (presencial ou virtual) que assegura o grande alívio que irá gerar depois dos cortes. 


As mutilações geralmente acontecem em áreas onde possam ficar ocultas dos pais ou mesmo de outros amigos e colegas na escola; áreas cobertas pelas roupas, o que faz com que o processo seja desconhecido pelos pais durante um longo tempo.

A adolescência e juventude caracterizam-se, historicamente, pela insurreição, pelo aborrecimento, pelo tédio, depressão, intenções de suicidalidade e até mesmo suicídio de fato. 

Usualmente, os pais, observando um comportamento mais arredio, no pior dos casos, se irritam, xingam, mandam fazer algo. Só agrava a situação, pois a sensação de ser mal querido(a), não aceito(a) só aumenta. E a revolta também. Consequentemente, a automutilação e as tentativas de suicídio. 

Também há os pais zelosos, que se sentem impotentes, que não sabem o que fazer, e levam, imediatamente, a um psiquiatra. Desculpem, mas se não acontecer uma terapia familiar, onde os diferentes componentes sejam ouvidos (ora isoladamente, ora todos reunidos), também, dificilmente, vai acontecer uma melhora em todo o ambiente. É preciso ir ao cerne da questão, ao que leva de fato ao comportamento que precisa de amparo e intervenção certeira.

Some-se a isso os grupos (presenciais ou virtuais) de incentivo a essas práticas e a aflitiva situação está criada, muitas vezes com resultados bastante tristes. E irreversíveis. O adolescente, os jovens e os jovens adultos são altamente influenciáveis e a opinião, ainda que devastadora, de pessoas que parecem entender o que eles sentem, possuem um poder capaz de conduzir a atos anteriormente impensáveis!

Medicação como única intervenção


uso de medicação costuma ser a primeira intervenção,
mas tem de ir ao cerne, senão, o quadro só tende a piorar
Caso a família opte pelo uso de psicotrópicos, que tenha conhecimento que muita coisa pode advir deste uso: nos primeiros tempos, pode ocorrer uma  melhora significativa, depois, com o uso prolongado, pode voltar ao que era e mesmo piorar bastante. 

Você tem ideia de quantas notícias ouviu, só neste ano, de pessoas com depressão, que faziam uso das drogas psiquiátricas (anfetaminas e antidepressivos) que acabaram se suicidando? Geralmente por enforcamento. Tristíssimo! E ainda tão pouco falado. E este alerta (do uso de medicamentos poder induzir ao suicídio) consta até mesmo na bula!!!

Muitas vezes, como saliento sempre, a questão também necessita de um ajuste alimentar, com a ingestão de nutrientes que aumentem o nível de serotonina (hormonio da satisfação, da alegria, da sensação de otimismo e mesmo felicidade). Tomar sol (ou suplementar a Vit D) e passeios ao ar livre costumam causar efeitos bem satisfatórios.

Informe-se!
Esteja atento!


Procure alternativas não invasivas!
Esteja presente!
Seja um presente!


Link deste texto: https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/09/suicidio-intencoes-de-quem-se.html






Suicídio e Automutilação podem ser reações ao uso de medicação tarja preta

Suicídio - é possível sair dessa!




Marise Jalowitzki

Amigos, com o coração mexido escrevo este artigo! Muito, muito importante que a sociedade comece a exigir pesquisas e informações mais detalhadas sobre o que está sendo receitado para crianças e jovens, corpos em formação, um aumento de consumo que chama a atenção em todo o mundo, tudo sob o rótulo de transtornos e suas comorbidades (comorbidade = presença simultânea de dois ou mais transtornos num mesmo período de tempo, durante um período de tempo ou ao longo da vida) .

Um dos fatos mais angustiantes é o número crescente de jovens que se auto mutilam. Já tive oportunidade de comentar sobre isso em outros fóruns. Basta digitar o termo auto mutilação, só no facebook, para ver quantas comunidades e páginas ali constam. Há alguns anos, o face anunciou que estava disponibilizando um portal para assistir os potencialmente suicidas. 


Sim, podemos destacar:

- os efeitos da vida moderna; 
- os lares desestruturados; 
- o excesso de tecnologia e seus influxos eletromagnéticos alterando a bioquímica de nossos organismos; 
- a crença de ter de consumir sempre mais e mais, gerando angústias; 
- vida sem perspectivas saudáveis e motivadoras para muitos jovens; 
- excesso de agrotóxicos nos alimentos, transgênicos e tudo o mais. 

Tudo procedente e influenciador.


Mas, agora, não apresento somente uma constatação triste, nem quero jogar tudo apenas como sendo uma escapatória juvenil frente aos problemas familiares e-ou sociais. Nem lançar tudo sobre um meio ambiente deteriorado. Quero falar também sobre a ingestão sistemática de psicotrópicos em corpos em desenvolvimento e suas consequências em longo prazo. Há alguns dias mais uma mãe entrou em contato, dizendo não saber o que fazer com sua filha de 14 anos, que está revoltada, se automutila, tentou se suicidar duas vezes, já pôs fogo no quarto de uma amiga, já bateu em colegas, considera-se um "lixo humano" (frase típica dos automutiladores). Todo o relato enquadrado em um desabafo: "culpa de uma filha revoltada", que deixa a mãe sem saber o que fazer. O casamento, em vias de rompimento definitivo (no momento em que ela contatou, o marido havia saído de casa). Era importante saber se a filha fazia uso de algum psicotrópico ou não, já que esses podem desencadear ideias suicidas. Depois de alguma relutância, a mãe informou: a filha usa ritalina há 8 anos!! E a mãe disse não ter ideia de que o perigo era tão grande! Coisa que o psiquiatra que trata da menina (filha do 1º casamento) nunca comentou com a mãe!!!


Ainda bem pouco se fala sobre automutilação em jovens. Usualmente era considerado como uma decorrência de um quadro depressivo sério. E menos ainda sobre ideias de suicidalidade ou a consecução do ato em si. As pessoas ainda têm medo, apesar dos assustadores índices, especialmente entre 15 e 19 anos.


Quando li pela primeira vez sobre a tristeza e revolta de pais norte americanos, dizendo "não imaginar" que havia este risco no uso do metilfenidato, dizer que não conheciam em detalhes os efeitos colaterais do tarja preta receitado para aumentar a concentração, considerei até descompromisso desses pais. Perguntava-me: Como pais americanos não se preocuparam com tarja preta administrado em seus filhos pequenos, durante um tempo tão longo? 


Algum tempo após, o mesmo passou a acontecer também aqui no Brasil. Muitos pais declaram haver lido a bula, "mas, sem a pílula, era pior!" Parece a esses pais que correr riscos que incluem a própria vida, faz parte! 


Trata-se de toda uma cultura de risco-perda que, paulatinamente, ganha mais adeptos. Só que são decisões que os pais estão tomando sobre seus filhos! Sobre o futuro deles!



Alertas



São relativamente poucos os médicos da medicina convencional (alopatia) que apontam para os riscos mais sérios que medicamentos controlados podem causar. 

Entretanto, todo um novo segmento de médicos verdadeiramente compromissados com a saúde integral, emitem alertas quanto ao uso continuado dos tarja preta.

"Psico estimulantes são receitados para crianças sem nenhum constrangimento e distribuídos como se fossem doces" é o que declara Fred Baughman em seu livro "TDAH A Fraude - Como a psiquiatria transforma crianças normais em pacientes".


Como os objetivos de "passar de ano" e "agradar os professores" geralmente são alcançados com o uso destas drogas psiquiátricas, os pais "sossegam" e acreditam que está tudo resolvido! À medida que acontecem novas perturbações (comorbidades), novos medicamentos pesados são receitados, como se fosse uma estrada sempre mais esburacada e os responsáveis mandando tapar os buracos na pista com algum piche e brita!! Remendos que duram pouco e tentam encobrir algo sempre maior...e pior!!

Os riscos de psicose, de se sentir perseguido, de ter ideias suicidas, de tentar o suicídio, constam nas bulas de medicamentos, especialmente as anfetaminas (onde pertencem Ritalina, Concerta, Venvanse) e os antidepressivos tricíclicos.


É preciso muito, muito monitoramento quando os pais se decidem a administrar tais medicaçõesem seus pequenos. Especialmente porque nada, ainda, em seu corpinho está plenamente maduro, plenamente formado. A imprevisibilidade é grande e os problemas advindos, por vezes, irreversíveis.


Informe-se!

E procure médicos das outras medicinas (MTC - Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Antroposófica, Homeopatia), que usam medicação não invasiva, sem os riscos dos efeitos colaterais tão danosos dos psicotrópicos.



Link deste post: https://compromissoconsciente.blogspot.com/2019/09/suicidio-e-automutilacao-podem-ser.html





sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Prevenção ao Suicídio – Fatores que vulnerabilizam






9 em cada 10 mortes por suicídio podem ser evitadas e a prevenção é fundamental, é o que declara a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Muita gente ainda evita o tema, ainda considerado tabu, apesar das estatísticas absurdamente crescentes!
Existe a crença de que falar sobre aumenta o número, o que não é verdade.  É imprescindível que, em momentos difíceis, as pessoas consigam pedir ajuda para familiares, amigos ou um médico. E que seja dada a devida atenção e não, simplesmente, aceitar uma prescrição de antidepressivo ou análogo.
Carinho, atenção, ombro amigo, melhora na dieta, sono de qualidade, tomar sol, ou, na falta deste, vitamina D, tudo ajuda! Só não vale é desistir!
É preciso romper este pacto de silêncio, informar-se, agir preventivamente!
Marise Jalowitzki