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terça-feira, 24 de julho de 2012

FORNECIMENTO DA USINA DE CARVÃO DE CANDIOTA 3 VAI PARA A CHINA - Parte 3

Candiota III - Menino produto da convivência com o enxofre, cinzas, mercúrio metálico, oriundo das usinas de carvão - Lembrando que, para cada UM  REAL gasto em prevenção, ECONOMIZAM-SE de TRÊS A SETE REAIS em SAÚDE - atendimentos médicos, hospitalares e medicamentos.


USINA DE CARVÃO DE CANDIOTA 3 FORNECE ENERGIA PARA A CHINA
Parte 3


Assim, fica fácil para a China diminuir seus índices de poluição! É sabido que aquele país tem no carvão sua maior fonte de energia. Diminui lá, aumenta AQUI?




Por Marise Jalowitzki
24.julho.2012
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/07/fornecimento-da-usina-de-carvao-de.html




Falou-se em menor poluição (99,9% de absorção dos gases tóxicos!!!), tecnologia de ponta que iria revolucionar a geração de energia pelo carvão no Brasil e a verdade aí está, inconteste!! Poluição, ar angustiantemente irrespirável.


Na UNICAMP, há pesquisadores brasileiros preocupados com a deterioração de esculturas de Budas, na China, devido ao dióxido sulfúrico emanado das minas de carvão chinesas. Preocupação válida, que, provavelmente, vai ficar apenas nas preocupações, pois os interesses econômicos chineses, sem dúvida, estão acima da preservação cultural e religiosa. Mas, e as pessoas? Os chineses? E aqui, os brasileiros, como estão 'se virando' ante o descaso das autoridades com a intoxicação diária a que estão sujeitos pelas usinas de Carvão em Candiota, no Rio Grande do Sul? E em São Jerônimo? Em Santa Catarina?


Sob a 'eterna' alegação de que o consumidor vai receber 'energia  mais barata', continua-se poluindo em níveis assustadores, sem que a notícia receba sequer repercussão nacional. Quando uma notícia vai ao ar, como na semana passada, são mencionadas apenas as CINZAS que 'sujam as casas', as roupas, o capô dos carros. Pronto. Esta é a notícia. E ponto.


Projeto estava parado por mais de 30 anos. Foi reativado no governo Lula e inaugurado no governo Dilma. Quem faz o controle dos impactos ambientais???




Quando foi instalada Candiota III (janeiro 2011) foi divulgado que Candiota I e II seriam desativadas e que a tecnologia de ponta iria revolucionar a extração de carvão. Até agora, os moradores do entorno, principalmente os desassistidos habitantes da Vila Operária, continuam convivendo com as cinzas e os gases tóxicos. Os gases liberados avançam por quilômetros, empestando de enxofre pulmões humanos e animais, alterando cultivos. Onde estão os dessulfurizadores prometidos? Como que este ar, PRATICAMENTE TODAS AS MADRUGADAS está assim tóxico? Por horas determinadas (sempre cambiantes) a temperatura aumenta, o ar fica seco e o cheiro, INALÁVEL!!! Entontece, revira o estômago! 


Dessulfurizador semi-seco - Candiota maior usina de extração de carvão mineral no Brasil,  prometeu instalar  o equipamento, que borrifa cal sobre o enxofre, ainda dentro das chaminés, para diminuir a agressão atmosférica. Ou não instalou, ou não está funcionando!




Dentro das notícias, muitas vezes nebulosas, destacam-se: Brasil comprou a tecnologia da China, que também enviou seus técnicos especializados, sua maquinaria e muito de seu pessoal. Em outras publicações, diz-se que os chineses 'ajudaram' a recuperar um maquinário depauperado que estava encalhado há trinta anos no Porto de Rio Grande, tornando-o no que é hoje Candiota III. O empréstimo de 80% veio também da China, pagável em 10 anos. E há uma parceria, acertada com a indústria chinesa, de fornecer energia para a China. COMO ACONTECE ISTO? 'Fornecimento' significa exportação de carvão?  ENERGIA QUE VAI PARA A CHINA? QUEM EXPLICA ISSO? QUEM DIVULGA ISSO? Assim, fica fácil para a China! Principal explorador de carvão mineral do mundo, com o COMPROMISSO em diminuir suas emissões tóxicas (lá, a principal fonte de energia advém do carvão!!!) Vem vender sua tecnologia 'de ponta' aqui, e tudo continua como antes, empestando o ar do Brasil que, acobertado por uma legislação fraca, praticamente nenhuma fiscalização sobre o setor e os ambientalistas com os olhos no desmatamento, fica tudo como está!!!


Cinzas. Danos à saúde, incluindo a dos moradores de Porto Alegre, Zona Norte, perto do Aeroporto, há mais de 300 km. Muitas, muitas madrugadas-quase-manhã são de nuvens amarelas, todas em mesma direção! QUAIS AS PROVIDÊNCIAS QUE AS AUTORIDADES ESTÃO TOMANDO? NENHUMA!!!


"A Usina Termelétrica de Candiota 3, inaugurada no início de 2011, foi construída pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), com quase 80% do investimento financiado pelo banco chinês de fomento China Development Bank (CDB). Em 2011, a obra foi avaliada em R$ 1,3 bilhão."


"A CGTEE fez um contrato comercial com a empresa chinesa Citic Group para o fornecimento da usina e, também, para a transferência de tecnologia e assistência técnica, que é originalmente ocidental, mas que a China já domina há duas décadas."


Todos os equipamentos usados na usina também são chineses.


"A previsão de pagamento do investimento é de 10 anos (2021), praticamente o mesmo tempo das demais usinas termelétricas a carvão no  país."






Preocupação na China!

Mais de 50 mil Budas esculpidos nas Grutas de Yungang, na China, estão sendo corroídos pela ação de pó e dióxido sulfúrico vindos das indústrias e minas de carvão da região. 
(...)

As indústrias e minas de carvão na China são altamente poluentes e de acordo com  Pedro Paulo Funari, arqueólogo e professor da Unicamp, dificilmente o governo chinês tomará atitudes que possam diminuir o ritmo dessas atividades para preservar os budas. 

Segundo ele, as minas de carvão são responsáveis por grande parte da geração de energia barata do país e absorvem a mão de obra desqualificada existente lá. Além disso, o patrimônio religioso é subordinado ao desenvolvimento econômico, e a prioridade é a melhoria de vida da população NAS QUESTÕES ENERGÉTICAS.

Com certeza, em Candiota não há 50 mil Budas, mas toda uma população que está sendo constantemente afetada. Venenos que atingem também outras regiões, incluindo a zona Norte de Porto Alegre, nas imediações do Aeroporto, a mais de 300 km de distância.

(A Bibliografia que compõe esta série consta na Parte 1)
Veja também os videos e demais artigos da Série sobre Candiota e extração do Carvão



http://www.compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/07/candiota-3-mais-moderna-usina-de-carvao.html 





Lago Ácido, tendo Aparados da Serra ao fundo - Poluição devido à exploração do Carvão mineral tem até mercúrio metálico!
Foto Tadeu S. Kane
“É um combustível do século XIV, para não falar até de antes. Você tem liberação de poluentes nocivos ao extremo: óxido de nitrogênio, enxofre, mercúrio metálico”, afirma o químico da UFRGS, Flávio Lewgoy.




Lembramos que a atividade carbonífera já levou o Uruguai a litigar com o Brasil, justamente em razão da poluição atmosférica provocada pela Usina de Candiota no país vizinho, entre elas a chamada chuva ácida.



CANDIOTA 3, a mais moderna usina de carvão do Brasil, CONTINUA POLUINDO!!!
Parte 2

Por Marise Jalowitzki
22.julho.2012
http://www.compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/07/candiota-3-mais-moderna-usina-de-carvao.html 



Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vilas de Câncer na China e Caetité, na Bahia

Rios e córregos poluídos na China se assemelham aos que também temos por aqui. Água está entre uma das maneiras mais importantes de disseminar o câncer - Agrotóxicos, metais pesados, urânio - Foto Fernanda Morena

Vilas de Câncer na China e Caetité, na Bahia

Por Marise Jalowitzki
30.maio.2012
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/05/vilas-de-cancer-na-china-e-caetite-na.html

Já estava na construção do artigo quando tomei conhecimento do desabafo de um amigo virtual:
"Boa noite com pesar hoje...
acabo de reçeber a noticia que a amiga q eu havia falado a vcs q estava com cançer lá no Rio d Janeiro...acabou de nos deixar...
creio em JEOVÀ e no seu filho CRISTO( isso é o q me consola)
e lamento vivermos em um PAIS tão RICO como o nosso mais q é "governado" por pessoas tão inescrupulosas q desviam verbas destindas a SAUDE PUBLICA,imaginando q morrerão impunes...
desculpem o desabafo.."


Respondi:

Meus pêsames, Amigo!! E pode ter certeza que teu desabafo foi muito bem acolhido, pois a situação em que o país vive é vergonhosa! Desviam-se verbas da saúde e, também, empestam-se o ar e a água, e os alimentos, contribuindo para a disseminação dessa doença terrível, que, a cada dia, faz mais vítimas! As mortes não podem ser em vão! Cabe a nós, que estamos aqui, continuar envidando esforços para que essa situação mude para melhor, pois nossos filhos e/ou netos aí estão! Abraços sinceros, extensivos aos familiares!

Os amigos estão indo embora...
Resolvi continuar escrevendo, ainda mais consciente da necessidade de mais e mais divulgação.

Preocupa-me, sim, saber que APENAS 33% dos brasileiros tem acesso à internet que, hoje, sem sombra de dúvida, propicia bem mais informação íntegra do que os noticiários e demais órgãos de divulgação, quase todos completamente comprometidos com os mega empresários e governos.

A esperança é que haja, dentre os internautas conscientes e responsáveis, educadores que levem as informações procedentes e reflexivas para o maior número de pessoas e que você, que, neste momento, está lendo estas linhas, assuma e exerça seu papel como disseminador de informações e conscientização.

Os venenos a que estamos sujeitos TODOS OS DIAS, seja por alimentos, ar ou água contaminados por partículas tóxicas (MP - material particulado), pesticidas e resíduos de toda espécie, fazem da população, especialmente a mais pobre, apenas um grande cinturão de doenças.

Segundo levantamentos científicos, há pelo menos uma década,  459 "vilas de câncer" são reconhecidas na China, sempre em lugares no entorno de grandes centrais de desenvolvimento. A doença aparece devido ao uso de água contaminada, alimentação com excesso de tóxicos e ar poluído.

A preocupação com o meio ambiente, durante MUITO tempo, foi inexistente naquele país - triste podium "disputado" ainda hoje com outros grandes centros poluidores, principalmente EUA.

China pode ser reconhecida como a "vilã das vilãs" entre as nações que desconsideram direitos humanos e ambientais. Paralelamente, também, é a nação que mais investe em energias renováveis. Poderia ser evidenciada como o "país da busca incontrolável de lucro imediato", embora outros países "julgadores" também façam coisas semelhantes. Em menor grau? Não saberia dizer. Se alguém tiver o resultado estatístico que leve em conta
- a área geográfica do país a ser pesquisado, 
- o quantitativo populacional e 
- o tempo da poluição/devastação 



- "progresso e desenvolvimento", quiçá teremos algumas surpresas. Mas, enquanto tais estatísticas (procedentes, idôneas - elas existem?) não aparecem, vamos fazer de conta que União Européia, EUA, França, Alemanha, ainda podem usar o cajado para bater sobre a cabeça de quem quer que seja.

Assim, vamos comentar sobre a "vilã-das-vilãs", a China e suas "Vilas de Câncer". Vamos esquecer as comunidades estadunidenses, a Europa, a Ucrânia... COMO esquecer até mesmo nossa Bahia e o temor diário com que os moradores de Caetité e sua mina de urânio vivem dia após dia. A jovem Edneusa Pereira dos Santos, estudante de Biologia da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), declara:
"O nível de câncer em Caetité é alto. Eu vejo isto todos os dias. Perdi meu pai há menos de um mês, meu tio morreu de câncer, minha prima morreu de câncer e a gente vai estudar dados não existe relação, os dados não são palpáveis, então, o que a gente faz? A gente espera a pessoa morrer de câncer pra depois dizer que é urânio?" (Veja video ao final desta página)

A estratégia de não promover pesquisas ou, se elas existem, não divulgá-las, faz parte da ocultação sistemática de informações que os manipuladores midiáticos (maniáticos...) insistem em cultuar. Apesar de TANTA informação, apesar da ampla possibilidade que a internet proporciona a 1/3 dos brasileiros (de usar a web), as informações são escassas, a abordagem da mídia chama a atenção para escândalos e falcatruas e  bobagens e o cidadão desavisado permanece alienado.

"O problema está no sistema de desenvolvimento - CRESCER PRIMEIRO, LIMPAR DEPOIS, criado pela Inglaterra há 300 anos - que protege as indústrias que atacam o meio ambiente", avalia Jonathan Watts, jornalista inglês e autor do livro Quando um Bilhão de Chineses Pulam (tradução livre). "O estrago na Inglaterra foi menor do que na China?" - pergunta o pesquisador. "A Inglaterra é tão pequena que seus impactos globais foram menores", ressalta Watts.


Greenpeace denuncia contaminação da água em Caetite, devido ao urânio



China divulga pesquisas relacionadas à saúde da população. E as do Brasil?

Temos, hoje, MAIS INFORMAÇÕES SOBRE OS PROBLEMAS DE CÂNCER NA CHINA DO QUE NO BRASIL!!! Os focos, reconhecidamente localizados em alguns pontos, como é o caso de Caetité, na Bahia, não recebem divulgação devida, o que acarreta, também, descaso e falta de providências efetivas para tentar minimizar os efeitos nefastos a que está sujeita a população.

Na China, nos últimos 30 anos, registros de mortes causadas por câncer de pulmão subiram 465%, tornando-se a doença que mais mata no país. Vinte e cinco por cento das mortes na China estão relacionadas ao câncer. Na zona rural, é a segunda maior causa de morte, depois de acidentes cardiovasculares, responsável por 21% das fatalidades. Nos campos, câncer de estômago, fígado, esôfago e cervical têm mais incidência do que nas cidades. Em 2007, uma em cada cinco pessoas falecia devido à doença - sendo o pulmão o órgão mais afetado. 

No Brasil, os casos de câncer são divulgados apenas quando se trata de uma pessoa de destaque (e isso é explorado à exaustão!). O índice de mortes não é divulgado, nem a causa. Mesmo quando acontece por intoxicação por venenos, o lobby das mega indústrias é tão forte que chega a entrar nos consultórios e postos de atendimento, pressionando os profissionais da saúde a mencionar outra causa mortis (denúncia já registrada em SP). 

Os comentários sobre a alta taxa de pessoas portadoras de câncer acontecem nos corredores de espera das centrais de saúde, seja no atendimento público ou privado. E dentro dos consultórios, onde os médicos são graves ao proferir:
"-É melhor investigar. É melhor não esperar! Hoje encontram-se casos de câncer cada vez mais, até em crianças, coisa que até a alguns anos atrás, nem se tinha registro."

Na China, como no Brasil, os segmentos sociais mais afetados são os das classes menos privilegiadas,   onde o atendimento demora mais para chegar e, quando o remédio é finalmente obtido, já não há mais tempo! Só que lá, tal massa populacional se restringe à zona rural. Aqui, com nosso "sistema de favelas", o urbano está igualmente afetado.

Como o texto é bastante longo, transcrevo neste blog alguns excertos. No transcorrer da leitura, o leitor irá reconhecer que a abordagem se encaixa quase perfeitamente à nossa realidade brasileira. Lá, ainda que não seja proibido, as estatísticas não recebem a devida divulgação. Aqui, nem sequer temos um levantamento por região, como esse (e, volto a dizer: SE TEMOS, não chega ao conhecimento do cidadão leigo, diretamente afetado).

PRECISAMOS DE MAIS INFORMAÇÃO E PROVIDÊNCIAS EFETIVAS!!! 
VÃO ASSUMIR QUE ESTÃO ADOECENDO A POPULAÇÃO DE FORMA PLANEJADA?

Querendo, leia o texto na íntegra:http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5398908-EI8143,00-Ideal+de+crescimento+do+sec+XIX+gera+vilas+de+cancer+na+China.html
Ideal de crescimento inglês do séc XIX foi utilizado pela China
09 de outubro de 2011  13h51

Fernanda Morena
Direto de Pequim


Estatísticas lançadas pelo governo mostram que o número de mortes causadas por câncer na China subiu rapidamente a partir das reformas econômicas lançadas em 1979. Em 1997, 18 anos depois, a economia chinesa atingia a maioridade e o câncer se tornava a maior causa de morte pela primeira vez na história do país.
(...)

"Vilas de câncer"

(...) Com o aumento de fábricas e pouco controle governamental sobre as políticas de proteção ambiental e vigilância sobre infrações, a malha fluvial é em geral o destino do lixo produzido pela produção. (...)

Os problemas evidenciados por políticas desiguais revelam maior incidência de vilas câncer nas áreas mais pobres. Isso porque as políticas ambientais tendem a defender zonas urbanas e mais desenvolvidas em detrimento da qualidade do acesso a recursos naturais pelos moradores de zonas rurais. Esses vilarejos são a morada de trabalhadores pobres, que ou vivem da terra e da colheita que abastece as zonas urbanas próximas, ou que viajam até a cidade para trabalhar nas indústrias. (...)







"Crescer primeiro, limpar depois"

A China tem mais "vilas de câncer" que outros países devido às metas de desenvolvimento, que seguem o modelo inglês do "crescer primeiro, limpar depois", e à fraca legislação de proteção do meio ambiente. Ainda incipientes, leis preveem a segurança do crescimento e da limpeza do ambiente em zonas urbanas e que usam as zonas rurais para desenvolvimento industrial sem aplicação ou manutenção das políticas ambientais. "A situação melhorou um pouco após 2004, mas ainda não é ideal. As políticas são fracamente reforçadas ao comprometer o desenvolvimento e o crescimento econômico do PIB", reflete o especialista em meio ambiente na China, Jonathan Watts.
(...) "Existe um esforço, mas ainda falta pensar no controle de metais pesados", acrescenta.

Diferença social entre moradores urbanos e rurais advém das mesmas políticas. Ao contrário de países ocidentais, onde os mais pobres não estão necessariamente na zona rural. A "democracia chinesa" exclui os moradores rurais do debate sobre a instalação de uma fábrica poluidora. "A China depende mais de instâncias administrativas do que meios legais para lidar com violações ambientais", ressalta Lee. 

Indústrias pagam multas pela poluição que causam, sem compromisso de diminuir emissões ou de lidar com seu lixo. "Como não há jurisprudência em casos de vítimas de câncer em tais vilas, dificilmente um moção civil contra a indústria gera resultados", explica.
(...)

Futuro?

O futuro das "vilas de câncer" não é consensualmente otimista. Desde que o fenômeno "esfriou" na mídia nacional, casos de "vilas de lixo atômico" e "vilas de aids" começaram a surgir.
(...)
Lee é ainda mais duvidoso em relação ao futuro: "Eu não só acho que as "vilas de câncer" não vão sumir, como acredito que aumentarão em número". O geólogo, que estuda o fenômeno das "vilas de câncer" há uma década, atenta para o fato de que metais pesados encontram-se no solo dos locais afetados e têm efeitos de longa duração. 
"É preciso:
mais controle na aplicação das regulamentações ambientais, 
um novo modelo de crescimento, 
menor diferença social entre ricos e pobres e o 
seguimento da política de desenvolvimento que dá preferência a zonas urbanas", cita o especialista Lee.

"A China, como a maioria dos países, calcula seu crescimento pelo PIB, sem levar em consideração o que o desenvolvimento faz para seus bens e recursos", aponta o jornalista Jonathan Watts, especialista em meio ambiente.

Ainda que a China esteja distante do topo do ranking da preocupação com os impactos humanos e ambientais, sua ascensão acontece mais rapidamente em comparação aos demais países, conforme o relatório de Indicadores de Desenvolvimento Mundial do Banco Mundial de 2011.

Modelo é o maior problema

(...)
Com a transformação do país na fábrica mundial, a China tornou-se também o alvo de críticas do Ocidente pela situação do planeta. "O meio ambiente da China é o meio ambiente do mundo - mas os problemas estão mais ligados ao NOSSO modelo econômico de consumo do que ao país", avalia Watts.

Para Watts, "a China não é o única culpada pela situação que vivemos. O que acontece na China tem mais impacto pelo tamanho do país, mas, na verdade, o maior problema é o sistema de consumo alimentado pelos países ricos".
(...)
Com dois terços da população rural ainda sem acesso à água encanada, diarreia e câncer do sistema digestivo comprometem 1,9% do PIB rural. Ainda assim, casos de diarreia na zona rural chinesa são menos volumosos que muitos outros países (inclusive os que têm água tratada), conforme o estudo.
(...) 
Em termos de poluição do ar, 58% da população urbana do país está exposta a partículas suspensas de até 10µg/m3 (PM10), percentual duas vezes superior à média norte-americana. Somente 1% da sociedade vive abaixo dos 40µg/m3.

Nas zonas urbanas, problemas causados pela poluição incluem redução da capacidade pulmonar, bronquite crônica, doenças cardiovasculares, hospitalizações, ausência em trabalho e escola. Problemas graves são ligados à exposição em longo prazo. As taxas são mais altas em adultos que crianças.
(...)

Por um PIB verde

Há oito anos, o economista chinês Niu Wenyuan conseguiu colocar a ideia do Índice de Qualidade do PIB, o PIB verde, no planejamento econômico de Pequim. A proposta foi, contudo, vetada por instâncias provinciais, visto que a conta do meio ambiente sobre o PIB local compromete a performance das províncias frente ao governo central. A proposta voltou às mesas de discussão na metade deste ano - mas ainda se mantém mais acadêmica do que legal.

"No papel, a China tem boas políticas de proteção ambiental e crescimento verde. O problema fica na implementação pelos governos locais", explica Watts. De acordo com análises realizadas por cientistas políticos, um crescimento abaixo dos 7% anual invariavelmente levaria o país à crise social, com desemprego e alta dos preços.
"A situação é tão grave que não há outra saída, em função da saúde e dos protestos dos chineses."
(...)
Para Watts, a situação da China é tão peculiar que é quase impossível julgar a situação ambiental do país e a evolução de sua economia sobre apenas bases históricas de comparação: "As crises econômicas revelam a alta de preços dos recursos. A China é tão gigantesca que se torna mais difícil ao país garantir recursos e limpar seu ambiente. Na verdade, a China terá de inventar um novo modelo de crescimento, pois nada é aplicável a um país do seu porte".

Links relacionados
Caetité tem água contaminada por urânio - http://www.farolcomunitario.com.br/meio_ambiente_000_0012.htm

http://www.youtube.com/watch?v=i2eFkWDkjyI





Querendo, leia mais:

 Não à Energia Nuclear!
Não às usinas nucleares!


BRASIL SEM ENERGIA NUCLEAR!!!


Por Marise Jalowitzki
10.novembro.2011
http://compromissoconsciente.blogspot.com/2011/11/brasil-sem-energia-nuclear.html




Leite materno contaminado por
agrotóxicos em Cuiabá

Leite Materno contaminado por agrotóxicos em Cuiabá!

Por Marise Jalowitzki
23.março.2011
Link: http://t.co/dx22I1k 




Agrotóxicos - O uso causa impotência masculina e infertilidade feminina

Agrotóxico - O símbolo da anti-saúde

Agrotóxicos - O senhor sabe que corre o risco de ficar impotente?



Caetité, na Bahia - População pede
 esclarecimentos sobre 90 ton de Urânio

As 90 toneladas de Urânio em Caetité, na Bahia - Como acontece o Ciclo do Urânio no Brasil?

Por Marise Jalowitzki
15.junho.2011
http://t.co/9NjLq0k



Caetité realiza audiência pública
sobre contaminação por lixo radioativo

AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR A CONTAMINAÇÃO POR LIXO RADIOATIVO EM CAETITÉ

15.junho.2011
http://t.co/wS7kNA4




Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente


Escritora, Educadora, Ambientalista,
Coordenadora de Dinâmica de Grupo,
Especialista em Desenvolvimento Humano,
Pós-graduação em RH pela FGV,
International Speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil 

domingo, 7 de agosto de 2011

"Vício em dívidas" e disputas políticas "míopes" - O que diz a China, maior credor dos EUA, sobre a crise

Enquanto cenas como essas fizerem parte de nossa realidade, só temos de nos envergonhar como seres humanos. Sistemas econômicos, falidos ou não, precisam ser revistos.  Somália, Brasil, EUA, China, todos os paises fazem parte do mesmo Planeta Terra.

"Vício em dívidas" e disputas políticas "míopes" - O que diz a China, maior credor dos EUA, sobre a crise

Por Marise Jalowitzki
07.agosto.2011
http://t.co/XycjhFq

Sem entender muito sobre economia, mas sentindo no bolso o vai e vem financeiro, como todo cidadão no mundo, dou-me o direito de externar minha opinião. Não é hora de tripudiar sobre ninguém. E, sim, de encontrar uma saída mais ampla, visionária e necessária.

Desejo, por demais, que todos os envolvidos em crise aprendam com elas.
Que pensem mais amplamente, que olhem mais para os lados, que pensem mais nos desprovidos.
Que tenham menos ganância.
Que pensem menos no lucro fácil e imediato.
Que sejam menos ressentidos, curtam menos sentimentos de vingança.
Exerçam mais a maravilhosa virtude do compartilhamento, do crescimento para todos.

Somália torna a receber manchetes por mais uma triste e trágica crise de fome. Minha filha tem hoje a idade que eu tinha quando os vendedores de transgênicos anunciavam que "agora a fome mundial seria erradicada". O que  mudou? Ficou pior!

Não considero que haja um governo efetivamente justo, que aja com lisura, que não se deixe levar pelos partidarismos na hora de decidir. Mas, quero ressaltar que, na COP-16, a China foi a única nação que aconselhou a todos os demais países a ingressarem num novo momento, de pensar - e produzir - mais para os pequenos. E aconselhou que se produzisse menos para os super ricos e sofisticados e se fabricassem mais produtos standart, como uma forma de obter um maior equilíbrio planetário.

Um economista disse: "O Brasil está tão, mas tão longe de pensar assim. Mas a China tem razão."



Fome de alguns, vergonha mundial!
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Da Reuters, no Terra



"Bons velhos dias" de empréstimos acabaram, diz China aos EUA06 de agosto de 2011 • 17h19 •  atualizado 17h32
A China criticou asperamente os Estados Unidos neste sábado e afirmou que os "bons velhos dias" de empréstimos acabaram, um dia depois que a nota de crédito da superpotência foi rebaixada.

A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu na sexta-feira a classificação de crédito de longo prazo dos norte-americanos de "AAA", a mais elevada, para "AA+", por causa da preocupação com os déficits orçamentários e o crescente peso da dívida do país.

A China, principal país credor dos EUA, afirmou que o governo norte-americano só deve culpar a si mesmo por sua situação e defendeu uma nova e estável moeda de reserva mundial.

"O governo dos EUA tem de compreender o fato doloroso de que os bons velhos dias quando poderia simplesmente tomar emprestado para sair das confusões que cria finalmente se acabaram", disse a agência estatal de notícias Xinhua, em um artigo opinativo.

Depois de uma semana em que US$ 2,5 trilhões evaporaram nos mercados mundiais, a decisão da S&P aprofundou o medo de uma recessão iminente nos EUA e da crise na zona do euro.

No artigo da Xinhua, a China criticou os EUA por seu "vício em dívidas" e disputas políticas "míopes." "A China, maior credor da única superpotência mundial, tem todo o direito agora de exigir que os EUA enfrentem seus problemas estruturais de débito e garantam a segurança dos ativos da China em dólar", disse.

O país asiático pediu que os EUA cortem os gastos militares e benefícios sociais. A agência de notícias estatal chinesa afirmou que novos rebaixamentos da nota de crédito irão provavelmente minar a recuperação econômica mundial e desencadear novas rodadas de turbulência financeira.

"Deveria ser criada uma supervisão internacional da emissão de dólares dos EUA. Uma nova, estável e segura moeda de reserva mundial poderia também ser uma opção para evitar uma catástrofe causada por um único país", disse a Xinhua.

Em Washington, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez um chamado aos parlamentares neste sábado para que, após a batalha da dívida, deixem de lado o partidarismo político. Ele afirmou que os políticos deveriam trabalhar para pôr a situação fiscal do país em ordem e redirecionar o foco para o estímulo da economia estagnada.

A S&P atribuiu em parte o rebaixamento ao impasse político em Washington, dizendo que a política está impedindo que os EUA enfrentem seus problemas do déficit orçamentário e da dívida.

Obama pediu que o Congresso apoie medidas de alívio fiscal à classe média, amplie benefícios aos desempregados e aprove acordos de comércio internacional adiados há muito tempo. "Ambos os partidos terão de trabalhar juntos em um grande plano para pôr as finanças de nossa nação em ordem", disse ele.


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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente





compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil

O mundo deve se reorientar e se livrar da ditadura do dólar


A mudança está nos corações e de como vemos a vida. Não nas moedas de troca. Novos modelos econômicos são imprescindíveis para que a miséria deixe de assombrar tantos milhões de pessoas.


Que o momento seja de unificação. Sei que é bem difícil de pensar nisso, quando os interesses ainda se mostram assim egoístas. Mas que é uma boa oportunidade, é. Pensar o novo. Querer o novo. Gerar o novo. Abrir brechas nas filosofias velhas de ver o mundo. Manifestar-se. Viver e Ser o novo mais justo, mais equânime.

Um novo mais solidário, mais sensível.


Foto: Somália e sua miséria crassa. Somália tem uma das piores  crises de fome da história. Unicef conclama a novos auxílios. Novos modelos econômicos são imprescindíveis para que a miséria deixe de assombrar tantos milhões de pessoas.
O mundo deve se reorientar e se livrar da ditadura do dólar

Por Marise Jalowitzki
06.agosto.2011
http://t.co/RmLYaz5

Desde pequena me pareceu estranho que a moeda de um único país fosse a bússola para um planeta inteiro. Mesmo sendo superpotência, era uma clara visão de subserviência de todos. Um foco mono, único que, invariavelmente, também implicava em usar amplamente, como se passaporte fosse, um idioma específico, copiar a cultura, o modo de pensar, o modo de vestir, influenciando canções, roteiros de filmes, modo de castigar e de louvar.

Quando apareceu o Euro (2002), não considerei como uma "saída" para o "império do dólar", pois Europa é um continente e, também, intentava contemplar apenas um segmento, uma fatia. Mas, parecia um ensaio para um olhar mais abrangente, uma moeda única que fosse a moeda que proporcionasse o entendimento a todas as nações envolvidas. Era, porém, APENAS, um novo segmento, sectarizado, fechado em si. Uma união parcial que parecia querer se contrapor ao império do dólar.

Agora, com a crise da superpotência (UE - União Europeia), toda a funcionalidade (chamada por muitos de modelo neoliberal) está em cheque. Espero que não se inicie uma nova fase, onde os pseudo-vencedores de hoje queiram tripudiar sobre quem usou o trono por séculos.

Até porque o modelo gerado, baseado no modo de vida preconizado pelos EUA de muito, muito, muito consumo, vem sendo utilizado e ovacionado por seguidores ferrenhos nos quatro cantos deste mundo redondo (redondo pode ter quatro cantos...).

Que o momento seja de unificação. Sei que é bem difícil de pensar nisso, quando os interesses ainda se mostram assim egoístas. Mas que é uma boa oportunidade, é. Pensar o novo. Querer o novo. Gerar o novo. Abrir brechas nas filosofias velhas de ver o mundo. Manifestar-se. Viver e Ser o novo mais justo, mais equânime.

Um novo mais solidário, mais sensível.

Há pouco tempo, quando vi chegar novamente às manchetes dos jornais a questão da Somália e sua histórica degradação, miséria e fome, não quis nem acreditar na hipocrisia do mundo moderno. Minha filha, que hoje já tem seus filhos adolescentes, se condoía comigo ao ver os corpos magrinhos das crianças, adultos e idosos totalmente subnutridos. Uma situação insustentável [paradoxo] sustentada há décadas, como mais uma disfarçada forma de sensibilizar os incautos. É sabido que erradicar a fome no mundo é possível, sim, e com bem menos esforço do que acreditam muitos. Três semanas sem produzir armamentos bélicos dá para suprir toda a fome do planeta por um ano!!!

Dólar (EUA) ou Euro (Europa, exceto Reino Unido), Amero ou Pacha (primeira proposta para o nome da moeda única dos países sul americanos), nada isso fará a diferença se as pessoas que ocupam os cargos governamentais e direcionam o modo de fazer e ser de bilhões de pessoas não mudar a sua ótica. Para isso, a mobilização pacífica de toda a população, de todos os países, se torna cada vez mais importante e necessária.


(Wikipedia)

“As regras financeiras devem permitir espaço para os desenvolvimentos nacionais e o mesmo deve acontecer com as regras sobre comércio e meio ambiente” (Samuel Pinheiro Magalhães, Alto Representante-Geral do Mercosul)

“A arquitetura de um processo de integração deve ser induzida por projetos nacionais e tudo deve começar com um dos atores, em geral o de maior peso, dispondo-se a fazer concessões. É a diplomacia que impulsiona a economia, e não o contrário. Ela constrói o ambiente que produz saldos comerciais e financeiros positivos no longo prazo, facilita a inserção de empresas e enraíza a interdependência econômica”. (Lassance)

A manifestação popular pode proporcionar revisão de ações e influenciar decisões para que sejam mais justas ( Foto Jean Jeremias)


AMIGOS, A MANIFESTAÇÃO DE NOSSA FORMA DE VER E SENTIR O MUNDO E NOSSOS SEMELHANTES, DE NOSSAS NECESSIDADES, NOSSOS ANSEIOS E VONTADES, DEVE SER UMA CONSTANTE PREMISSA!

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Também li:
Revista Desafios do Desenvolvimento - SBS, Quadra 01, Edifício BNDES, sala 1515 - Brasília - DF - Fone: (61) 3315-5334 - http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2575:catid=28&Itemid=23

Mais sobre Somália: http://cliohistoriablog.blogspot.com/2010/05/o-pior-inferno-do-mundo-somalia.html  

Foto da Libélula: Libélula Elaine - biólogo Jean Jeremias


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente





compromissoconsciente@gmail.com
Escritora, educadora, coordenadora em dinâmica de grupo, 
ambientalista de coração,
pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA

Porto Alegre - RS - Brasil