quinta-feira, 12 de março de 2015

Educar os Filhos sem bater é possível




Com a aprovação da "Lei da Palmada" mais e mais se discutem formas de educar sem bater nas crianças.




Por Luis Conceição Miguel
Publicado neste blog em 11.março.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/03/educar-os-filhos-sem-bater-e-possivel.html

Posso declarar confortavelmente que bater numa criança é errado e uma criança nunca, sob nenhuma circunstância, deve ser agredida. Vamos usar nossa inteligência e descobrir maneiras mais sensíveis para disciplinar. Você ficará surpreso pelos métodos que vai encontrar e o quanto eles são mais eficazes!

Nossa família pratica o judaísmo. JUDAISMO ENSINA NUNCA BATER NO FILHO. O 'P' da palavra Pai significava PARE. 

Falei sobre alguns comportamentos que os pais devem parar de usar se pretendem seguir carreira como bons pais. Neste artigo, gostaria de me concentrar na mensagem de PARAR de bater nos filhos. Antes que você faça objeções à minha mensagem e proteste, leia por favor, e pelo menos escute o outro lado do argumento. Creio que já ouvi todos os motivos pelos quais as pessoas dizem que é uma boa ideia bater nos filhos, mas continuo firme na minha crença, de que um pai deve PARAR de bater num filho.

Antes de prosseguir, estou mais do que familiarizado com a mensagem de Shlomo HaMelach em Mishlê (13:24), que aquele que bate com a vara, odeia o filho. Creio que há muitas maneiras de reconciliar esta mensagem com minha sugestão de jamais bater num filho.

Você já se perguntou por que as crianças pequenas usam meios físicos para conseguir o que querem quando estão brincando com um amigo? 

É possível que a criança de dois anos pense ser aceitável bater porque vê isso como algo que a mãe ou o pai fazem? 

Por favor, não responda que a criança entende a diferença entre um dos pais bater e a criança bater, pois isso está longe da verdade. 

Mesmo que seja apenas pelo objetivo de aprender como lidar com as coisas erradas, é uma boa ideia não usar o modelo da agressão. Creio que exatamente por este motivo, faz sentido banir a agressão.O único verdadeiro desafio para a posição de NUNCA bater num filho é o passuk em Mishlê citado acima. 

A resposta já foi abordada por muitos grandes educadores afirmando que esta é uma das raras exceções nas quais temos de dizer que nossos tempos mudaram e exigem uma mudança na maneira de criarmos os filhos. Eu ouvi pessoalmente esta resposta de Rav Shlomo Wolbe z’l, e sua posição contra pais baterem nos filhos está bem documentada. Rav Wolbe explicou que a palavra VARA não significa somente bastão, mas também pode significar um olhar rigoroso.

Rabi Shalom DovBer de Lubavicth (o Rebe Rashab) costumava dizer que "Assim como um judeu tem a obrigação de colocar tefilin todos os dias, igualmente importante é dedicar meia hora diária pensando sobre a maneira de educar nossos filhos corretamente."


Criamos nosso filho Miguel dentro da lei que nos foi dada, sem idolatria, mostrando a ele que, ao fazer suas escolhas, tinha de estar consciente do lado bom e o lado ruim delas.



A maneira mais eficiente de educar os filhos é pelo exemplo. Fazer acordos, celebrar e-ou recompensar sempre que a criança atinge as metas e responsabilizar quando quebra os acordos.


Também, é preciso elogiar, mostrar as falhas e apontar novos caminhos, métodos e modos de alcançar os objetivos traçados.


A diferença entre aqueles que amam e respeitam seus pais, e aqueles que estão sempre explicando os motivos justificáveis porque não o fazem, depende do enfoque. Alguns se concentram em tudo de bom que receberam, outros naquilo que acham que deveriam ter recebido.

Seus filhos aprenderão com você este enfoque. Quando a Vovó diz que está vindo para uma visita, você planeja com eles como fazer sua estadia confortável e alegre, ou discute com eles que presentes esperar quando Vovó vier?


Uma amiga disse certa vez: "Cuide de seus filhos, porque um dia eles escolherão um lar para você ficar." Pessoalmente, prefiro dizer dessa maneira: "Honre e ame seus pais incondicionalmente, porque um dia seus filhos usarão você como exemplo de como tratar os pais idosos."









Trabalha na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos,
pai de Miguel e esposo de Conceição.
Mora em São Luis, no Maranhão




Nota de Marise: Com satisfação li teu artigo, amigo Luis Conceiçao Miguel e, ao mesmo tempo, à medida que fui lendo, fui lembrando de uma mãe que, inbox, escreve enquanto chora... o filho foi agredido pelo pai, até sangrar pelo nariz...

Sim, algumas pessoas, ao ler teu artigo, logo vão pensar na questão da religião e as crenças de cada um. Peço aos amigos que leiam de forma isenta, sem preconceitos, pois o que está escrito é o melhor para o filho! 

Esta mamãe - a que me referi - mora no exterior e o marido, pai da criança, recebe orientações do seu guia religioso para que bata no filho! Quando a mãe se opõe, leva agressão também!!!.... Sugestão do guia religioso!!! E ela quer voltar ao seu país e reduto de sua família, mas se sente sem forças para reagir e não tem condições para voltar!! Tem medo de expor tudo à família e, ao se saber denunciado, as coisas ficarem ainda pior pra ela e seu filhote! Situação difícil. Aconselhei-a a pedir ajuda à Cruz Vermelha, expor sua situação e, caso necesário, informar-se se pode se refugiar com o filho e não voltar mais para a casa do marido.

Esta é uma situação limite. Há muitas outras situações, tão horríveis quanto esta que citei acima, ou ainda piores. Como a do pai que bateu tanto no filhote de 6 anos que o pequeno acabou morrendo! O motivo? Gostar de ajudar a mãe a cozinhar e se sentir feliz em colocar a saia da mãe... 

 O preconceito, a intolerância, o medo do julgamento dos outros está taco-a-taco com a violência. 

Assim, tudo que peço a tod@s amig@s: Usem o coração, ouçam o coração, acessem a Bondade. 
Amem seus filhos!! 
Gratidão!!




Nem bater, nem insultar!
" Insultar seus filhos, chamando-os de preguiçosos, não bons o suficiente, vagabundos sem valor, pode cortar o coração. Examine-se e veja se você está usando nomes insultuosos quando você repreende seus filhos. Se assim for, pare com isso! Os nomes que os chama machucam muito mais do que você pode perceber. Não irá inspirá-los a serem melhores. Se acha que vai adiantar alguma coisa, vai ter o efeito oposto. "


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