terça-feira, 26 de abril de 2011

De um lado, ONU acusa Brasil de desalojar pessoas à força por Copa e Olimpíada - De outro, Dilma se irrita com atraso em SP

Copa do Mundo e Olimpíadas - ONU intervém a favor da população desalojada para obras

De um lado, ONU acusa Brasil de desalojar pessoas à força por Copa e Olimpíada - De outro, Dilma se irrita com atraso em SP

Por Marise Jalowitzki
26.abril.2011
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O caso não é só para irritação! É preciso rever os projetos, negociar, acertar condições. Além da visão para o mundo, estão em jogo valores financeiros de monta mas, acima de tudo, condições de vida de pessoas que, simplesmente, estão sendo "removidas" para novas áreas, sem que se lhes tenha dado, minimamente, condições dignas asseguradas.

A supervalorização das áreas que estão sendo evacuadas para receber as obras não condiz com o que recebe a população desalojada.

Esperamos que a sensibilidade de nossa presidente se ponha em evidência, pois o "jeito de ser" de muitos legisladores é sobejamente conhecido. "Cumpra-se a qualquer custo" TEM DE SER COISA DO PASSADO!


 . Foto: Eduardo Lopes/Especial para Terra Projeto Água Espraiada, feito pela Prefeitura de São Paulo, é criticado pela ONU
Foto: Eduardo Lopes/Especial para Terra

A relatora especial da ONU para a Moradia Adequada, Raquel Rolnik, acusou nesta terça-feira as autoridades de várias cidades-sede da Copa do Mundo e do Rio de Janeiro, que receberá a Olimpíada de 2016, de praticar desalojamentos e deslocamentos forçados que poderiam constituir violações dos direitos humanos.
 
"Estou particularmente preocupada com o que parece ser um padrão de atuação, de falta de transparência e de consulta, de falta de diálogo, de falta de negociação justa e de participação das comunidades afetadas em processos de desalojamentos executados ou planejados em conexão com a Copa e os Jogos Olímpicos", avaliou.
 
Raquel destacou que os casos denunciados se produziram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fortaleza.
 
A relatora explicou que já foram feitos múltiplos despejos de inquilinos sem que se tenha dado às famílias tempo para propor e discutir alternativas.
 
"Foi dada insuficiente atenção ao acesso às infraestruturas, serviços e meios de subsistência nos lugares onde essas pessoas foram realojadas", afirmou Raquel.
 
"Também estou muito preocupada com a pouca compensação oferecida às comunidades afetadas, o que é ainda mais grave dado o aumento do valor dos terrenos nos lugares onde se construirá para estes eventos", acrescentou a relatora.
 
Raquel citou vários exemplos, como o de São Paulo, onde "milhares de famílias já foram evacuadas por conta do projeto conhecido como 'Água Espraiada', onde outras 10 mil estão enfrentando o mesmo destino".
 
"Com a atual falta de diálogo, negociação e participação genuína na elaboração e implementação dos projetos para a Copa e as Olimpíadas, as autoridades de todos os níveis deveriam parar os desalojamentos planejados até que o diálogo e a negociação possam ser assegurados".
 
Além disso, a relatora solicitou ao Governo Federal que adote um "Plano de Legado" para garantir que os eventos esportivos tenham um impacto social e ambiental positivo e que sejam evitadas as violações dos direitos humanos, incluindo o direito a um alojamento digno.

"Isto é um requerimento fundamental para garantir que estes dois megaeventos promovam o respeito pelos direitos humanos e deixam um legado positivo no Brasil", finalizou.

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Após reuniões realizadas na última segunda-feira, em Brasília, a presidente Dilma Rousseff teria demonstrado muita preocupação e irritação ao saber que as obras do estádio de São Paulo, localizado no bairro de Itaquera e que deverá sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014, não serão iniciadas em abril.
 
Segundo informações publicadas nesta terça no jornal Estado de S. Paulo, Dilma ficou "inconformada" com o atraso da construção do novo estádio, que será gerido pelo Corinthians, prometidas pelo prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin.

Outro fato que preocupou Dilma foi que as atitudes acordadas para a construção e remodelação dos aeroportos do país não foram realizadas. Com esse cenário, a presidente convocou mais reuniões sobre os assuntos para esta sexta. Porém, ela adiantou o desejo de ver os aeroportos prontos em 2013, não em 2014. Além disso, haverá a reunião com prefeitos e governadores ligados às cidades-sede brasileiras para o Mundial de 2014 no final de maio.
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Fonte: Terra

Eita, Brasil!!!
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Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente




Escritora, pós-graduação em RH pela FGV,
international speaker pelo IFTDO-EUA
Porto Alegre - RS - Brasil





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