domingo, 30 de janeiro de 2011

Davos - A quem pedir conscientização e ação? Certo está Bill Gates


São Paulo - Divisão demarca diferenças sociais


Por Marise Jalowitzki
30.janeiro.2011

Líderes discutem em Davos sobre a necessidade de gerar Sustentabilidade (Desenvolvimento + Energias Renováveis).

A quem pedir a mudança? Quem deve arcar com o ônus da poluição e da degradação ambiental? Certo está Bill Gates, ao pronunciar-se em Davos sobre Aquecimento Global e Emissão Tóxica na atmosfera.

O filantropo e ex-chefe executivo da Microsoft, Bill Gates, intercedeu no debate pelos menos favorecidos, ao citar a campanha de economia de energia. "Não podemos impor uma redução de 90% de CO2 para um senhor na Índia que utiliza apenas duas velas, para que ele utilize só uma e que reduza a quantidade de alimentos que ingere".


Em Davos, Bill Gates pede que se peça aos mais providos uma maior cota de responsabilidade

Isso, de pedir sempre do menos provido, é o que acontece todos os anos com a população brasileira:
- Banho no chuveiro de, no máximo, 08 minutos
- Economizar água sempre. Nenhum pinguinho caindo da torneira. Fazer xixi sob o chuveiro, na hora do banho, para economizar uma descarga. Nenhum excesso.
Para que os shoppings possam oferecer seus shows hídricos de luzes, os parlamentares possam continuar com suas piscinas sempre com água renovada (mesmo que eles nem as utilizem) e os condomínios possam lavar suas calçadas com lava-jato...

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, disse que entre as medidas do seu governo para preservar a floresta tropical está o plantio de um bilhão de árvores a cada ano. Indonésia, que está longe de ser um poluidor potencial.

Quando eu tinha 09 anos e cursava a 3a. série, estudei, pela primeira vez, a questão das secas no nordeste; falei para meu professor Pauletti: " -A gente pode acabar com o deserto se, a cada ano, cada habitante se propuser a plantar 10 metros de árvore em direção à parte seca. Aos poucos, a sombra vai ajudando o solo a ficar novamente fértil." Há exatos 49 anos, ainda lembro do ar de enfado do professor e a resposta que recebi: só um silêncio que foi mais uma censura do que qualquer outra coisa. Não teria a criança razão? Naquele tempo a devastação não estava nos níveis catastróficos de hoje!

Qual o tempo para que todos tomem consciência e se convençam das ações necessárias de cada um? A destruição, em grande parte, já aconteceu!

Marise Jalowitzki
Escritora
marisej@terra.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil

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